quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021


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Pesquisadores idealizam jogo para incentivo à vacinação

Jogo VACC. Fonte: levacc.csbiology.org

E quando a gente consegue aprender e conscientizar de uma forma divertida, é muito melhor, não? O pesquisador Prof. Dr. Helder Nakaya e outros membros da Campanha Todos Pelas Vacinas desenvolveu um jogo bem bacana que traz, além do tema principal que é a importância da vacinação, pontos muito relevantes como a importância da máscara e do isolamento social, a imunidade de rebanho, as variantes virais que surgem em epidemias e como elas podem escapar da proteção da vacina e até o perigo de se acreditar em Fake News.

O nome do jogo é VACC, e faz parte de um projeto de informatização das Cadernetas de Vacinação chamado Levacc, para uma melhor administração da vacinação de toda a população, o que poderia auxiliar a impedir epidemias e erradicar doenças. A idealização desse projeto teve apoio do INCT de Vacinas do CNPq, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Vacinas da USP e da Universidade Federal do Paraná. A mecânica do jogo foi feita pelo Claudio Torres que faz informática biomédica na UFPR, com design de Allan de Carvalho do laboratório do Dr. Nakaya na USP e música do prof. Murilo Geraldo da UNICAMP.

Créditos do jogo e apoiadores. Fonte: levacc.csbiology.org

 Para jogar, basta utilizar o mouse e o teclado do computador. Simples, mas muito necessário! Vale a pena conferir. Clique aqui para acessar o jogo. 


Fonte: levacc.csbiology.org

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021


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O que são elementos genéticos móveis?

São denominados elementos genéticos móveis os segmentos de DNA que podem movimentar-se dentro dos genomas ou mesmo entre genomas diferentes. Esses elementos podem estar integrados aos cromossomos e ao longo do tempo mudar de localização dentro deles, ou ainda estar fisicamente dissociados e se replicarem de forma independente.

Por vezes, alguns podem ser incluídos na categoria de DNA “sem função”, por não codificarem proteínas e não se manifestarem fenotipicamente nos organismos que os possuem. Já outros, codificam enzimas que servirão para a sua mobilização e que poderão conferir características especiais aos organismos que os possuem. São exemplos os genes que conferem resistência aos antibióticos, codificam toxinas ou são responsáveis por algumas funções celulares, como a construção de telômeros.

São 3 os tipos de elementos genéticos móveis: plasmídeos, fagos e elementos transponíveis/transposons.


(Continue lendo, clique aqui) 

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021


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Curso aplicado de Biologia Molecular – Conceitos e Aplicações

 

Imagens: Sociedade Brasileira de Patologia Clínica. 


A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC) em conjunto com a Association for Molecular Pathology realizará entre os dias 03 e 31/03/2021 um curso GRATUITO de Biologia Molecular.

O evento patrocinado pela Biomériux está com inscrição aberta no site da SBPC.

Clique aqui para inscrição e maiores informações!

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021


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O que a cor da urina pode indicar?

Na urinálise, ou urina tipo 1, um dos parâmetros físicos analisados é a cor da urina. Normalmente ela é amarela, mas alguns interferentes podem mudar a cor, como medicamentos. Abaixo você confere as cores e o que pode significar: 

 



Recente ingestão de líquidos ou em casos de Diabetes (Insipidus ou Melittus).


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021


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Fasciíte Necrotizante

Você já ouviu falar da bactéria “comedora de carne”? É assim que a Fasciíte Necrotizante – ou Necrosante - (FN) é popularmente conhecida. Na verdade, não “tão popularmente” assim, isso porque é uma doença infecciosa rara, além de ser muito grave, caracterizada por necrose extensa e de rápida progressão. Os dados epidemiológicos dessa doença no Brasil e no mundo não são muito confiáveis, mas o Center for Disease Control (CDC) estima que aproximadamente 700 a 1200 casos ocorrem a cada ano nos Estados Unidos. A dificuldade no levantamento de dados epidemiológicos se dá principalmente pela dificuldade no diagnóstico e pela subnotificação dos casos.

A doença foi descrita inicialmente pelo cirurgião militar Joseph Jones em 1871, mas o termo Fasciíte Necrotizante começou a ser utilizado somente em 1952, com a finalidade de descrever melhor a sua principal característica, que é a necrose do tecido subcutâneo profundo e a fáscia, tendo preservação relativa do músculo subjacente. Há então lesão vascular, trombose e isquemia - resultantes da ação das citocinas pró-inflamatórias, proteinases e endotelinas, e uma fase mais avançada, ocorre a destruição de nervos subcutâneos, tudo isso acompanhado por toxicidade sistêmica grave. O acometimento dos tecidos mais superficiais e a pele ocorre secundariamente. Ela pode ocorrer a partir de incisões cirúrgicas, pequenos traumas perfurantes (incluindo cortes, arranhões, e perfurações devido ao uso de drogas intravenosas), picada de insetos ou ainda queimaduras. Apesar disso, 20% dos casos não apresentam nenhum trauma prévio.

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domingo, 25 de outubro de 2020


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Rosa o ano todo


O cuidado deve ir além do mês de outubro.
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quinta-feira, 23 de julho de 2020


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Estresse e seu impacto na saúde - Por Ana Beserra

Durante tempo difíceis e de pandemia como o que estamos vivendo agora, é muito propício falarmos e até mesmo sofrermos os impactos do estresse. Convém lembrar, que o estresse por si só não é maléfico, ele rompe com o equilíbrio ou homeostase, e é bom que tenhamos este estado em determinadas situações para elevar os batimentos cardíacos, vasoconstricção e outros sinais do sistema nervoso autônomo simpático que é aquele responsável pelo processo conhecido como luta ou fuga. Além disso, no período de estresse ocorre a liberação de hormônios como o cortisol, e de catecolaminas como a adrenalina e a noradrenalina que contribuem para produzir a ação simpática.

 Nos dias de hoje, não precisamos correr de um animal feroz como antigamente nossos ancestrais faziam, todavia precisamos “lutar e/ou fugir” por causa de outros estressores. Existem vários tipos de estressores como exemplo, podemos citar o estressor físico como expor o organismo a temperaturas extremas como o frio ou calor excessivo, a atividade física, ou o estressor emocional como comportamentos de raiva, aborrecimentos e outros. Sabemos que além dos tipos, existem fases de estresse e são elas a alerta, a resistência e a exaustão.

Atualmente, diversos trabalhos científicos mostram que o estresse na fase de exaustão também denominado crônico, ou seja, a longo prazo pode acarretar no aparecimento de algumas doenças, uma vez que induz a inflamação e contribui para o aparecimento de hipertensão, obesidade, depressão e até mesmo demências. O biomédico, atuando como pesquisador em sua essência, pode atuar na psicobiologia, colaborando com o entendimento do funcionamento das vias de estresse com a liberação de hormônios e neurotransmissores a nível laboratorial e clínico através de pesquisas e estudos.

O que podemos resumir de todo esse assunto, é que o estresse por si só não é ruim, mas sim o sem excesso uma vez que o estresse crônico e não regulado pode levar a danos nos indivíduos como por exemplo transtornos mentais e o biomédico pode contribuir além dos estudos e pesquisas para buscar mais evidências sobre como se dá essa regulação, mas também pode agir como um multiplicador, estimulando mudanças de estilo de vida para uma melhora na saúde como a redução do estresse emocional e prática regular de atividades físicas que ajudam a regular o hormônio do estresse e ainda contribuem para a boa saúde física e mental. Meditar, relaxar e praticar atividade física são exemplos de atividades prazerosas que podem ser incorporadas diariamente, começar com 30 minutos diários é o recomendado e assim, evitaremos os prejuízos do cortisol elevado e os impactos negativos na saúde.

Texto de autoria de Ana Beserra, biomédica, mestre em ciências, doutoranda em saúde mental. CRBM 17222.

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segunda-feira, 6 de julho de 2020


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I Jornada GEMOCA Online

                                     

Entre os dias 20 e 24 de julho de 2020 acontecerá a "I Jornada Gemoca Online", um evento gratuito e totalmente organizado pelo Laboratório de Genética Molecular do Câncer (GEMOCA) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. O evento contará com palestras de diversas áreas, abordando temas como Endocrinologia, Imunologia, Oncologia, Genética Molecular, Virologia, Educação, Microbiologia e outros. Estarei presente no evento, falando sobre Métodos de identificação de carbapenemases e de resistência à polimixina.

Conto com a presença de todos vocês! Sigam no Instagram para saber todos os detalhes: @labgemoca!

 

As inscrições estão abertas! Clique aqui e inscreva-se!

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domingo, 7 de junho de 2020


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A importância de estudar os vírus



Recentemente uma pandemia se instalou no mundo e estamos entregues a um ser tão microscópico que mal conhecemos. Os vírus possuem tamanhos que podem variar de 10 a 300 nanômetros e estão presentes em todos os lugares. Respiramos e ingerimos milhões de vírus por dia e esses seres tão pequenos podem ser mortais para pessoas que possuem imunidade reduzida.
Existem mais de 2 mil espécies de vírus descobertas pela comunidade científica. Os microscópios eletrônicos e métodos de diagnósticos, como imunológicos e moleculares ajudam os pesquisadores a entender a estrutura, o material genético que os compõem além das proteínas estruturas e mecanismos que permitem a infecção em um hospedeiro.
Os vírus podem ser formados por DNA (dupla fita, simples fita positiva ou negativa ou circular) ou RNA (fita simples positiva ou negativa ou dupla). Os vírus de RNA tendem a sofrer maiores mutações genéticas que lhes garantem resistência a medicamentos, sobrevivência a temperaturas e permitem enganar o sistema imune do hospedeiro.
Quando um vírus consegue infectar um hospedeiro e se propagar acontece um surto, endemia, epidemia e pandemia como no caso do vírus da Influenza H1N1. Quando o vírus possui características de grande letalidade para o hospedeiro ele não consegue se propagar causando apenas surtos e epidemias, no máximo, como no caso do Ebola.
O desenvolvimento da vacina foi uma das melhores descobertas científicas de todos os tempos, ainda é a mais eficaz como profilaxia e grandes pesquisas têm mostrado grande eficiência na atualização e desenvolvimento.

Ficou interessado no assunto? A Amanda Assaf, elaborou um curso 100 % online de Introdução à Virologia, onde são abordados temas como:

- História;
- Taxonomia;
- Estrutura Viral;
- Replicações;
- Profilaxia;
- Vacinas;
- Tratamentos;
- Diagnósticos;
- Mutações e Recombinações;
- Discussão final: família Orthomyxoviridae e Coronaviridae .


Para se inscrever no curso CLIQUE AQUI!


Texto de autoria de Amanda Sardeli Alqualo Assaf, biomédica patologista clínica e auditora PALC. CRBM: 28715.
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quinta-feira, 7 de maio de 2020


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Meningite bacteriana


Para entendermos a meningite, vamos relembrar alguns conceitos de neuroanatomia, começando pela definição de meninges. Elas são membranas que envolvem e protegem o sistema nervoso central (encéfalo, tronco cerebral e medula espinal). São três membranas: dura-máter, aracnoide e pia-máter. A função inicial dessas membranas é a proteção do SNC.
É importante também lembrar do líquido cefalorraquidiano (ou líquido cérebro-espinal ou liquor), pois ele é fundamental para o diagnóstico da meningite. Como o nome já diz, é um líquido que circula entre o cérebro e a medula espinal, e se localiza entre a pia-máter e a aracnoide (espaço subaracnoide), nos ventrículos cerebrais e ao redor da medula espinal. Tem como função principal a proteção e o amortecimento do SNC contra possíveis choques.
Esquema de demonstração das meninges. Tradução: Biomedicina em Ação. 
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