domingo, 27 de setembro de 2015


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Da vida real para a ficção

Etimologicamente, a palavra neurociência quer dizer: qualquer ciência, ramo de ciência ou conjunto de conhecimentos que se refere ao sistema nervoso. É uma área apaixonante, que nos apresenta várias vertentes e possibilidades de estudos. No Brasil, temos uma grande neurocientista, Suzana Herculano-Houzel, que além de produzir ciência, luta pelo reconhecimento do cientista como profissional.
Mas hoje, viemos apresentar a vocês, uma neurocientista que muitos conhecem na ficção, mas poucos sabem que ela é Ph.D em neurociência na vida real. Já ouviu falar da atriz Mayim Bialik? Melhor... a Amy Farah Foweler, uma nerd neurocientista, namorada do Sheldon (Jim Parsons), da série americana The Big Bang Theory. Conseguiu identificar?


Pois é, ela não só interpreta uma cientista como vive isso na realidade. Mayim Bialik é doutora em neurociência. Foi aceita em Harvard e Yale, mas recebeu seu Ph.D pela UCLA (University of California, Los Angeles) em 2008. Além de neurocientista, é autora de dois livros.

Mayim Bialik com um dos seus livros
Como atriz, foi indicada três vezes ao Emmy de melhor atriz coadjuvante pela sua interpretação em The Big Bang Theory, onde interpreta uma nerd cientista com um toque de excentricidade. Bialik é a única atriz da série de nerds a ostentar o título na vida real.

Cenas de The Big Bang Theory
Em um vídeo publicado em 2013 pelo canal do youtube “NOVA's Secret Life of Scientists and Engineers”, Mayim conta sobre a sua paixão pela ciência que vem desde criança, mas que nunca se imaginou seguindo esta carreira. “Eu achava que ser cientista era difícil demais e que eu não havia sido feita para isso”, diz. Mas na época de Blossom (uma série dos anos 90), seu desejo por se tornar cientista foi ainda maior pelo incentivo de uma professora. Seguiu então para a UCLA assim que o seriado acabou. Se dedicou ao doutorado e ao ensino em universidades.



Voltou à TV para interpretar uma personagem que tem muito dela mesma. “Amy tem um pouco de mim, ou melhor, várias coisas. Não é difícil interpretá-la porque empresto algumas características minhas a ela e a combinação disso é o que a torna divertida e séria ao mesmo tempo”. E Mayim ainda afirma o seu amor pela ciência e pela arte, e diz que é sim possível se apaixonar pelos dois ao mesmo tempo. Afirma ainda diz que seus professores a questionavam sobre o mundo da fama como atriz, e ela respondia: “mas ser uma cientista pode ser tão excitante, criativo e interessante quanto ser atriz”.
Um ponto que levantamos aqui é o que o site Guia do Estudante chamou a atenção: não é preciso se focar em uma só área e não se permitir conhecer ambientes totalmente distintos. Além disso, Mayim e a brasileira Suzana Herculano estão mostrando ao mundo que as mulheres estão cada vez mais inseridas na ciência, produzindo e se aperfeiçoando. Não deixa de ser um orgulho a todos nós!

Fontes:
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domingo, 13 de setembro de 2015


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Curso de C.E.C - Domus Cursos


A Domus Cursos é uma empresa criada por biomédicos para levar conhecimento às diversas áreas da saúde. A missão é transmitir e renovar conhecimentos de forma qualitativa, madura, responsável, harmônica e dinâmica. É exatamente isso que os alunos da Domus encontram! 100% de aprovação no Minicurso de Circulação Extracorpórea com Ms. Élio Barreto de Carvalho Filho (Biomédico, Perfusionista, Microbiologista, Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea, colunista do Biomedicina em Ação e Diretor Geral da Domus Cursos) e com o Perf. Júlio Cesar (Biólogo, Perfusionista Titular da equipe de cirurgia da PUC-Campinas).

 

O Minicurso de CEC aconteceu no dia 26 de agosto de 2015, e contou com a participação de estudantes e profissionais da biomedicina e outras áreas da saúde. Uma delas foi a Vanessa, sorteada pela parceria Domus Cursos e Biomedicina em Ação.


“Vim hoje prestigiar o curso de perfusão. É uma área, desde o primeiro semestre, foi a minha primeira opção quando pesquisei as áreas de atuação do biomédico. Então foi ótimo esse curso! Tive a oportunidade de vir porque fui sorteada! Este sorteio para mim foi tudo de bom! Quero agradecer à Domus e ao Biomedicina em Ação por ter sido contemplada. Fiquei muito feliz por isso, e mais feliz ainda pelo aprendizado. Só tenho a agradecer, e que venham os próximos cursos!” (Vanessa, estudante de Biomedicina – Universidade Paulista, Campinas.)


“Eu fiz o curso por curiosidade mesmo... Não tinha muita informação sobre a área, por isso vim conhecer. Gostei muito, porque eles passaram noções básicas de fisiologia e anatomia antes de chegar ao equipamento, então foi muito mais fácil entender do que se fosse algo solto. Os profissionais que ministraram o curso são muito bem preparados e a organização foi excelente.” (Rafaela Prado, estudante de Biomedicina – Universidade Paulista, Campinas.)

E tivemos alunos um tanto especiais. Como a Giovana, que veio de Alfenas, e o Bidossessi, diretamente do Benin, ocidente da África! 


“O curso trouxe muito mais do que eu esperava. Os professores são muito bem preparados, têm muito conhecimento, e são também extremamente atenciosos. Eles nos estimulam, e trazem uma visão da perfusão... não só do trabalho, mas também uma visão humanizada, de como se portar, como tratar o paciente. Então foi muito esclarecedor! A estruturada foi ótima, e são dois contados (Prof. Julio e Prof.Élio) que com certeza quero levar para a minha vida. Pretendo fazer a pós-graduação em perfusão, assim que eu me formar.” (Giovana, estudante de Biomedicina – Universidade Federal de Alfenas.)


“Meu nome é Bidossessi Wilfreied Hounkpe. Lá (em Benim , na África) eu fiz o mestrado em bioquímica e biologia molecular. Aqui (no Brasil), eu estou fazendo o mestrado em ciências biomédicas sobre a anemia falciforme. Sobre o curso, gostei muito. Foi legal, porque apesar da minha experiência, não conhecia esta área e a descobri. Uma boa oportunidade trabalhar nessa área.” (Bidossessi Wilfreied Hounkpe – aluno de mestrado na Universidade Estadual de Campinas.)

Bidossessi, conhecido por Will no laboratório onde realiza a sua pesquisa, nos contou também que está há 1 ano no Brasil, estudando o mecanismo de inflamação na anemia falciforme, com a pesquisa voltada à imunidade inata. Fica no Brasil, oficialmente, até o próximo ano, e pensa em continuar fazendo o doutorado aqui no país, com a mesma pesquisa que ainda tem muitas perguntas a serem respondidas.

Equipe Domus Cursos

E já foi realizado o Curso de Atualização em Gasometria, com o Prof. Dr. Nilson Antunes e a Me. Caroline Shibata, da empresa Werfen. Logo aqui no blog mais sobre este e os próximos cursos da Domus! Fiquem ligados!  
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terça-feira, 8 de setembro de 2015


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Não seja mais um. Seja diferente!

A endometriose é uma doença que acomete muitas mulheres, mas que ainda hoje é negligenciada e pouco estudada pela comunidade científica. Isso faz com que as formas de diagnóstico sejam escassas, e o tratamento lento e traumatizante.
Créditos na imagem.
Ela é caracterizada pela presença de endométrio (tecido que reveste o interior do útero), fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga.
Se não tratada, as consequências da endometriose podem variar, entretanto, as principais são a formação de aderência nos órgãos abdominais, infertilidade e comprometimento de órgãos como ovário, útero, bexiga e intestinos.
O comprometimento do útero foi o que aconteceu com a tia de Georgia Gabriela, de 19 anos. Muito possivelmente você já ouviu falar deste nome. Georgia é uma estudante brasileira, que saiu de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, BA, e alcançou primeiro a oportunidade de estar em Harvard, foi aprovada em 9 universidades americanas, e decidiu por Stanford. 
A estudante se interessou pelo assunto quando viu a doença de perto, e então percebeu o quão pouco se fala na doença, e que no Brasil, as pesquisas acerca do tema não são muito precisas e não evoluem. Ela foi selecionada para um programa em Harvard, onde teve a oportunidade de mostrar seu projeto a grandes pesquisadores da área. Também através do seu projeto, foi selecionada em Stanford, e foi convidada a ministrar uma palestra na conferência TED, que reúne grandes pensadores e idealizadores de projetos, para contar de suas vidas em 18 minutos ou menos. O trabalho da estudante consiste em encontrar uma forma de diagnóstico da endometriose mais eficaz, acessível e invasiva.
Georgia Gabriela, em palestra na conferência TED. 
Esta notícia da aprovação de uma brasileira, vinda de uma cidade da Bahia, em 9 (!!!!) universidades americanas não é nova. Mas a partir da história de Georgia, queremos chamar atenção para alguns pontos.
O primeiro deles é a falta de incentivo à pesquisa no Brasil. Quem acompanha o cenário científico brasileiro sabe o quão precário e difícil é ser cientista por aqui. A começar pelo fato de que cientista não é profissão, é um eterno “estudante”. Haja vista o grande barulho causado pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel (assunto para outra postagem), que defende a profissionalização do cientista. Vemos trabalhos não concluídos por corte de verbas, e grandes mentes saindo do país para fazer ciência fora, onde o incentivo é maior (como a própria Georgia está fazendo). E nós só perdemos com isso.
Outro ponto em questão é a força de vontade. Aqui, destacamos o fato de sair da sua zona de conforto, e alcançar lugares nunca imaginados, e com a humildade de olhar a realidade a sua volta. Georgia está em Stanford pelo impulso que teve ao ver a sua própria comunidade, e querer mudar.  
É fácil ir todos os dias a uma faculdade, sentar e ouvir o professor falar. Mas é importante pensar: “o que eu posso fazer com todo esse conhecimento?”. Chega a ser egoísmo guardá-lo todo para si. É claro que a história de Georgia é um tanto incomum de se ver, mas... porquê não? De fato, é importante “pensar fora da caixa” para alçar voos maiores. Não seja só mais um. Seja diferente!



Vale a pena conferir a palestra da estudante Georgia Gabriela, na TED:



E querem um bônus? O Luiz Guilherme, da página Vida de Biomédico, está nos EUA pelo CsF, e também teve a oportunidade de estagiar em Harvard. Vale a pena conferir os vídeos no canal do youtube: Luiz Hendrix.

Fontes:
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