sexta-feira, 8 de março de 2013


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A mulher biomédica


Hoje, dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher, e o blog Biomedicina em Ação quis homenageá-las com esta postagem especial. Para isso, nada melhor do que falarmos da atuação da mulher na Biomedicina, e sobretudo sobre a sua evolução no mercado de trabalho.
Renata Mendes, em um texto que se encontra no site do SINBIESP (Sindicato dos Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo), destaca inicialmente a evolução do profissional biomédico. Há tempos o biomédico se viu limitado à ciência básica e às análises clínicas, ofuscado atrás de uma bancada, sem nenhum reconhecimento pelo seu incrível trabalho. Hoje já se conquistou muito, e temos o direito de optar por diversas áreas de atuação. Em conjunto a esta evolução da profissão, as mulheres também foram ganhando seu espaço, contribuindo maravilhosamente bem para as diversas funções as quais se propuseram. Um simples exemplo disso é o aumento da porcentagem de mulheres nas salas de aula nos cursos de Biomedicina (e os demais cursos da saúde).
Em contrapartida, muitos defendem que o acesso e a procura das mulheres pela área acadêmica continuam limitados. Alguns anos atrás, Lawrence Summers, ex-reitor de Harvard, fez com que esta questão do preconceito entre sexo fosse novamente levantado. Em uma conferência, Summers disse que as mulheres teriam menos aptidão que os homens para a ciência. Obviamente, foi grande a polêmica em torno deste comentário, o que chamou a atenção de muitos críticos e inspirou estudos sobre o assunto. Um deles foi publicado na revista científica PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences"), em que Stephen Ceci e Wendy Williams, da Universidade Cornell, EUA, afirmam que “o preconceito contra mulheres na ciência é, sobretudo, institucional”, e que houve um aumento na taxa de mulheres cientistas desde a década de 1970, mas que ainda não se pode considerar uma igualdade por conta da “discriminação institucional”.
Este é um problema que data desde o século passado, quando a cientista polonesa Marie Curie e seu marido, o também cientista Pierre Curie, foram contemplados com o Prêmio Nobel de Física. Porém, Marie Curie foi chamada de “assistente” do marido, não recebendo seu devido destaque. Anos depois, tornou-se a primeira mulher com título de doutora a dar aula em universidades, e em 1911 foi contemplada (agora sozinha), com o Prêmio Nobel de Química.
Em pesquisa realizada por Luci Muzzeti, professora da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara, há sim um maior número de mulheres nas áreas de Ciências Biológicas e Ciências da Saúde, mas isto deve-se a um fator hierárquico, ao qual as ciências exatas como física e economia são ditas como áreas de “mais prestígio do que outras”.
Enfim, são muitas as opiniões e estudos que se contrapõem, mas o que deve ser comemorado hoje é que de fato as mulheres atualmente são mais respeitadas, e sim, todas têm a mesma aptidão para o desempenho de funções que antes não lhe eram cabíveis. Elas estão cada vez mais buscando o conhecimento e conquistando maior reconhecimento no mercado de trabalho.
E como disse Renata Mendes em seu texto, “independente da área, a mulher biomédica está a cada dia conquistando seu espaço, que é dela por direito e mérito. E de toda esta conquista, a maior eu diria, é a de seguir como guerreira profissional, sem deixar de lado sua sensibilidade e sua essência feminina.”.


O Biomedicina em Ação parabeniza todas as mulheres pelo seu dia, sobretudo as que amam a profissão que escolheram e exercem-na com ética, confiança, profissionalismo e com muito amor.

Fontes: 
SIS Saúde - Instituições discriminam mulheres cientistas. (2011)
The Harvard Crimson - HEMEL, Daniel J. Summers' Coments on Woman and Science Dare Ire. (2005) 
G1.com - NOGUEIRA, Pablo. Mulheres cientistas ainda sofrem com esteriótipos no meio acadêmico. (2011)
SINBIESP - MENDES, Renata. A mulher biomédica no mercado de trabalho. (2011)
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