quinta-feira, 6 de agosto de 2015


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Esfregaço sanguíneo - Hematologia #dia5

“O primeiro esfregaço a gente nunca esquece!” E quem nunca ficou horas tentando fazer um esfregaço perfeito que atire a primeira pedra! E há quem fique até hoje. Parece um procedimento simples, mas é preciso que seja executado de forma correta, pois é um fator significativo para a realização de um hemograma confiável.


Trata-se de uma técnica que permite a leucometria diferencial, a estimativa do número de leucócitos e plaquetas por microlitro de sangue, a avaliação morfológica das células sanguíneas (em especial os glóbulos vermelhos) e também a pesquisa de parasitas sanguíneos.

O esfregaço ideal deve ser livre de falhas e paradas, não muito espesso, nem fino demais e sem falhas na cauda. Na observação ao microscópio às duas bordas onde são realizadas as contagens devem apresentar os eritrócitos mais separados e os leucócitos bem distribuídos.

Materiais para a confecção do esfregaço sanguíneo

·      Lâminas de vidro limpas, desengorduradas e secas;
·      Lâminas extensoras;
·      Capilar de vidro;
·      Amostra de Sangue.
·      Obs.: NUNCA esqueça os EPIs, principalmente jaleco e luvas.

Passos para a realização do esfregaço sanguíneo

1) É preciso certificar-se de que a lâmina esteja limpa e seca. Caso não esteja, faz-se a limpeza da mesma.
 
Imagem adaptada: www.vidrariadelaboratorio.com.br

2) Faça a homogeneização da amostra. Apoie a lâmina de vidro e aplique uma gota de sangue de aproximadamente 1 ou 2 cm de diâmetro do lado que for começar o esfregaço.
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3) Toque a gota de sangue com as costas da extensora em um ângulo de 30 a 45º.
 
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4) Aguarde que o sangue se espalhe pelo bordo da extensora e então deslize-a de modo suave e contínuo até a direção oposta, formando uma camada delgada e uniforme. É importante escorregar a lâmina de uma vez, sem detê-la, evitando falhas.

Imagem adaptada: www.vidrariadelaboratorio.com.br
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5) Seque a lâmina ao ar e identifique-a com lápis diretamente sobre a parte espessa do esfregaço ou sobre etiqueta de papel (não são usadas canetas esferográficas, pois os corantes removem esse tipo de identificação).

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6) Core a lâmina e leve-a ao microscópio para leitura.

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A forma correta de realizar a leitura é no meio do esfregaço, onde não há grande espessamento e não é uma área com esfregaço muito fino. Isso permite a melhor visualização dos elementos citológicos.


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O Canal Bionérdicos tem um vídeo super divertido e interativo sobre o tema, e ainda fala sobre a coloração. Vale a pena conferir: 


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