domingo, 16 de agosto de 2015


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Identificação presuntiva de enterobactérias - Microbiologia #dia7

A identificação presuntiva de bacilos gram negativos como Escherichia, Shigella, Samonella, Citrobacter, Enterobacter, Serratia, Proteus, Klebsiella, Hafnia, Pantoea, Morganella, Providencia, Yersinia, pode ser facilitada manualmente por uma série bioquímica simples. Esta série pode ser uma associação de três meios: EPM, MILI e CITRATO.


·      Meio Citrato: o princípio do teste é determinar a capacidade do microrganismo de utilizar o citrato de sódio como única fonte de carbono para seu metabolismo e crescimento. A produção da cor azul após 24 horas de incubação à 35ºC +/- 2ºC indica a presença de produtos alcalinos e positivo para utilização do citrato.

·      Meio EPM: o aparecimento de bolhas ou o deslocamento do meio de cultura do fundo do tubo indica a produção de gás, e determina a capacidade de produção de CO2 a partir da fermentação da glicose. O enegrecimento do meio em qualquer intensidade indica a produção de H2S, e determina a produção de íons S-2 a partir do metabolismo bacteriano. O aparecimento da cor azul ou verde azulada (reação fraca) que se estende para a base do meio, envolvendo-a totalmente ou não, determinando a capacidade do microrganismo de utilizar a ureia, formando duas moléculas de amônia pela ação da enzima uréase. O aparecimento da cor verde na superfície indica a desaminação do triptofano, e a fermentação da glicose é indicada também pela cor amarela na base do tubo.

·      Meio MILI: determina a motilidade, a descarboxilação da lisina e a produção de indol. A bactéria móvel cresce além da linha de picada. A imóvel somente nesta linha. O teste visa verificar se a bactéria é móvel ou imóvel, o que ajuda a diferenciar alguns gêneros. Determina-se a capacidade de descarboxilação da lisina pela cor do meio. Quando o meio adquire uma cor amarelada, indica que o aminoácido não é utilizado e não á ação da enzima lisina descaboxilase. Quando o meio atinge uma cor púrpura acentuada ou discreta, a lisina é descaboxilada. Para a determinação da produção de indol, adiciona-se 3 gotas de reativo de Kovacs à superfície do meio e agita-se levemente. Quando a bactéria produz indol, o reativo adquire cor rosa ou vermelha. Quando não produz, o reativo mantém sua cor inalterada. É um dos produtos de degradação do metabolismo do triptofano, este quando quebrado, indol, ácido pirúvico e amônia são produzidos.

É importante lembrar que a utilização de outros meios também é válida, como TSI e Meio IAL.

Indicação de bibliografia para análise e identificação:

Livro: Oplustil, Carmem Paz, et al. Procedimentos básicos em microbiologia clínica. 3 ed. São Paulo : SAVIER, 2010.
Apostila: Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Microbiologia Clinica para o Controle de Infecção Relacionada a Assistência a Saúde. Modulo 6 : Detecção e identificação de bactérias de importância medica /Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2013.
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