terça-feira, 8 de setembro de 2015


. .
Não seja mais um. Seja diferente!

A endometriose é uma doença que acomete muitas mulheres, mas que ainda hoje é negligenciada e pouco estudada pela comunidade científica. Isso faz com que as formas de diagnóstico sejam escassas, e o tratamento lento e traumatizante.
Créditos na imagem.
Ela é caracterizada pela presença de endométrio (tecido que reveste o interior do útero), fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga.
Se não tratada, as consequências da endometriose podem variar, entretanto, as principais são a formação de aderência nos órgãos abdominais, infertilidade e comprometimento de órgãos como ovário, útero, bexiga e intestinos.
O comprometimento do útero foi o que aconteceu com a tia de Georgia Gabriela, de 19 anos. Muito possivelmente você já ouviu falar deste nome. Georgia é uma estudante brasileira, que saiu de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, BA, e alcançou primeiro a oportunidade de estar em Harvard, foi aprovada em 9 universidades americanas, e decidiu por Stanford. 
A estudante se interessou pelo assunto quando viu a doença de perto, e então percebeu o quão pouco se fala na doença, e que no Brasil, as pesquisas acerca do tema não são muito precisas e não evoluem. Ela foi selecionada para um programa em Harvard, onde teve a oportunidade de mostrar seu projeto a grandes pesquisadores da área. Também através do seu projeto, foi selecionada em Stanford, e foi convidada a ministrar uma palestra na conferência TED, que reúne grandes pensadores e idealizadores de projetos, para contar de suas vidas em 18 minutos ou menos. O trabalho da estudante consiste em encontrar uma forma de diagnóstico da endometriose mais eficaz, acessível e invasiva.
Georgia Gabriela, em palestra na conferência TED. 
Esta notícia da aprovação de uma brasileira, vinda de uma cidade da Bahia, em 9 (!!!!) universidades americanas não é nova. Mas a partir da história de Georgia, queremos chamar atenção para alguns pontos.
O primeiro deles é a falta de incentivo à pesquisa no Brasil. Quem acompanha o cenário científico brasileiro sabe o quão precário e difícil é ser cientista por aqui. A começar pelo fato de que cientista não é profissão, é um eterno “estudante”. Haja vista o grande barulho causado pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel (assunto para outra postagem), que defende a profissionalização do cientista. Vemos trabalhos não concluídos por corte de verbas, e grandes mentes saindo do país para fazer ciência fora, onde o incentivo é maior (como a própria Georgia está fazendo). E nós só perdemos com isso.
Outro ponto em questão é a força de vontade. Aqui, destacamos o fato de sair da sua zona de conforto, e alcançar lugares nunca imaginados, e com a humildade de olhar a realidade a sua volta. Georgia está em Stanford pelo impulso que teve ao ver a sua própria comunidade, e querer mudar.  
É fácil ir todos os dias a uma faculdade, sentar e ouvir o professor falar. Mas é importante pensar: “o que eu posso fazer com todo esse conhecimento?”. Chega a ser egoísmo guardá-lo todo para si. É claro que a história de Georgia é um tanto incomum de se ver, mas... porquê não? De fato, é importante “pensar fora da caixa” para alçar voos maiores. Não seja só mais um. Seja diferente!



Vale a pena conferir a palestra da estudante Georgia Gabriela, na TED:



E querem um bônus? O Luiz Guilherme, da página Vida de Biomédico, está nos EUA pelo CsF, e também teve a oportunidade de estagiar em Harvard. Vale a pena conferir os vídeos no canal do youtube: Luiz Hendrix.

Fontes:
1 comentaram

Um comentário :

  1. Sou imensamente apaixonada por essa história e tenho uma admiração imensa por essa menina Geogia. So corrigir um detalhe do post, q o proposito dela e um diagnóstico menos invasivo!
    Obg adorei o post!!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...