quinta-feira, 15 de abril de 2021


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Crioglobulinemia - Por Amanda Assaf

 Já ouviu falar desse distúrbio?

A Crioglobulinemia é um distúrbio caracterizado pela presença de crioglobulinas no sangue. As crioglobulinas são imunoglobulinas, ou anticorpos, dos tipos IgM e IgG que se aglomeram e se tornam insolúveis nas regiões do organismo onde a temperatura é fria, ou seja, onde a temperatura fica abaixo de 36,5ºC. Sendo assim, nas regiões periféricas do corpo e nas regiões que atingem tal temperatura inferior, as crioglobulinas se aglomeram, podendo portanto, impedir a circulação sanguínea causando vasculites. Por esse motivo, manchas arroxeadas podem aparecer na pele e apresentar o que chamamos de púrpura.


Figura 1: Púrpura palpável no membro inferior direito. Fonte: DENTI PIANA, Marjana Denti Piana et al. 2018. 

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sexta-feira, 9 de abril de 2021


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O retorno do canal l QUEM SOU EU?

E aí galera que curte o Biomedicina em Ação, tudo bem com vocês?



Estamos de volta no YouTube! O Canal está todo repaginado para melhor compartilharmos nossas experiências.

O vídeo de estreia está lá no canal hoje (09/04) às 12h00 (horário de Brasília). Será mais um espaço para compartilharmos conhecimento, discutirmos sobre ciência e tudo o que envolve a saúde.

Espero por todos vocês também no YouTube!


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sábado, 20 de março de 2021


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Estreptococos do grupo B


Streptococcus agalactiae (estreptococos do grupo B) é um coco Gram positivo em cadeia, pertencente ao grupo B de Lancefield, que leva em consideração o antígeno de carboidrato específico da parede celular; por isso, é também conhecido como GBS (grupo B de Streptococcus). É uma bactéria comum dos tratos gastrointestinal e genital, e normalmente não é a causa de infecções em indivíduos saudáveis, embora possa estar associado a infecções em idosos, diabéticos e adultos imunocomprometidos (particularmente pacientes oncológicos), além de representar a principal causa de infecções neonatal em países desenvolvidos.

Desde 1996 há uma recomendação do American College of Obstetricians and Gynecologist (ACOG) para o rastreio de colonização em gestantes entre 35 e 37 semanas. Segundo o último guideline para detecção e identificação de GBS da American Society for Microbiology (ASM), houve uma alteração no intervalo de gestação indicado para o rastreio da colonização por GBS, sendo o ideal realizar o exame entre a 36ª e 37ª semana de gestação, porque verificou-se um melhor valor preditivo da cultura quando realizada nesse período.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021


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Pesquisadores idealizam jogo para incentivo à vacinação

Jogo VACC. Fonte: levacc.csbiology.org

E quando a gente consegue aprender e conscientizar de uma forma divertida, é muito melhor, não? O pesquisador Prof. Dr. Helder Nakaya e outros membros da Campanha Todos Pelas Vacinas desenvolveu um jogo bem bacana que traz, além do tema principal que é a importância da vacinação, pontos muito relevantes como a importância da máscara e do isolamento social, a imunidade de rebanho, as variantes virais que surgem em epidemias e como elas podem escapar da proteção da vacina e até o perigo de se acreditar em Fake News.

O nome do jogo é VACC, e faz parte de um projeto de informatização das Cadernetas de Vacinação chamado Levacc, para uma melhor administração da vacinação de toda a população, o que poderia auxiliar a impedir epidemias e erradicar doenças. A idealização desse projeto teve apoio do INCT de Vacinas do CNPq, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Vacinas da USP e da Universidade Federal do Paraná. A mecânica do jogo foi feita pelo Claudio Torres que faz informática biomédica na UFPR, com design de Allan de Carvalho do laboratório do Dr. Nakaya na USP e música do prof. Murilo Geraldo da UNICAMP.

Créditos do jogo e apoiadores. Fonte: levacc.csbiology.org

 Para jogar, basta utilizar o mouse e o teclado do computador. Simples, mas muito necessário! Vale a pena conferir. Clique aqui para acessar o jogo. 


Fonte: levacc.csbiology.org

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021


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O que são elementos genéticos móveis?

São denominados elementos genéticos móveis os segmentos de DNA que podem movimentar-se dentro dos genomas ou mesmo entre genomas diferentes. Esses elementos podem estar integrados aos cromossomos e ao longo do tempo mudar de localização dentro deles, ou ainda estar fisicamente dissociados e se replicarem de forma independente.

Por vezes, alguns podem ser incluídos na categoria de DNA “sem função”, por não codificarem proteínas e não se manifestarem fenotipicamente nos organismos que os possuem. Já outros, codificam enzimas que servirão para a sua mobilização e que poderão conferir características especiais aos organismos que os possuem. São exemplos os genes que conferem resistência aos antibióticos, codificam toxinas ou são responsáveis por algumas funções celulares, como a construção de telômeros.

São 3 os tipos de elementos genéticos móveis: plasmídeos, fagos e elementos transponíveis/transposons.


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021


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Curso aplicado de Biologia Molecular – Conceitos e Aplicações

 

Imagens: Sociedade Brasileira de Patologia Clínica. 


A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC) em conjunto com a Association for Molecular Pathology realizará entre os dias 03 e 31/03/2021 um curso GRATUITO de Biologia Molecular.

O evento patrocinado pela Biomériux está com inscrição aberta no site da SBPC.

Clique aqui para inscrição e maiores informações!

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021


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O que a cor da urina pode indicar?

Na urinálise, ou urina tipo 1, um dos parâmetros físicos analisados é a cor da urina. Normalmente ela é amarela, mas alguns interferentes podem mudar a cor, como medicamentos. Abaixo você confere as cores e o que pode significar: 

 



Recente ingestão de líquidos ou em casos de Diabetes (Insipidus ou Melittus).


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021


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Fasciíte Necrotizante

Você já ouviu falar da bactéria “comedora de carne”? É assim que a Fasciíte Necrotizante – ou Necrosante - (FN) é popularmente conhecida. Na verdade, não “tão popularmente” assim, isso porque é uma doença infecciosa rara, além de ser muito grave, caracterizada por necrose extensa e de rápida progressão. Os dados epidemiológicos dessa doença no Brasil e no mundo não são muito confiáveis, mas o Center for Disease Control (CDC) estima que aproximadamente 700 a 1200 casos ocorrem a cada ano nos Estados Unidos. A dificuldade no levantamento de dados epidemiológicos se dá principalmente pela dificuldade no diagnóstico e pela subnotificação dos casos.

A doença foi descrita inicialmente pelo cirurgião militar Joseph Jones em 1871, mas o termo Fasciíte Necrotizante começou a ser utilizado somente em 1952, com a finalidade de descrever melhor a sua principal característica, que é a necrose do tecido subcutâneo profundo e a fáscia, tendo preservação relativa do músculo subjacente. Há então lesão vascular, trombose e isquemia - resultantes da ação das citocinas pró-inflamatórias, proteinases e endotelinas, e uma fase mais avançada, ocorre a destruição de nervos subcutâneos, tudo isso acompanhado por toxicidade sistêmica grave. O acometimento dos tecidos mais superficiais e a pele ocorre secundariamente. Ela pode ocorrer a partir de incisões cirúrgicas, pequenos traumas perfurantes (incluindo cortes, arranhões, e perfurações devido ao uso de drogas intravenosas), picada de insetos ou ainda queimaduras. Apesar disso, 20% dos casos não apresentam nenhum trauma prévio.

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domingo, 25 de outubro de 2020


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Rosa o ano todo


O cuidado deve ir além do mês de outubro.
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quinta-feira, 23 de julho de 2020


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Estresse e seu impacto na saúde - Por Ana Beserra

Durante tempo difíceis e de pandemia como o que estamos vivendo agora, é muito propício falarmos e até mesmo sofrermos os impactos do estresse. Convém lembrar, que o estresse por si só não é maléfico, ele rompe com o equilíbrio ou homeostase, e é bom que tenhamos este estado em determinadas situações para elevar os batimentos cardíacos, vasoconstricção e outros sinais do sistema nervoso autônomo simpático que é aquele responsável pelo processo conhecido como luta ou fuga. Além disso, no período de estresse ocorre a liberação de hormônios como o cortisol, e de catecolaminas como a adrenalina e a noradrenalina que contribuem para produzir a ação simpática.

 Nos dias de hoje, não precisamos correr de um animal feroz como antigamente nossos ancestrais faziam, todavia precisamos “lutar e/ou fugir” por causa de outros estressores. Existem vários tipos de estressores como exemplo, podemos citar o estressor físico como expor o organismo a temperaturas extremas como o frio ou calor excessivo, a atividade física, ou o estressor emocional como comportamentos de raiva, aborrecimentos e outros. Sabemos que além dos tipos, existem fases de estresse e são elas a alerta, a resistência e a exaustão.

Atualmente, diversos trabalhos científicos mostram que o estresse na fase de exaustão também denominado crônico, ou seja, a longo prazo pode acarretar no aparecimento de algumas doenças, uma vez que induz a inflamação e contribui para o aparecimento de hipertensão, obesidade, depressão e até mesmo demências. O biomédico, atuando como pesquisador em sua essência, pode atuar na psicobiologia, colaborando com o entendimento do funcionamento das vias de estresse com a liberação de hormônios e neurotransmissores a nível laboratorial e clínico através de pesquisas e estudos.

O que podemos resumir de todo esse assunto, é que o estresse por si só não é ruim, mas sim o sem excesso uma vez que o estresse crônico e não regulado pode levar a danos nos indivíduos como por exemplo transtornos mentais e o biomédico pode contribuir além dos estudos e pesquisas para buscar mais evidências sobre como se dá essa regulação, mas também pode agir como um multiplicador, estimulando mudanças de estilo de vida para uma melhora na saúde como a redução do estresse emocional e prática regular de atividades físicas que ajudam a regular o hormônio do estresse e ainda contribuem para a boa saúde física e mental. Meditar, relaxar e praticar atividade física são exemplos de atividades prazerosas que podem ser incorporadas diariamente, começar com 30 minutos diários é o recomendado e assim, evitaremos os prejuízos do cortisol elevado e os impactos negativos na saúde.

Texto de autoria de Ana Beserra, biomédica, mestre em ciências, doutoranda em saúde mental. CRBM 17222.

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