segunda-feira, 30 de junho de 2014


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Portadores do vírus HIV são menos suscetíveis ao vírus da gripe A, diz estudo do IOC

Título do artigo na Plos One - 30/06/2014

Hoje (30), foi pulicado na revista científica Plos One, uma pesquisa do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), sobre a susceptibilidade de portadores do vírus HIV em relação ao vírus da gripe A, o H1N1. O pesquisador Thiago Moreno explica que pacientes infectados pelo HIV são menos suscetíveis ao H1N1, o que é uma surpresa, já que esses pacientes apresentam-se em condição de imunocomprometimento, assim como portadores de cânceres ou transplantados. Ao contrários destes, os pacientes com HIV “não tiveram uma maior gravidade quando infectados pelo H1N1”, durante a pandemia de 2009.
Isso pode ser explicado pelo fato de que o vírus HIV inibe a replicação do vírus H1N1, expressando fatores de restrição, em especial uma proteína chamada IFITM3. “É como se o HIV se protegesse para que aquele organismo não fosse infectado por outro vírus, que iria competir com ele pela mesma célula”. As células demonstradas no estudo em que ocorre tal fenômeno são as células epiteliais do trato respiratório e os macrófagos, sendo as primeiras o principal local de replicação do H1N1.
"O HIV não infecta essas células. Mas partículas de HIV podem entrar em contato com a superfície dessas células. Isso basta para induzir essa resposta de aumento de IFITM3, que bloqueia a entrada de Influenza na célula", explica o pesquisador.
Além disso, a infecção estimula o recrutamento de células imunológicas, como os macrófagos “que são células suscetíveis tanto ao HIV quanto ao Influenza. E mesmo nessas células, a infecção pelo HIV leva a esse aumento do fator de restrição IFITM3, que bloqueia a entrada do Influenza, e a chegada do material genético do Influenza ao núcleo da célula", afirma.
A ideia agora é encontrar a porção da proteína IFITM3 que induz tal resposta, para que novas terapias para a gripe A e outras doenças como a dengue e a febre do Nilo, possam ser desenvolvidas.

Fontes: INFO e Folha Vitória. 

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domingo, 29 de junho de 2014


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ReWalk - Exoesqueleto começa a ser vendido nos EUA

Na abertura da Copa do Mundo deste ano, muito se falou sobre o exoesqueleto do brasileiro Miguel Nicolelis, que foi “esquecido” pela FIFA e pela imprensa no momento do chute inicial, realizado pelo jovem paraplégico Juliano Pinto, de 29 anos.
Ontem foi destaque no site da INFO, a notícia de que o exoesqueleto robótico ReWalk começará a ser comercializado nos EUA, pela empresa Argo Medical Tecnologies. O exoesqueleto já era vendido na Europa desde 2012, mas aguardava liberação da FDA (Food and Drug Administration) para ser vendido nos EUA.
O ReWalk possui um conjunto de motores que movimentam as articulações do joelho e dos quadris, além de suportar o peso da pessoa. Acompanha também um par de muletas e um computador de controle que a pessoa carrega em uma mochila. Será vendido pelo equivalente a 160 mil reais.
Vale ressaltar que este sistema comercializado é muito mais simples do que o apresentado pelo cientista brasileiro na abertura da Copa. “O exoesqueleto criado por Nicolelis e sua equipe emprega uma interface cérebro-máquina que requer a colocação de sensores em torno da cabeça. Por isso, Juliano usava uma espécie de capacete.”


Fontes: Informações da Info
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Final de semestre

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Fraude ou inexperiência? (Caso STAP)


Em janeiro deste ano (2014), alguns jornais brasileiros e internacionais noticiaram uma descoberta que parecia dar novos rumos à medicina regenerativa. Tratava-se da descoberta de um método de reprogramação celular de Aquisição de Pluripotência Desencadeada por Estímulo (STAP, na sigla em inglês).  Dizia-se que um método extremamente simples era capaz de transformar células maduras em células pluripotentes. A descoberta se deu por cientistas do Centro de Biologia do Desenvolvimento RIKEN, no Japão, e culminou numa publicação polêmica na Nature, uma das mais respeitadas revistas científicas. 
Os cientistas afirmavam que, as células “expostas a fortes estímulos que elas não experimentariam normalmente em seus ambientes” faz com que ela volte ao seu estado de pluripotência. Eles usaram células adultas de camundongos e expuseram-nas a níveis baixos de oxigênio ou a um banho de ácido de 30 minutos. Observou-se que as células sobreviveram e recuperaram-se do estimulo, pois se recuaram a um estado semelhante ao de uma célula estaminal. Se bem sucedido no homem, o método barato e rápido parecia extremamente viável.
Mas algum tempo após a publicação na Nature, questionamentos principalmente quanto à credibilidade das imagens publicadas no artigo e a dificuldade de outros cientistas em reproduzir o experimento começaram a surgir, o que fez com que a própria instituição RIKEN e a Nature iniciassem uma investigação acerca da veracidade do estudo e indícios de fraude. Teruhiko Wakayama, da Universidade Yamanashi (Japão), co-autor do estudo, questionou publicamente os resultados. Logo depois, mais três co-autores se pronunciaram, e Ryoji Noyori, presidente do RIKEN, pediu “desculpas pelo grande problema e as preocupações causados a tantas pessoas na sociedade pela publicação dos artigos sobre as células STAP”. No fim da conferência de imprensa, Noyori e outros responsáveis da RKEN pediram desculpa curvando-se perante a assistência. O relatório inicial da instituição concluiu que “houve manipulação inapropriada dos dados de dois dos itens [imagens] investigados, mas que as circunstâncias [em que essa manipulação aconteceu] não foram consideradas como constituindo má conduta científica”. 

Haruko Obokata. Foto: Público.pt. 
Depois de quase dois meses de investigação e de todo o escândalo, Obokata se pronunciou perante a quase 300 jornalistas. A própria instituição RIKEN a acusou de fraude, mas visivelmente emocionada, a pesquisadora se curvou diante de todos e se desculpou, confirmando haver erros no artigo devido a sua inexperiência, mas que não havia agido de forma a manipular os resultados, e afirmou que as células STAP de fato existem. “É absolutamente possível explicar como é que os erros apareceram”, declarou Obokata. 


Fontes: Público.Pt e G1.com
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segunda-feira, 9 de junho de 2014


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XXIV Fórum Científico - Maceió - AL

 


As inscrições vão até o dia 1º de novembro. Mais informações no site: www.forumcientifico.com
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