domingo, 30 de outubro de 2016


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O jeans moderno e a microbiologia: como é possível unir os dois?

Já imaginou usar a microbiologia na confecção do jeans? E mais, de uma forma sustentável que possa minimizar os resíduos tóxicos e os gastos associados a eles.


 O jeans sempre foi muito popular, principalmente o jeans azul Denim, desde que Levi Strauss e Jacob Davis, em 1873, produziram pela primeira vez para mineradores de ouro da Califórnia. Hoje, o denim macio e desbotado é produzido pelas empresas com auxílio de enzimas celulases, provenientes de um fungo chamado Trichoderma.
As celulases, como o próprio nome sugere, digerem parte da celulose do algodão e, ao contrário de muitas reações químicas, essas enzimas atuam em temperaturas e pHs seguros. Além disso, as enzimas são proteínas e, portanto, facilmente degradadas para a remoção do esgoto industrial.
E a produção de algodão também pode acontecer com menor impacto ambiental. Isso porque existe uma bactéria chamada Gluconacetobacter xylinus produz celulose ligando unidades de glicose em cadeias simples na membrana externa da parede celular bacteriana. As microfibrilas de celulose são expulsas através de poros na membrana externa, e feixes de microfibrilas se entrelaçam, formando tiras.
Para dar aquele efeito de desbotado, dá para usar o peróxido, que é um agente branqueador mais seguro que o cloro e pode ser facilmente removido do tecido e do esgoto industrial por enzimas. Os pesquisadores da Novo Nordisk Biotech clonaram um gene de peroxidase de cogumelo em leveduras e cresceram as leveduras em condições de máquina de lavar. As leveduras que sobreviveram foram selecionadas como produtoras de peroxidase.
E aquela tonalidade azul, forte, chamada índigo? Dá para fazer isso utilizando bactérias, bem conhecidas por sinal. Biotecnologistas da Califórnia identificaram o gene da Pseudomonas putida, uma bactéria do solo, que converte o subproduto bacteriano indol em índigo. Esse gene foi inserido na bactéria Escherichia coli, que, por sua vez, se tornou azul e produzem índigo a partir do triptofano.
Ah, e dá para fazer até o zíper usando os nossos amigos microrganismos. Cerca de 25 bactérias produzem grânulos de inclusão de poli-hidroxialcanoato (PHA) como reserva alimentar. Os PHAs são similares aos plásticos comuns, e por serem produzidos por bactérias, eles também são prontamente degradados por muitas bactérias. Os PHAs podem representar um material biodegradável alternativo para substituir o plástico convencional, feito a partir de petróleo e ser usado na produção dos zíperes!

Incrível né? A biotecnologia utilizando os microrganismos a nosso favor, sem prejudicar o meio onde vivemos!


Fonte: Tortora, G. J. Microbiologia. 12 ed. Artmed. 2016.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016


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IX Congresso de Biomedicina e VI Jornada de Análises Clínicas, Unifenas - MG

Nos dias 9, 10 e 11 de novembro, acontecerá em Alfenas - MG, o IX Congresso de Biomedicina e VI Jornada de Análises Clínicas, realizado pela Liga de Citologia Clínica (LCC) da Unifenas. A programação está recheada de palestras, workshop e minicurso.
  



Para maiores informações, entre em contato com a LCC pelo facebook, clicando aqui
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Ciclo cardíaco

Hoje vamos de fisiologia! E nada mais justo do que falar sobre um evento de suma importância para a nossa sobrevivência: o ciclo cardíaco.


O coração é um órgão relativamente pequeno, mas de grande importância para a manutenção de funções vitais do organismo. Considerado uma “bomba”, que ao se contrair “bombeia” o sangue para a periferia, e ao relaxar se enche novamente de volume. Tem como função básica garantir que o sangue chegue aos tecidos periféricos e o aporte sanguíneo para os alvéolos de modo a permitir a troca gasosa.
 Anatomicamente, encontra-se apoiado sobre o diafragma, perto da linha média da cavidade torácica, no mediastino, a massa de tecido que se estende do esterno à coluna vertebral; e entre os revestimentos (pleuras) dos pulmões. Cerca de 2/3 de massa cardíaca ficam à esquerda da linha média do corpo. A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para frente, para baixo e para a esquerda. A porção mais larga do coração, oposta ao ápice, é a base, dirigida para trás, para cima e para a direita.


O coração possui quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos.


-> Átrios (as câmaras superiores): recebem sangue.
     Átrio direito: sangue rico em dióxido de carbono – venoso – por meio das veias cava superior, inferior e seio coronário.
    Átrio esquerdo: sangue oxigenado, por meio de quatro veias pulmonares.

-> Ventrículos (câmaras inferiores): bombeiam o sangue para fora do coração.
    Ventrículo direito: recebe o sangue vindo do átrio direito e expulsa o sangue por meio da artéria pulmonar para os pulmões.
    Ventrículo esquerdo: recebe o sangue oxigenado do átrio esquerdo e expulsa para a circulação sistêmica do corpo.

CICLO CARDÍACO

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É denominado Ciclo Cardíaco o conjunto de eventos que ocorre entre o início de um batimento cardíaco e início de um próximo. Cada ciclo tem início quando é gerado um potencial de ação espontâneo no nodo sinusal, localizado na parede superior do átrio direito, próximo da abertura da veia cava superior. Este potencial de ação se propaga do átrio direito até os ventrículos de tal forma que ocorre um atraso de cerca de 0,1 segundo a passagem desse impulso dos átrios para os ventrículos permitindo que os átrios se contraiam antes, colaborando com o enchimento ventricular antes da sua contração. Isso faz com que tenhamos um fluxo sanguíneo coerente, se não fosse assim, o sangue iria para qualquer lado.
O ciclo consiste então no período de relaxamento (DIÁSTOLE), momento no qual o coração se enche de sangue. Logo após ocorre o período de contração (SÍSTOLE). A duração total do ciclo cardíaco é a recíproca da frequência cardíaca, como por exemplo, se a frequência cardíaca é de 72 batimentos/min, a duração do ciclo é de 1/72 batimentos/min.
Normalmente, o sangue flui de forma contínua, vindo das grandes veias para os átrios, e a maior parte do sangue que entra (cerca de 80%) flui diretamente para os ventrículos, mesmo antes da contração atrial, devido à diferença de pressão entre as câmaras que faz com que haja a abertura das valvas atrioventriculares. Sendo assim, os 20% do sangue que resta vai para os ventrículos através da contração (sístole atrial). A complementação do enchimento é importante para que haja melhoria da eficácia do bombeamento ventricular.
O período de enchimento rápido é o primeiro terço da diástole ventricular. Ele ocorre porque durante a contração (sístole) ventricular, grande quantidade de sangue se acumula nos átrios direito e esquerdo, uma vez que as valvas atrioventriculares estão fechadas. Assim que a sístole dos ventrículos termina, as pressões ventriculares retornam aos baixos valores diastólicos, as pressões moderadamente altas que se desenvolveram nos átrios durante a sístole ventricular forçam de imediato as valvas atrioventriculares a se abrirem, e o sangue então vai dos átrios para os ventrículos. Como já dito, somente cerca de 20% do sangue chega aos ventrículos através da contração (sístole) dos átrios.
Começa então a contração isovolumétrica dos ventrículos, aumentando a pressão interna dessas câmaras e promovendo o fechamento das valvas atrioventriculares. Quando a pressão dentro do ventrículo esquerdo atinge um pouco mais que 80 mmHg (e a pressão do ventrículo direito, pouco mais que 8 mmHg), as valvas semilunares (aórtica e pulmonar) são forçadas a abrir. O sangue começa então a ser lançado para as artérias.
Assim, depois que o sangue é lançado para as artérias, inicia-se de imediato o relaxamento isovolumétrico dos ventrículos, diminuindo a pressão dentro dos mesmos. Diferente disso, as artérias estão recebendo grande pressão, e isso acaba causando o fechamento das valvas aórticas e pulmonar. Nesse momento, a pressão intraventricular diminui e as valvas atrioventriculares se abrem para receber mais sangue.
E aí... o ciclo recomeça!

Por hoje é só! Mas fique de olho no blog, porque ainda teremos aqui uma complementação deste assunto. Nos próximos dias falaremos sobre pequena e grande circulação, a função das valvas atrioventriculares e semilunares, e as bulhas cardíacas.

Bibliografia: 
Hall, John E. (John Edward), 1946 – Tratado de Fisiologia Médica [recurso eletrônico] / John E. Hall; [tradução Alcides Marinho Junior – et al.]. – Rio de Janeiro : Elsevier, 2011.

Como sempre, vai um vídeo super bacana para ajudar na compreensão!

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016


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Tem como não, moço...

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terça-feira, 18 de outubro de 2016


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Vai um bolinho aí?

Que tal uma festa de Halloween com bolos muito inusitados? Desconfio até que, para biomédicos e todo o pessoa da área da saúde, esses bolos acabam não dando medo nenhum e são demais!!!



Os bolos são obras primas de Yolanda Gampp, que tem um canal no Youtube (How to cake It) ensinando a fazer bolos um tanto quanto inusitados. Dá só uma olhada!


Confira os vídeos completos:





E aí, encara um desses?
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016


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Biomedicina vs. Medicina - BIOMEDICINA ESTÉTICA



Esta semana, a Associação Brasileira de Biomedicina Estética – ABBME (SBBME), divulgou uma nota de esclarecimento a respeito do pedido de anulação das Resoluções CFBM ns. 197/2011, 200/2011 e 214/2012, que dispõem sobre a Biomedicina Estética e requisitos para exercício destas atividades pelo biomédico.
Novamente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) tentando de alguma forma, monopolizar uma área, que por direito concedido em lei, é também dos biomédicos. A decisão da Juíza da 3ª Vara Federal do Distrito Federal é favorável ao CFM, colocando em risco a atuação dos biomédicos.
Diante ao exposto, o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) irá reunir-se nesta terça-feira (11), às 15h, em Brasília, para tratar de assuntos referentes a decisão judicial que limita a atuação do Biomédico no âmbito da Estética.

Leia a nota de esclarecimento (clicando aqui), e inteire-se do assunto. E para quem puder comparecer, o Conselho Federam de Biomedicina (CFBM), convida todos os interessados a participarem.

Local: Setor Comercial Sul, Quadra 07, Bloco A, Sala 804. Ed. Pátio Brasil - Brasília.

É hora de toda a classe se unir!

#SOMOSTODOSBIOMEDICINAESTÉTICA
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