sábado, 23 de março de 2013


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Novo caminho contra a supressão da medula óssea vermelha durante a quimioterapia e radioterapia


Foto: eBiotecnologia
Um dos maiores problemas enfrentados pelos pacientes com câncer é a supressão da medula óssea vermelha durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia. No processo de tentar combater as células tumorais, os pacientes recebem doses, muitas vezes elevadas, de quimioterápicos e/ou radiação que podem afetar outras células saudáveis do organismo.
A medula óssea vermelha é o local onde residem as Células Tronco Hematopoiéticas (CTHs) que são responsáveis por gerar as células necessárias para reconstituição do sangue e sistema imunológico. Um dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia é a supressão da medula óssea vermelha.
Winkler e colaboradores (2012) desenvolveram um novo método com vista a atenuar esse efeito colateral, em que se baseia na expressão de E-selectina, uma molécula de adesão celular que é expressa apenas por células endoteliais vasculares da medula óssea.
Os pesquisadores demostraram através de experimentos que a quiescência e a auto renovação das CTHs foi melhorada em camundongos nocautes para E-selectina (sele -/-), demonstrando que E-selectina é importante para a diferenciação das CTHs. Além disso, os cientistas comprovaram que o nocaute ou bloqueio de E-selectina aumenta a sobrevivência das CTHs cerca de três a seis vezes e acelera a recuperação de neutrófilos no sangue após os camundongos serem tratados com agentes quimioterápicos e radiação.
Dessa forma, foi demonstrada a importância dessa molécula de adesão na medula óssea vermelha que desempenha um papel crítico na diferenciação das células tronco hematopoiéticas em células sanguíneas bem como do sistema imune. Como a supressão da medula óssea é um efeito colateral grave da quimioterapia e/ou irradiação de dose elevada, o bloqueio transitório com um antagonista de E-selectina é, potencialmente, um tratamento promissor para a proteção das CTHs em pacientes com câncer.

Texto: Marcelo Silva Barcellos
Revisão: Relber Aguiar Gonçales
Sources: Ingrid G Winkler1, Valérie Barbier1, Bianca Nowlan2, Rebecca N Jacobsen2,3, Catherine E Forristal2, John T Patton4, John L Magnani4 & Jean-Pierre Lévesque2,3. Vascular niche E-selectin regulates hematopoietic stem cell dormancy, self renewal and chemoresistance. Nature Medicine. 2012;18: 1651-1657

Artigo postado no dia 21/03/2013, no site "eBiotecnologia-ciência e tecnologia juntas".
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sexta-feira, 22 de março de 2013


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Parabéns acupunturistas!

Homenagem do Biomedicina em Ação

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quinta-feira, 21 de março de 2013


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Jovens universitários de NY criam gel para controle de hemorragias

A notícia vem do New York Post (Via Superinteressante).

Dois jovens universitários da Universidade de Nova York (NYU), Joe Landolina e Isaac Miller descobriram uma maneira de estancar sangramentos até mesmo mais intensos. Trata-se de um gel, o qual recebeu o nome de Veti-Gel. Segundo a Fox News, o gel é uma versão artificial da matrix extracelular do tecido conjuntivo. 
 Joe Landolina, de 20 anos. (Imagem: New York Post).
Eles usaram polímeros que se unem para cobrir o ferimento. “É como se disséssemos para o eu corpo parar a hemorragia.”, diz Landolina. Mas isto vai além de ferimentos superficiais. O gel é capaz de parar hemorragias graves em órgãos internos e artérias principais. Os testes foram realizados em ratos, e foi possível parar imediatamente o sangramento após corte no fígado e artéria carótida dos animais.
“Não existe uma maneira rápida para controlar sangramentos, exceto manter muitas gazes sobre a ferida”, disse Landolina. “Pensei que se eu pudesse colocar este gel ali, ele se solidificaria e pararia o fluxo de sangue“.
Depois dos experimentos com ratos, o foco se voltou para a carne suína. Com humor, o universitário conta: “Eu fui até um açougueiro no Brooklyn e disse que precisava da carne mais fresca que ele tivesse, e foi o lombo de porco”. O vídeo mostra a ação imediata do gel com a carne de porco, simulando uma hemorragia real.
É surpreendente como o sangue que fluía normalmente é barrado pelo gel em fração de segundos. Há ainda a aplicação de um segundo líquido que acelera a coagulação.



O próximo passo de Landolina e Miller será o teste in vivo, em animais maiores como porcos e ovelhas, sob a supervisão do cirurgião cardiovascular do Hospital de Englewood (NJ), o Dr. Herbert Dardik.

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sexta-feira, 15 de março de 2013


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FAQs - Perguntas Frequentes



Recebo alguns e-mails de leitores com muitas dúvidas sobre o curso, faculdades e profissão. Resolvi então, juntar algumas delas e organizar um FAQ (Frequently Asked Questions) ou Perguntas Frequentes. Muito será uma opinião do que vejo, e talvez possa ajudar você que tem a mesma dúvida, e quem quiser/puder complementar algo, é só deixar nos comentários. Vamos lá!

O que é Biomedicina? Biomédico é quase um médico?
Começando pela segunda pergunta: Não, biomédico é BIOMÉDICO. Por conta da pouca difusão da profissão, muitas pessoas confundem Biomedicina com Medicina. É extremamente importante saber diferenciar essas duas profissões antes de iniciar o curso de Biomedicina. Não é exagero dizer que muita gente se depara com algo que não esperava, simplesmente por não entender o que realmente faz um biomédico, e acabam frustrados com o curso. De acordo com o texto do Dr. Flavio Pacheco, do livro “Biomedicina: Um Painel sobre o profissional e a Profissão”, adaptado pelo blog Biomedicina Padrão, a Biomedicina é uma área da saúde e da ciência com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. O biomédico atua em todos os níveis de atenção à saúde, com bases científicas e intelectuais, orientando e intervencionando a sociedade para transformação da realidade em benefício da coletividade.
Novamente, o Biomédico não é um “quase Médico”. É tão importante quanto todos os profissionais da saúde, e está apto a atuar em diversas funções aos quais lhe serão apresentadas durante o curso. É um profissional a serviço da saúde e da ciência!

Quais áreas o biomédico pode atuar?
Há muita controversa no que se diz respeito à quantidade exata de áreas de atuação do biomédico. A mais aceitável é que são 36 áreas, sendo a Biomedicina Estética a 36ª área aprovada pela Resolução nº 197, de 21 de setembro de 2011. Dentre todas elas, podem ser citadas as análises clínicas (patologia clínica), perfusão extracorpórea, citologia oncótica, auditoria médica, perfusão extracorpórea, etc.

Quantas habilitações o biomédico pode ter e como fazer para consegui-las?
O Conselho não limita o número de habilitações para os biomédicos, mas lembre-se do ditado “o que vale é qualidade, e não quantidade.”. É vedado ao profissional biomédico exercer atividades em áreas às quais ele não possua habilitação. A habilitação específica é OBRIGATÓRIA, e segundo descrito no CRBM 1ª Região, "O biomédico que atua em setor para o qual não tem a necessária habilitação corre o risco de sofrer punição, inclusive ter o seu registro cassado, já que a infração é considerada gravíssima". Se a habilitação a qual o biomédico possuir for de análises clínicas, por exemplo, ele não poderá trabalhar com diagnóstico por imagem. Para que o estudante de biomedicina forme-se, ele precisa de, no mínimo, uma habilitação. Para isso, o estágio obrigatório do último ano é mais que importante. Além de incluir o aluno ao cotidiano do mercado de trabalho, a habilitação será conseguida a partir do estágio realizado pelo aluno. A maioria das Universidades oferece o estágio em Análises Clínicas, porém o aluno pode decidir em seguir ou não esta área. Caso queira se especializar em uma das outras áreas, o aluno deve procurar um estágio fora da Universidade, e segundo o CRBM, deve conter carga horária mínima de 500 horas, porém a Universidade pode exigir mais. Não há um número mínimo de habilitações, porém o que as faculdades levam em conta é que o aluno deve respeitar a carga horária diária do estágio, que é de 6 horas. Após formado, o biomédico pode conseguir outras habilitações, aí sim por meio de pós-graduação ou por uma prova, aplicada anualmente. A aprovação da residência biomédica será outra forma de se conseguir.

Quais as melhores faculdades oferecem o curso de Biomedicina?
Há sim a história (e é verídica, acreditem) de que “quem faz a faculdade é o aluno”. Muitos estudantes não podem escolher por mudar de cidade para estudar onde sempre quis, e isto não é motivo para temer não ser um bom profissional. Para quem pode (e quer) estar nas melhores universidades, abaixo segue uma tabela retirada do Guia do Estudante (de janeiro de 2013):


Qual área da biomedicina é mais bem remunerada?
Novamente, isto é muito relativo. Se você é um bom profissional, e o seu local de trabalho sabe reconhecer isto, você será bem remunerado. Mas sim, há áreas como a Perícia Criminal, agora a Biomedicina Estética, entre outras, em que o profissional é mais bem remunerado. Mas isto deve-se muito à forma de contrato e ao ingresso do profissional no emprego em questão. Isso quer dizer que, por exemplo, em determinados concursos públicos, obviamente você receberá mais que em um laboratório de hospital, ou se você tiver o seu próprio laboratório, ou clínica, também conseguirá uma melhor remuneração. Mas repito: isto é extremamente relativo. Tudo depende da sua qualificação profissional, do que você busca para melhorar seu currículo e aprender mais. Pode parecer piegas, mas é realmente muito importante.

O que é a Iniciação Científica e quando posso começar?
A informação a seguir foi retirada do site da Comissão de Pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras eCiências Humanas da USP. “A Iniciação Científica é um programa que visa atender alunos dos cursos de graduação, colocando-os em contato com grupos/linhas de pesquisa. Busca, também, proporcionar ao aluno, orientado por pesquisador experiente, a aprendizagem de técnicas e métodos científicos, bem como estimular o desenvolvimento do pensar cientificamente e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas de pesquisa; o estudante pode desenvolver pesquisa no âmbito da Iniciação Científica com bolsa oferecida pelas agências tradicionais de fomento à pesquisa. No entanto, pode também fazer sua pesquisa sem que lhe seja atribuída bolsa e/ou auxílio.” Geralmente, as agências que oferecem bolsas são Fapesp, CNPq, Capes, entre outras, como Santander. O aluno interessado deve procurar um professor para que o oriente, e assim iniciarem o trabalho. E como muitos perguntam, o aluno pode sim começar a sua Iniciação no primeiro ano da faculdade, e é importante ressaltar que ele não poderá ser beneficiado com duas bolsas simultaneamente.

Quando posso começar o estágio? É difícil de conseguir?
Nada te impede de fazer um estágio desde o primeiro semestre. Muitos estudantes já possuem algum curso técnico e trabalham na área. Entretanto, se não for o seu caso, conseguir um estágio muito cedo não é nada fácil. Isso se deve ao fato de que você não tem muito conhecimento para ser colocado em prática. A partir do 3º ano, as coisas se tornam muito mais simples, e no último ano, sem dúvidas vocês estará em um estágio.

Há muitos gastos ao ingressar na faculdade de Biomedicina? Eu vou ter que comprar roupas brancas?
Os gastos não são muito altos, dependendo do que você pretenderá. Explico melhor... Geralmente os materiais que utilizamos em aula são fornecidos pela Universidade, como luvas e outros EPIs descartáveis (máscaras e toucas). O que compramos são jalecos e óculos de proteção, já que devem ser individuais. Você pode encontrar jalecos de preços variados, de 40,00 a 100,00, tudo dependerá muito. Os óculos custam em média 20,00. 
Imagem: Biomedicina Padrão
Você precisará de sapato fechado (fechado por inteiro, não sendo permitidas sapatilhas para mulheres) para as aulas práticas e calça comprida. Você poderá gastar com livros, mas não é necessário. As Universidades costumam ter o acervo de livros indicados pelos professores, mas isto também pode variar. Por exemplo, a Unip (Campinas) tem praticamente todos os livros indicados pelos professores. Gasta-se mais com os cursos (atividades complementares) a serem feitos fora da Universidade. Há cursos de DIVERSOS preços. Já vi cursos desde 20,00 à 1.200,00, e até algumas palestras gratuitas. Mas isso vai de acordo com a sua disponibilidade financeira, já que a faculdade de maneira alguma obrigada a fazer esses cursos. Quanto a usar branco, depende da coordenação do curso e/ou do professor, que poderá exigir ou não. 

Qual a diferença do estágio obrigatório para o estágio não-obrigatório? 
De acordo com a Lei N° 11.788,de  25 de setembro de 2008, que dispõe sobre os estudantes estagiários, (Art. 2º) “o estágio poderá ser obrigatório ou não-obrigatório, conforme determinação das diretrizes curriculares da etapa, modalidade e área de ensino e do projeto pedagógico do curso. O estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma. O estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como atividade opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.  As atividades de extensão, de monitorias e de iniciação científica na educação superior, desenvolvidas pelo estudante, somente poderão ser equiparadas ao estágio em caso de previsão no projeto pedagógico do curso.”. É válido ressaltar que ainda, segundo a lei, as horas de estágio podem ser de no máximo 6 horas por dia (30 horas semanais). 


Por enquanto é isso! Vou atualizando à medida que me lembrar de mais perguntas, ou que receber mais delas. Você tem alguma dúvida? Envie sua dúvida para o e-mail biomedicinaemacao@hotmail.com.br ou contate-nos na aba “Contato”. Teremos o prazer de ajuda-lo. A sua dúvida pode ser a dúvida de muita gente, inclusive a nossa. Será uma ótima troca de experiências.
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Um olhar geral sobre a Biomedicina

As meninas do UNITUBE CONECTION estão com vídeo novo. CONFIRAM!


Por Raphaella e Denize.
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sábado, 9 de março de 2013


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Campinas e Região!


A ASGARD Cursos de Extensão busca sempre expandir o conhecimento, e a pedidos, trará um dos seus cursos para Campinas!
Procurando o melhor para vocês, a ASGARD quer saber: qual curso você gostaria de participar?
Vote nos comentários, na enquete ao lado, ou ainda no facebook. Dê a sua opinião!

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sexta-feira, 8 de março de 2013


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A mulher biomédica


Hoje, dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, e o blog Biomedicina em Ação quis homenageá-las com esta postagem especial. Para isso, nada melhor do que falarmos da atuação da mulher na Biomedicina, e sobretudo sobre a sua evolução no mercado de trabalho.
Renata Mendes, em um texto que se encontra no site do SINBIESP (Sindicato dos Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo), destaca inicialmente a evolução do profissional biomédico. Há tempos o biomédico se viu limitado à ciência básica e às análises clínicas, ofuscado atrás de uma bancada, sem nenhum reconhecimento pelo seu incrível trabalho. Hoje já se conquistou muito, e temos o direito de optar por diversas áreas de atuação. Em conjunto a esta evolução da profissão, as mulheres também foram ganhando seu espaço, contribuindo maravilhosamente bem para as diversas funções as quais se propuseram. Um simples exemplo disso é o aumento da porcentagem de mulheres nas salas de aula nos cursos de Biomedicina (e os demais cursos da saúde).
Em contrapartida, muitos defendem que o acesso e a procura das mulheres pela área acadêmica continuam limitados. Alguns anos atrás, Lawrence Summers, ex-reitor de Harvard, fez com que esta questão do preconceito entre sexo fosse novamente levantado. Em uma conferência, Summers disse que as mulheres teriam menos aptidão que os homens para a ciência. Obviamente, foi grande a polêmica em torno deste comentário, o que chamou a atenção de muitos críticos e inspirou estudos sobre o assunto. Um deles foi publicado na revista científica PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences"), em que Stephen Ceci e Wendy Williams, da Universidade Cornell, EUA, afirmam que “o preconceito contra mulheres na ciência é, sobretudo, institucional”, e que houve um aumento na taxa de mulheres cientistas desde a década de 1970, mas que ainda não se pode considerar uma igualdade por conta da “discriminação institucional”.
Este é um problema que data desde o século passado, quando a cientista polonesa Marie Curie e seu marido, o também cientista Pierre Curie, foram contemplados com o Prêmio Nobel de Física. Porém, Marie Curie foi chamada de “assistente” do marido, não recebendo seu devido destaque. Anos depois, tornou-se a primeira mulher com título de doutora a dar aula em universidades, e em 1911 foi contemplada (agora sozinha), com o Prêmio Nobel de Química.
Em pesquisa realizada por Luci Muzzeti, professora da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, há sim um maior número de mulheres nas áreas de Ciências Biológicas e Ciências da Saúde, mas isto deve-se a um fator hierárquico, ao qual as ciências exatas como física e economia são ditas como áreas de “mais prestígio do que outras”.
Enfim, são muitas as opiniões e estudos que se contrapõem, mas o que deve ser comemorado hoje é que de fato as mulheres atualmente são mais respeitadas, e sim, todas têm a mesma aptidão para o desempenho de funções que antes não lhe eram cabíveis. Elas estão cada vez mais buscando o conhecimento e conquistando maior reconhecimento no mercado de trabalho.
E como disse Renata Mendes em seu texto, “independente da área, a mulher biomédica está a cada dia conquistando seu espaço, que é dela por direito e mérito. E de toda esta conquista, a maior eu diria, é a de seguir como guerreira profissional, sem deixar de lado sua sensibilidade e sua essência feminina.”.


O Biomedicina em Ação parabeniza todas as mulheres pelo seu dia, sobretudo as que amam a profissão que escolheram e exercem-na com ética, confiança, profissionalismo e com muito amor.

Fontes: 
SIS Saúde - Instituições discriminam mulheres cientistas. (2011)
The Harvard Crimson - HEMEL, Daniel J. Summers' Coments on Woman and Science Dare Ire. (2005) 
G1.com - NOGUEIRA, Pablo. Mulheres cientistas ainda sofrem com esteriótipos no meio acadêmico. (2011)
SINBIESP - MENDES, Renata. A mulher biomédica no mercado de trabalho. (2011)
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quarta-feira, 6 de março de 2013


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CCB (Centro de Criogenia Brasil) - Curso Teórico e Prático 2013



O CCB (Centro de Criogenia Brasil) promoverá em São Paulo, no dia 16 de março de 2013, das 9 às 17 horas,  um curso teórico-prático de “Coleta, processamento e congelamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical”.

Público-alvo
Biólogos, biomédicos, farmacêuticos, enfermeiros e estudantes interessados na área.
Programa
Aula teórica: Banco de células-tronco do sangue do cordão umbilical.
Aula teórica: Coleta do sangue do cordão umbilical. Metodologia e suas implicações.
Aula prática: Processamento e congelamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical. Método automatizado.

Valor do curso
R$ 200,00 - Atenção: vagas limitadas a 30 alunos no máximo por curso. Material de apoio, coffee break e certificado incluídos no valor do curso.

- Informação/Inscrição: curso@ccb.med.br ou (11) 3057-0510.
- Site: http://www.ccb.med.br/ccb_agenda.asp
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domingo, 3 de março de 2013


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Doença de Alzheimer: efeito colateral da evolução!



             Pesquisa recentemente publicada na Espanha traz uma elucidação sobre a Doença de Alzheimer, e sugere que a doença pode ser efeito colateral da evolução, assim seu precioso blog, "Biomedicina em Ação", resolve deixar você informado sobre o assunto!!!
               Antes de mostrar a pesquisa gostaríamos primeiro fazer um breve resumo sobre o assunto.

      A Doença de Alzheimer (DA) interrompe processos metabólicos essenciais que mantêm os neurônios saudáveis. Estes rompimentos fazem com que as células nervosas do cérebro pararem de trabalhar e percam suas  conexões com outras células nervosas, e, finalmente, morrem. A destruição e a morte de células nervosas faz com que haja falha de memória, alterações de personalidade, problemas na realização de atividades diárias, e outras características da doença.
Os cérebros de pessoas com DA têm uma abundância de duas estruturas anormais- amiloides placas e emaranhados neurofibrilares , que são feitas de proteínas deformadas. Isto é especialmente verdadeiro em certas regiões do cérebro que são importantes para a memória.
A terceira característica principal da doença de Alzheimer é a perda das conexões entre as células. Isto conduz à diminuição da função celular e morte célula.


Segue abaixo a matéria publica no site da revista Veja em 01/03/2013.

Alzheimer pode ser 'efeito colateral' da evolução do cérebro

Pesquisa sugere que a doença se origina em uma região do cérebro responsável pelo desenvolvimento do raciocínio, encontrada só em humanos
A doença de Alzheimer pode ser um "efeito colateral" ocasionado pela evolução do cérebro do homem, ao menos segundo as conclusões de um estudo publicado nesta semana, no periódicoJournal of Alzheimer's Disease. De acordo com a pesquisa, a doença está associada à vulnerabilidade de uma determinada região do cérebro responsável pela cognição.
A pesquisa, feita pelo Centro Nacional de Investigação sobre a Evolução Humama, na Espanha, estudou a doença em sua fase inicial. De acordo com o trabalho, nessa etapa, o Alzheimer é caracterizado por um defeito metabólico no lobo parietal do cérebro — uma região do órgão responsável pela capacidade cognitiva e que diferencia o homem dos outros animais, inclusive dos demais primatas.
O desenvolvimento dessa área do cérebro, que não é encontrada em outras espécies, é considerado pelos pesquisadores como a maior mudança no cérebro humano nos últimos cinco milhões de anos. Os autores sugerem que a vulnerabilidade dessa região cerebral esteja associada à origem da espécie, pois o desenvolvimento do lobo parietal nos humanos modernos influenciou a organização espacial do cérebro, provocando mudanças na vascularização e no controle de energia, o que torna essa área sensível aos danos metabólicos relacionados à doença.
Para Emiliano Bruner, um dos autores do estudo, o trabalho abre um novo campo de pesquisa sobre a doença, que até agora era associada aos danos celulares nas áreas temporais e frontais do cérebro. Ele acredita que os prejuízos nessas áreas não são a causa da doença, mas uma de suas consequências. 
De acordo com o pesquisador, a identificação do lobo parietal como origem do Alzheimer poderia justificar o fato de a doença não afetar outras espécies, uma vez que se trata de uma zona cerebral presente apenas no Homo sapiens. Burner acredita que a seleção natural não eliminou o Alzheimer porque a doença surge principalmente em idades avançadas, quando o indivíduo já não pode mais se reproduzir.

Conheça a pesquisa
ONDE FOI DIVULGADA: periódico Journal of Alzheimer's Disease
QUEM FEZ: Emiliano Bruner e Heidi Jacobs
INSTITUIÇÃO: Centro Nacional de Investigação sobre a Evolução Humama, na Espanha
RESULTADO: O surgimendo da doença de Alzheimer pode estar relacionado ao desenvolvimendo do lobo parietal, região do cérebro responsável pela capacidade cognitiva que diferencia o homem dos outros animais, inclusive os demais primatas.

Fontes:
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sábado, 2 de março de 2013


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Área de atuação: Embriologia e Reprodução

Uma das áreas de atuação do Biomédico segundo o CFBM é embriologia e a reprodução humana, uma área que vem crescendo exponencialmente e atraído muitos profissionais. A Reprodução Humana Assistida é um conjunto de técnicas que visa a viabilização da gestação de mulheres com problemas para engravidar, e o biomédico especialista nesta área pode atuar como como embriologista.  Assim o Blog “Biomedicina em Ação” desvenda a área e mostra os aspectos da carreira e como fazer para ser um embriologista clínico.


O que é embriologia?
Embriologia é a ciência que estuda a formação e o desenvolvimento dos órgãos e sistemas do ser humano.  Todo organismo sofre mudanças progressivas durante sua vida. Essas mudanças são muito mais pronunciadas e rápidas nas fases mais jovens do desenvolvimento, principalmente na fase embrionária. E embora o nascimento seja um momento que marca o término de uma fase e o início de outra, não representa o fim dos processos de desenvolvimento humano. A embriologia se ocupa das transformações sofridas pelo óvulo até o nascimento. Em termos didáticos, engloba o período de gametogênese, fertilização, clivagem, gastrulação e organogênese.
Assim, cabe aos Embriologistas investigar os diversos aspectos da fertilidade, bem como a sua deficiência. Eles executam serviços rotineiros de procedimentos diagnósticos e terapêuticos embriológicas, como a fertilização in vitro (FIV), em hospitais e clínicas, comunicam-se com os pacientes sobre as opções de tratamento específicas sobre soluções de infertilidade, fertilidade e pesquisa com outros médicos, aconselhamento, enfermagem e pessoal administrativo.
Embriologistas clínicos precisam de uma compreensão teórica e prática da biologia reprodutiva humana, embriologia, infertilidade e tecnologia de reprodução assistida . Eles também precisam manter-se atualizado com as normas vigentes e legislação envolvendo esses temas. A embriologia é um campo de rápido desenvolvimento que tem visto um crescimento enorme nos últimos 20 anos. 

Atividades típicas de trabalho

O trabalho de um embriologista clínico pode envolver:

Ø determinar os níveis de fertilidade dos indivíduos;
Ø a coleta de óvulos e espermatozoides (gametas) de pacientes para processamento; (atividade restrita a médicos)
Ø mantendo a viabilidade de gametas e embriões, tecidos durante o processamento;
Ø micromanipulação e teste de adequação de cada gameta;
Ø preparação de gametas e do meio ambiente para a FIV e facilitação de fertilização;
Ø utilizando tecnologias de reprodução assistida (ART) para ajudar com infertilidade;
Ø preservação de gametas e embriões para uso futuro;
Ø cultura de embriões e criopreservação;
Ø monitoramento do desenvolvimento embrionário;
Ø seleção de embriões para transferência para as mulheres beneficiárias, de pesquisa ou outro uso pretendido e a implantação de embriões em órgãos reprodutivos;
Ø monitoramento e manutenção cryobanks;
Ø manter uma compreensão da biologia reprodutiva humana, embriologia, infertilidade e arte;
Ø ter conhecimento e cumprimento de controle de qualidade, questões éticas e regulamentos em torno de gametas e manipulação de embriões;
Ø cuidados e manutenção de equipamentos;
Ø manutenção de registos.

Cabe aos embriologistas – médicos, biólogos, biomédicos – iniciar a cultura dos óvulos e espermatozoides para a fertilização, e entregar o cateter ao médico para a fecundação do embrião. As oportunidades de trabalho incluem, além das clínicas de reprodução humana e bancos de sêmen, as instituições de pesquisa no ramo da biologia, veterinária e genética.

Como seguir a área?
Especialização na área de embriologia e reprodução humana, que pode ser feito na categoria Lato sensu e/ou Stricto Sensu ( Mestrado e Doutorado ).
Assim concluímos mais uma matéria sobre as áreas de atuação da Biomedicina! Gostou, se interessou? Contate-nos, ficaremos felizes em ajuda-los!

Gostaria de saber mais:
Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE): http://www.sbte.org.br/
Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH):

Fontes:
http://www.anatomiaonline.com/anatomia-materiais-de-anatomia-humana/embriologia/introducao.html
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