sexta-feira, 28 de junho de 2013


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Minicursos de Inverno - Biomedicina 2013

Aconteceu entre os dias 13 a 21 de maio a primeira edição dos “Minicursos de Inverno”, o qual eu tive o prazer de trabalhar como monitora. Devido a compromissos da Universidade, os minicursos tiveram que ser adiantados à data que se imaginava, porém nada impediu com que fosse um sucesso. Devo meus parabéns à supervisora de estágio Jessyka Farrah pela iniciativa, à coordenadora do curso de biomedicina Ana Beatriz Rossetti Santos pelo apoio, aos alunos do 4º ano que se empenharam para a realização do evento, e a todos os que estiveram presentes e que sem dúvidas nenhuma abrilhantaram o evento.
Cada minicurso teve a duração de 8 horas, dividas em dois dias, sendo composto por aula teórica e prática. Os temas foram “Práticas em Urinálise”, “Preparo e controle de qualidade de meios de cultura”, “Citologia Hormonal” e “Citograma Nasal” (tema da pesquisa da aluna e ministrante deste minicurso, Raissa Lima). Durante o evento, foram arrecadadas caixas de luvas que serão doadas à clínica Esperança e Vida, que trata voluntariamente de pacientes portadores do vírus HIV.
Abaixo seguem fotos dos dias de minicurso:
   





Agradeço a todos os envolvidos. Desejo que projetos como este tomem cada vez mais voz em nossa Universidade, e que alunos empenhados em crescer profissionalmente nunca deixem que isso se acabe. 
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quarta-feira, 26 de junho de 2013


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Biomédicos em Ação - UNIMAR - Marília,SP

Foto enviada por Gabriele Monteiro


1° termo de Biomedicina - Universidade de Marília - UNIMAR. Marília - SP. (Na foto: Gabriele Monteiro e Andreia Sgaraboto).

Quer participar do blog? Faça como as futuras biomédicas da Marília, envie também a sua foto! Saiba mais clicando aqui
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Congresso de Diabetes - São Paulo

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Workshop - São Paulo [Nova turma]


§  Quais são as perspectivas do Biomédico no mercado da saúde?
§  Por que a carreira na indústria é muito mais rentável?
§  Quais são os atributos necessários para o Biomédico ingressar na indústria?
§  Em quais empresas trabalhar? Como ter um “Q.I.” em São Paulo?

Encontre as respostas para estas e outras perguntas no Workshop Biomédicos Executivos que será realizado nos dias 08 e 09 de Agosto em São Paulo.
Lá, você fará uma imersão no mundo dos negócios Biomédicos através de resolução de cases, aulas expositivas e atividades de brainstorming.
Faça parte deste seleto grupo e saia da rotina.

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Ressonância Magnética Nuclear - Horizon (Lisboa)

A Horizon é uma revista criada pelos alunos do Departamento de Física (DF) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Trata-se da primeira edição da revista que é bastante abrangente, com temas que despertam a atenção também da área médica, e traz textos também para leigos. Semanalmente vocês poderão acompanhar aqui no blog um artigo da revista, e nesta semana, apresentamos o artigo da aluna de Mestrado Integrado de Engenharia Biomédica e Biofísica da FCUL, Andreia Gaspar. Para ler toda a revista, basta clicar aqui. No site há links para contato e redes sociais. Vale a pena conferir! 
Capa da edição do verão 2013 da revista.

Ressonância Magnética Nuclear

A ressonância magnética nuclear é um fenômeno físico que foi inicialmente descrito por Isidor Rabi e lhe valeu o Prêmio Nobel da Física em 1944. As três palavras que descrevem o fenômeno permitem compreender o seu funcionamento:
É nuclear e magnética porque os núcleos de grande parte dos átomos se comportam como pequenos ímãs. O núcleo do átomo que existe em maior quantidade no corpo humano (hidrogênio), composto apenas por um próton, tem spin (tal como os elétrons). O spin é um momento angular, ou seja, o núcleo, que tem carga elétrica, comporta-se como um pequeno loop de corrente, e assim gera um campo magnético. A direção deste campo magnético precessa com uma determinada frequência, como um pião quando está a abrandar. Em situações normais estes ímãs estão orientados aleatoriamente e assim os seus campos magnéticos tendem a anular-se.
Por outro lado, cada sistema em oscilação tem uma determinada frequência natural. Se ele é forçado a oscilar por um estímulo externo periódico (com uma dada frequência de oscilação), a resposta será mais acentuada quanto mais próximas estiverem as duas frequências. Este é o fenômeno de ressonância. Por exemplo, quando se empurra alguém num balanço, se a frequência do forçamento – correspondente à altura em que se empurra o balanço – for diferente da natural – associada ao tempo em que o baloiço atinge o ponto mais alto – então o movimento será muito irregular e as oscilações pequenas. Contudo, se as duas frequências estiverem alinhadas – o forçamento é feito exatamente quando o balanço atinge o ponto mais alto – consegue-se atingir oscilações muito maiores.

Quando os núcleos estão sob a ação de um campo magnético constante, estes pequenos ímãs alinham-se com a direção do campo externo. Aplicando também um segundo campo, menor e a oscilar com a frequência natural dos núcleos, coloca-se o sistema em ressonância.

Quando os átomos de um dado material (como o corpo humano) sentem a ação do campo oscilante, parte dos núcleos que tenham essa frequência natural absorvem energia – tomando assim o sentido do campo constante – e os seus movimentos de precessão entram em fase. Ao retirar o campo magnético oscilante, os núcleos reemitem essa energia, criando um sinal eletromagnético que pode ser medido pelos detectores.
 Apesar de o princípio físico descrito ser conhecido há mais de meio século e a primeira imagem em 1D ter sido obtida em 1952, só em 1977 é que a primeira ressonância magnética de corpo inteiro foi feita, publicada no inicio de 1980.
A aplicabilidade dos princípios descritos para a obtenção de informação anatômica enfrentou vários desafios técnicos. Em primeiro lugar, a seleção da zona a estimular implica a criação de um gradiente de campo numa das direções, de forma a selecionar um intervalo para a frequência natural, e assim se delimitar um corte. Contudo, permanecem duas direções por definir, pelo que se realiza um gradiente em fase e outro em frequência em direções perpendiculares de modo a que se possa determinar posteriormente a localização do sinal recebido/emitido. Estes desenvolvimentos foram premiados em 2003, com a atribuição do prêmio Nobel da medicina ao químico Paul Lauterbur e ao físico Peter Mansfield pelo seu crucial contributo para o desenvolvimento da técnica médica.
A distinção entre tecidos é conseguida pois a intensidade do sinal depende da densidade dos átomos de hidrogênio na zona em análise, o tipo de tecido e a sequência de radiofrequência utilizada (não se usa uma só frequência, mas sim uma série delas, de modo a conseguir observar determinadas estruturas em detrimento de outras).
Os custos elevados associados à manutenção do equipamento, bem como a possibilidade de claustrofobia por parte do doente, surgem como os principais fatores contra a sua aplicação. No entanto, a não utilização de radiação ionizante é a maior vantagem, e em mais de 30 anos não existe qualquer registo de efeitos biológicos adversos. É claro que, como durante todo o exame o paciente está sujeito a um campo magnético intenso, não poderá ter piercings paramagnéticos nem tatuagens com determinadas tintas. Do mesmo modo, alguns implantes, como pacemakers, poderão impedir a realização do exame.
Os avanços mais recentes nesta técnica têm fomentado o desenvolvimento da ressonância magnética funcional. Esta modalidade implica a obtenção de imagens associadas ao metabolismo local. Usando como marcador a hemoglobina com oxigênio, é possível observar o local do cérebro mais irrigado, ou seja, o mais ativo. Esta técnica tem sido utilizada para avaliar a resposta do cérebro a vários estímulos em doentes com Doença de Parkinson ou Alzheimer.
O desenvolvimento mais recente nesta área corresponde à obtenção de medidas de difusão, que permitem conhecer as características de mobilidade das moléculas. Esta modalidade tem aplicações na tractografia, que estuda as vias nervosas presentes no cérebro.

Apesar da técnica de ressonância magnética ter a sua origem num princípio descoberto há várias décadas, as suas potencialidades superaram muito a aplicação inicial.

A capacidade de obter informação sobre as funções cerebrais, por exemplo, é muito importante como método de investigação, mas a técnica é também alvo de muita investigação científica, pelo que se pode esperar uma expansão das suas áreas de aplicação nos próximos anos.

Texto: GASPAR, A. Ressonância Magnética Nuclear- Aparelhos e Aplicações. Horizon - Revista do Departamento de Física da FCUL, Lisboa, p.12-13, 2013. Disponível em: < http://horizon.fc.ul.pt/sites/default/files/backup/edicao_0_web_0.pdf>. Acessado em 25 jun. 2013. 
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domingo, 23 de junho de 2013


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16º Encontro Nacional de Biomedicina - Botucatu,SP


Acontece entre 17 e 19 de outubro, em Botucatu-SP, a 16º edição do Encontro Nacional de Biomedicina. Trata-se de um congresso realizado pelos alunos do curso de Ciências Biomédicas e professores do Instituto de Biociências (IB) da UNESP.
Em sua última edição, o evento reuniu mais de 700 congressistas de todo o país, promovendo maior integração entre alunos e profissionais, apresentando inovações em pesquisas nas diferentes áreas de atuação.
O congresso será composto por palestras, minicursos, simpósios, apresentações de trabalhos, e cursos de aprimoramento.
Para se inscrever e saber mais informações, acesse o site do ENBM.

Conheça a revista clicando aqui.
Página do facebook: ENBM.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013


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Entenda mais sobre o Ato Médico e cobre uma posição do nosso Conselho

O Ato Médico (PLS 268/2002) já vem sendo assunto há muito tempo, e desde sempre é motivo de polêmica. O projeto foi aprovado pelo Senado na noite de terça-feira (18 de junho), e assim que a notícia foi anunciada, se espalhou rapidamente por meio da internet. Em questão de minutos, reivindicações de todas as classes de profissionais tomaram conta das redes sociais, e os mesmos se uniram para se manifestarem contra o projeto de lei que regulamenta a profissão do médico. Em meio a protestos por todo o Brasil, muitos acabam por se pronunciar contra sem ter lido o projeto, e isso é um grande erro pelo fato de que agir sem pensar, sem apoio, e sem conhecimento do assunto não é relevante. É importante que saibamos o que protestar, como isso irá nos afetar, e acima de tudo, como isso prejudicará a saúde pública de todo o país.
Manifestação em Brasília contra o Ato Médico, no ano passado - 5 mil manifestantes.
Eu particularmente li o projeto pelo menos umas 5 vezes, e realmente ainda tenho dúvidas quanto a ele, embora acredite que o projeto ainda apresenta pontos (claramente e também implicitamente) que passam por cima de outros profissionais. Assim, me reuni com amigos também estudantes de biomedicina e biomédicos já formados, além de profissionais de outras áreas para saber qual foi a visão deles sobre o assunto, e o que poderíamos fazer. Procurei também uma posição dos Conselhos de Biomedicina, e encontrei um texto não muito convincente (postado anteriormente aqui no blog). Digo não muito convincente, pois todos nós estamos preocupados com que poderá acontecer caso a presidente Dilma autorize a sanção da lei. Como conversei com outros envolvidos com a divulgação da biomedicina (e recentemente também foi publicado pelo blog Biomedicina Padrão, pelo Brunno Câmara), devemos, sobretudo entender o projeto. Para isso, o Conselho deverá nos dar uma explicação mais clara do que está sendo dito pelo Ato, e com isso, cabe a nós cobrar esta posição mais ampla. No que se refere à Biomedicina, o que parece ser mais preocupante é o que consta no Art. 4º, das atividades privativas do médico; parágrafo 4º, que fala sobre os procedimentos invasivos:
§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os caracterizados por quaisquer das seguintes situações:
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos;
II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos;
III – invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.
O que entende-se por este ponto do projeto é que a Acupuntura e a Biomedicina Estética serão diretamente afetadas. Isto realmente não parece muito justo, visto que os biomédicos lutaram muito para que pudéssemos exercer nossa profissão nestas áreas.
Vale ressaltar que anteriormente, o projeto de lei do Ato Médico previa coisas absurdas, e que nesta revisão atual, já foram descartadas, como o que diz o parágrafo 5°:
§ 5º Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:
I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica; 
II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal, vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;
III – aspiração nasofaringeana ou orotraqueal;
IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica;
V – realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico;
VI – atendimento à pessoa sob risco de morte iminente;
VII – coleta de material biológico para realização de análises clínico-laboratoriais;
VIII – procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual.
Continua no projeto o Art. 5º, referente ao cargo de chefia e diretoria dos servidos médicos que somente serão permitidos aos médicos.
A preocupação, ao meu ver, vai além da Biomedicina e da defesa dos direitos dos outros profissionais. De acordo com uma matéria publicada ontem (19 de junho) na Folha de São Paulo, a sanção do Ato Médico afetaria também a saúde pública, visto que o SUS não tem suporte para manter pelo menos um médico em todas as equipes de saúde (entre outros pontos colocados no PLS), além de que profissionais que já estavam capacitados a realizar determinado procedimento não poderão mais fazê-lo. Abaixo da reportagem há um comentário de um médico, ou que se diz médico, e achei interessante reproduzi-lo:

“Mesmo sendo médico eu acho que esta lei de ato médico está desequilibrada e é muito rigorosa, já que em muitos países mais desenvolvidos que o Brasil a coisa não é assim. Impedir psicólogos de fazer diagnósticos que são capacitados para fazê-lo beira o absurdo. Médicos estudam psiquiatria de maneira profunda só na residência. A lei importante para os médicos seria o piso salarial mínimo para a categoria, que acabaria com a grande variação regional dos salários e fixaria os profissionais.”

Por fim, peço que antes de qualquer comentário ou pânico, todos leiam o projeto para estar cientes de tudo, e cobrem dos Conselhos uma posição mais convincente. Não somos contra os médicos, e é preciso que isto fique bem claro. Somos a favor dos direitos de exercer nossa profissão e do direto que a população tem de receber um atendimento adequado nos meios de saúde. Vamos pressionar os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Biomedicina para que tenhamos uma posição, e saibamos como agir da melhor maneira. A questão que quero levantar aqui é que se estamos sendo atingidos, não devemos devolver atingindo o próximo, mas mostrando o que é o certo e o melhor para todos.


Reportagem citada: Folha de São Paulo (indicação de Luiz Guilherme Hendrischky, do Vida de Biomédico). 
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quarta-feira, 19 de junho de 2013


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Nota do CRBM 1ª Região sobre o Ato Médico

"Companheiros Biomédicos: 

Nós do Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região, juntamente com o Conselho Federal de Biomedicina, estamos acompanhando atentamente o andamento do projeto de lei do 'Ato Médico', que acabou de ser aprovado pelo Senado, ontem.
Mesmo cientes de que os Senadores mantiveram os dispositivos que nos interessam indiretamente, vamos nos reunir com os outros Conselhos que fazem parte do ‘Fórum dos Conselhos da Saúde’ para definir os passos a tomar quanto à redação final do projeto.
Se nos sentirmos prejudicados em qualquer das nossas habilitações, entraremos na justiça imediatamente.

Saudações biomédicas,
Dr. Dácio Campos Presidente"



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Um momento histórico no Brasil! #VemPraRua

É impossível ficar imparcial e não ajudar a espalhar mais ainda a ideia de “ir atrás dos nossos direitos”. Direitos de cidadãos, de estudantes, de profissionais. Este é um momento histórico do Brasil (e do mundo!), e não poderia deixar isso passar em branco. O “Biomedicina em Ação” apoia as manifestações (pacíficas, sem violência ou vandalismo), é a favor da revisão das tarifas de transporte público, do investimento na saúde, educação e cultura (e não me refiro ao futebol), da transparência nos gastos do governo federal com os estádios para a Copa do Mundo (que segundo Ronaldo, “o fenômeno”, são mais importantes que hospitais), na manutenção do poder de investigação dos promotores e, portanto, revisão da PEC-37, na revisão do Ato Médico e/ou a não sanção do mesmo, além da revogação do absurdo da “cura gay”, assim como todos os inúmeros problemas que não conseguiríamos citar.
Pedimos desculpas por usar este espaço para algo que não é essencialmente ligado à biomedicina, mas pedimos que todos entendam que de qualquer forma, não podemos ficar alheios a isto.
Se você puder sair às ruas, o faça. Se não puder, há tantas formas de se manifestar... O mundo precisa escutar a nossa voz, e os nossos governantes precisam notar que assim como nós os colocamos lá, nos podemos tirá-los ou exigir que os nossos direitos sejam cumpridos e que haja transparência para tal.


#ChangeBrazil
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terça-feira, 18 de junho de 2013


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Teste de Hodge - identificação de bactérias produtoras de carbapenemase

O Teste de Hodge modificado é utilizado nos laboratórios de microbiologia clínica para a verificação da presença de carbapenemases. A carbapenemase é uma enzima encontrada pela primeira vez em 1996 nos Estados Unidos, em isolados de Klebsiella pneumoniae, dando origem ao nome KPC (Klebsiella pneumoniae produtora Carbapenemase). Entretanto, hoje já se sabe que esta enzima pode ser produzida por várias enterobactérias, incluindo Enterobacter sp., Escherichia coli, Salmonella sp, Proteus mirabilis, Serratia sp e outras. Porém, como muitas bactérias criaram a capacidade de produzir esta enzima, criou-se também uma resistência a vários antibióticos de alta potência, sendo um desafio à sua eliminação.
O teste é parecido com o antibiograma convencional, realizado em meio de cultura ágar Müller Hinton. Inicialmente é feito o preparo de um inóculo da cepa E. coli ATCC 25922 correspondente a 0,5 da escala de McFarland, por meio do método de crescimento ou da suspensão direta da colônia, e posteriormente semeadura da cepa na placa. No centro do meio de cultura, coloca-se um disco de imipenem ou ertapenem de 10 µg. Com auxílio de uma alça, estria-se a amostra teste do centro do disco de β-lactâmico até a periferia da placa de Petri, com o cuidado para não tocar o disco de β-lactâmico.
Da mesma maneira a cepa de Klebsiella pneumoniae ATCC 700603 é semeada como controle negativo, e após incubação à temperatura de 35±2ºC, em ar ambiente, por 16 a 18 horas, observa-se o crescimento da E. coli ATCC 25922 no halo de inibição do imipenem (distorção do halo de inibição). A amostra de E. coli ATCC 25922 é sensível ao imipenem, e este crescimento só é possível porque a amostra teste produziu uma enzima que foi capaz de inativar o imipenem.
Foto: ANVISA. "Nota-se que não há distorção do halo, quando a amostra de Klebsiella pneumoniae ATCC 700603 é semeada." 
O teste de Hodge será positivo quando houver uma distorção no halo de inibição da cepa ATCC. Isso confirmará que a cepa é produtora de uma carbapenemase. Mas é importante ressaltar que esse teste apenas foi validado para testar isolados de KPC, ou seja, em outras espécies bacterianas o MIC (Concentração Mínima Inibitória) – será descrito em outro momento no blog - deve ser realizado.
  
O vídeo abaixo explica com maiores detalhes como é realizado o teste.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013


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NOVIDADE NO MUNDO DA MEDICINA: Cientistas descobrem nova camada no olho humano - CAMADA DE DUA.

Oftalmologistas britânicos descobriram uma nova camada da córnea , uma superfície transparente, em forma de abóbada que cobre a frente do olho.

       A camada foi nomeada como Camada do Dua após o acadêmico Prof Harminder Dua que a descobriu.
"Esta é uma grande descoberta que significará que oftalmologia dos livros didáticos vai literalmente precisar ser re-escrita. Depois de identificar essa camada nova e distinta profunda no tecido da córnea, agora podemos explorar a sua presença para tornar as operações mais seguras e mais simples para os pacientes ", disse o Dr. Harminder Dua, Professor de Oftalmologia e Ciências Visuais da Universidade de Nottingham e levar autor de um artigo publicado na revista Ophthalmology .

"Do ponto de vista clínico, há diversas doenças que afetam a parte de trás da córnea, o qual os médicos em todo o mundo já estão começando a relacionar com a presença, a ausência ou rasgo nesta camada."

A córnea humana é a lente de proteção transparente na parte frontal do olho, através da qual a luz entra no olho. Os cientistas acreditavam anteriormente que a córnea era constituída por cinco camadas; de frente para trás: o epitélio da córnea, a camada de Bowman, o estroma corneano, membrana de Descemet e do endotélio da córnea.
A camada de Dua está localizado na parte de trás da córnea entre o estroma corneano e a membrana de Descemet. Embora a camada seja de apenas 15 microns de espessura - toda a córnea é de cerca de 550 mícrons de espessura e 0,5 milímetros - é extremamente difícil de se romper e é suficientemente forte para ser capaz de resistir a 1,5 bar de pressão.
Os cientistas acreditam agora que a hidropisia da córnea, um abaulamento da córnea causada por acumulação de fluidos que ocorre em pacientes com ceratocone (deformidade cônica da córnea), é causada por uma lesão na camada da Dua, através do qual a água do interior do olho precipita e faz com que o alagamento.
A descoberta terá um impacto sobre o avanço da compreensão de uma série de doenças da córnea, incluindo hidropsia aguda Descematocele e distrofias da pré-Descemet.
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Fonte:

Harminder S. Dua et al. 2013. Human Corneal Anatomy Redefined: A Novel Pre-Descemet’s Layer (Dua’s Layer). Ophthalmology, in press; doi: 10.1016/j.ophtha.2013.01.018
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terça-feira, 11 de junho de 2013


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Biomédicos em Ação - Unip Swift - Ano de formatura!

Fotos enviadas por Nathalia Columban



4º ano (noturno) do curso de Biomedicina da Unip Campinas/Swift no ensaio fotográfico para o álbum de formatura.

“Depois de muitas provas, noites sem dormir e desesperos para entregar relatórios, finalmente estamos muito próximos da linha de chegada, estamos prestes a tornar nosso sonho realidade e iniciar uma longa caminhada em prol de benefícios a sociedade com nossa dedicação e amor à Biomedicina. Recentemente fizemos o ensaio fotográfico para as fotos que estarão no convite de luxo da nossa formatura e afins. A alegria e o sabor de estar cada vez mais próximo da formatura é tão boa que gostaríamos de compartilhar um pouco desse momento com vocês e deixar a mensagem que por mais difícil que seja e mesmo que em certos momentos a vontade de abandonar tudo seja maior , não desistam; encarem os desafios e continuem pois a gratificação e emoção de sentir que o objetivo proposto foi cumprido é INCRÍVEL!”  Nathalia Columban


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Oportunidade de estágio - Natura

A Natura abriu inscrições para estágio em várias áreas, inclusive para estudantes de biomedicina.  O programa tem abrangência nacional, porém para “Desenvolvimento de produto-fórmulas”, há vagas somente para Cajamar/SP. A duração do programa é de 2 anos, com início para setembro de 2013.

Bolsa Auxílio
·      20 horas semanais R$ 812,00
·      24 horas semanais R$ 975,00
·      30 horas semanais: R$ 1218,00

Benefícios
·      Vale refeição(*) ou restaurante - dependendo do site de atuação;
·      Vale transporte e/ou fretado;
·      Estacionamento - dependendo do site de atuação;
·      Assistência Médica;
·      Assistência Odontológica;
·      Seguro de Vida;
·      Clube;
·      Vale-Presente(*) para compra de produtos no mês do aniversário;
·      Ausência de jornada de trabalho no dia do aniversário;
·      Compra mensal de até 5 (cinco) produtos na loja VIP com 40% de desconto;
·      Compra de produtos comercializados em ações promocionais da Natura.
·      (*)Valor definido de acordo política de benefícios vigente.
O processo para seleção de estagiários é composto pelas seguintes etapas: a inscrição (pelo site www.natura.net/jovenstalentos e clicar no link “Inscreva-se aqui”), e atividade online, atividades presenciais e contratação.
Para mais informações, acesse: Programa Jovens Talentos - Natura


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Leitura rápida!!! Você sabe o que é Epidemiologia Genética?

EPIDEMIOLOGIA genética

        Epidemiologia Genética incide sobre os usos da genética molecular e investigação epidemiológica para identificar os possíveis fatores familiares e hereditários subjacentes às origens e manifestações de doença humana. A causa da maioria das doenças crônicas, incluindo câncer, doença coronariana, diabetes, hipertensão e transtornos psiquiátricos, pode estar nas interações entre fatores ambientais e suscetibilidade genética.

    Epidemiologia Genética ajuda a otimizar os estudos etiológicos através de uma abordagem integrada, que baseia-se nas metodologias de epidemiologia, bioestatística, genética e biologia molecular.

        Consiste no estudo da etiologia, distribuição e controle de uma doença em grupos de familiares e dos determinantes genéticos de uma doença  nas populações (Kaprio et al, 2000). O campo de investigação é bem vasto, que pode ir desde a agregação familiar da doença até à sua origem molecular. A identificação de fatores genéticos de risco envolvidos na patologia em estudo e a quantificação do seu impacto na ocorrência da população em geral, são duas das suas principais finalidades. Em paralelo com o mapeamento do genoma humano e com os avanços das tecnologias moleculares, a importância das aplicações da epidemiologia genética tem-se tornado cada vez maior.
     Apesar da maior parte dos seus sucessos terem sido nas doenças monogénicas, nas quais a hereditariedade segue as leis de Mendel, atualmente a epidemiologia genética está cada vez mais focada nas doenças complexas como a diabetes, asma, doenças cardíacas ou cancro, as quais são causadas por vários fatores genéticos e ambientais Inter atuantes (Burton et al, 2005).

Fonte:
·         Burton PR, Tobin MD, Hopper JL (2005). Key concepts in genetic epidemiology. Lancet 366(9489):941-51
·         Kaprio J (2000). Science, medicine, and the future. Genetic epidemiology.BMJ 320(7244):1257-9.


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sábado, 8 de junho de 2013


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Apostila - Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais


O Suporte Ciência está com uma novidade! São as apostilas do Curso de Interpretação de Exames Laboratoriais, com avaliação do perfil hepático, lipídico, cardíaco, hemograma, e muito mais. E tudo isso por apenas R$9,90!
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Mais uma parceria do Biomedicina em Ação, que vêm dando certo!
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Alerta da OMS sobre novo vírus letal

Foto reprodução OMS. Mother Nature Network.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde (OMS), através da sua diretora geral Dr. Margaret Chan, lançou um alerta na sua conferência anual sobre uma nova “ameaça mundial”. Trata-se de um vírus letal denominado MRS — de Síndrome Respiratória do Oriente Médio provocada por Coronavirus. O vírus foi identificado no ano passado, e sua descoberta é tão recente que ele só foi descrito pela primeira vez em um periódico científico há cerca de três semanas, mas já existem 49 casos confirmados da doença até o momento, cinco dos quais foram relatados na semana do dia 29 de maio (data da publicação da matéria pelo Mother Nature Network). Das pessoas infectadas pelo microrganismo, 24 morreram. A morte mais recente ocorreu em 28 de maio: um homem francês que contraiu a doença em Dubai, vindo a falecer em um hospital de seu país de origem na semana passada, e a pessoa que dividia o quarto com ele também foi infectada pelo vírus.
Os sintomas da doença são bem parecidos aos provocados por outro vírus letal, o SARS — responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Severa —, e incluem falta de ar, tosse e febre alta. No entanto, como a maioria das pessoas infectadas também apresentavam outros problemas de saúde não relacionados com o MERS, a OMS suspeita que outras condições médicas possam exercer influência no contágio e evolução da doença.
De acordo com um relatório divulgado pela OMS em 17 de maio, acredita-se que o MERS seja de origem animal, e ainda não se sabe como é que os humanos são infectados. Contudo, já ficou claro que a transmissão entre pessoas é possível e, pelo menos até agora, todas ocorreram em instalações como clínicas e hospitais. Nenhum caso de contágio entre pessoas com convívio próximo ou entre membros de uma mesma comunidade foi registrado.
O MERS foi observado pela primeira vez no verão de 2012, e segundo Chan, entende-se muito pouco sobre o vírus e sua magnitude, mas afirma que “ qualquer nova doença que está surgindo mais rápido do que nosso entendimento não está sob controle. Estes são os sinais de alarme e devemos responder. O novo coronavírus não é um problema que qualquer país afetado só pode manter-se ou gerir por si só. O novo coronavírus é uma ameaça para o mundo inteiro. " 
Ainda segundo a OMS, até o momento MERS casos foram identificados na Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar, bem como a França, Alemanha e Reino Unido. Os casos europeus têm "conexão direta ou indireta para o Oriente Médio" e envolveu tanto as pessoas que se deslocaram para a região ou pessoas que entraram em contato com os viajantes.

Fontes (via Mega Curioso): 
(Texto original)




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Biomédicos em Ação - São José do Rio Preto (SP)

Foto enviada por Leandro Morais


Alunos da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago), período noturno. São José do Rio Preto – SP, aqui no Biomedicina em Ação!

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Atuação do Biomédico

A Informática em Saúde (em Inglês Medical Informatics) é uma das áreas de atuação do profissional biomédico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, foi definida em 1990 por Blois e Shortliffe como "um campo de rápido desenvolvimento científico que lida com armazenamento, recuperação e uso da informação, dados e conhecimento biomédicos para a resolução de problemas e tomada de decisão". Segundo o The New Medicine, “a Saúde é uma das áreas onde há maior necessidade de informação para a tomada de decisões. A Informática Médica é o campo científico que lida com recursos, dispositivos e métodos para otimizar o armazenamento, recuperação e gerenciamento de informações biomédicas. O crescimento da Informática Médica como uma disciplina deve-se, em grande parte: aos avanços nas tecnologias de computação e comunicação, à crescente convicção de que o conhecimento médico e as informações sobre os pacientes são ingerenciáveis por métodos tradicionais baseados em papel, e devido à certeza de que os processos de acesso ao conhecimento e tomada de decisão desempenham papel central na Medicina moderna". 
Esta área é responsável pela pesquisa e desenvolvimento de sistemas computacionais voltados às aplicações em biociências. O mercado de informatização da biociência está cada vez mais crescente, atuando na pesquisa médica e biológica, em atividades de empresas farmacêuticas, de biotecnologia, de equipamentos médicos, em hospitais, laboratórios de diagnóstico, bem como em vários setores de gerenciamento e execução de políticas públicas de saúde.
O biomédico especializado em Informática em Saúde estará apto a analisar, projetar e implementar soluções computacionais aplicadas às ciências da vida. Para isso, o profissional deve ter conhecimento sobre os conceitos e processos das Biociências e das Ciências da Computação para desenvolver sistemas computacionais de análise de dados e de apoio à decisão no âmbito dos sistemas e processos de biociências, o que requer domínio deste profissional em diferentes linguagens e paradigmas de programação. É possível também resolver problemas com sugestões de programas e aperfeiçoar o sistema de saúde, por meio de recursos das tecnologias da informação e comunicação, nos diferentes níveis de atendimento.
“O informata biomédico é um profissional que vem suprir um conjunto de necessidades relevantes, participando ativamente na produção de sistemas informatizados com alto nível de complexidade, aplicados à otimização dos protocolos e processos que caracterizam as peculiaridades dos ambientes de pesquisa, desenvolvimento e aplicação das biociências.”

Campos de atuação

O profissional atua em hospitais, centros médicos, órgãos públicos, centros de pesquisa relacionados às biociências e empresas privadas cujo mercado de atuação seja o desenvolvimento de sistemas de informação em saúde. Sua atuação compreende atividades tais como planejamento, análise, projeto, implementação e manutenção de sistemas computacionais em saúde, de acordo com normas nacionais e internacionais e os padrões da ética profissional. Também atua no gerenciamento de equipes de desenvolvimento de software, relacionando-se e comunicando-se com clareza com membros de equipes multiprofissionais.

O futuro!

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