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quinta-feira, 20 de junho de 2013


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Entenda mais sobre o Ato Médico e cobre uma posição do nosso Conselho

O Ato Médico (PLS 268/2002) já vem sendo assunto há muito tempo, e desde sempre é motivo de polêmica. O projeto foi aprovado pelo Senado na noite de terça-feira (18 de junho), e assim que a notícia foi anunciada, se espalhou rapidamente por meio da internet. Em questão de minutos, reivindicações de todas as classes de profissionais tomaram conta das redes sociais, e os mesmos se uniram para se manifestarem contra o projeto de lei que regulamenta a profissão do médico. Em meio a protestos por todo o Brasil, muitos acabam por se pronunciar contra sem ter lido o projeto, e isso é um grande erro pelo fato de que agir sem pensar, sem apoio, e sem conhecimento do assunto não é relevante. É importante que saibamos o que protestar, como isso irá nos afetar, e acima de tudo, como isso prejudicará a saúde pública de todo o país.
Manifestação em Brasília contra o Ato Médico, no ano passado - 5 mil manifestantes.
Eu particularmente li o projeto pelo menos umas 5 vezes, e realmente ainda tenho dúvidas quanto a ele, embora acredite que o projeto ainda apresenta pontos (claramente e também implicitamente) que passam por cima de outros profissionais. Assim, me reuni com amigos também estudantes de biomedicina e biomédicos já formados, além de profissionais de outras áreas para saber qual foi a visão deles sobre o assunto, e o que poderíamos fazer. Procurei também uma posição dos Conselhos de Biomedicina, e encontrei um texto não muito convincente (postado anteriormente aqui no blog). Digo não muito convincente, pois todos nós estamos preocupados com que poderá acontecer caso a presidente Dilma autorize a sanção da lei. Como conversei com outros envolvidos com a divulgação da biomedicina (e recentemente também foi publicado pelo blog Biomedicina Padrão, pelo Brunno Câmara), devemos, sobretudo entender o projeto. Para isso, o Conselho deverá nos dar uma explicação mais clara do que está sendo dito pelo Ato, e com isso, cabe a nós cobrar esta posição mais ampla. No que se refere à Biomedicina, o que parece ser mais preocupante é o que consta no Art. 4º, das atividades privativas do médico; parágrafo 4º, que fala sobre os procedimentos invasivos:
§ 4º Procedimentos invasivos, para os efeitos desta Lei, são os caracterizados por quaisquer das seguintes situações:
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos;
II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos;
III – invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.
O que entende-se por este ponto do projeto é que a Acupuntura e a Biomedicina Estética serão diretamente afetadas. Isto realmente não parece muito justo, visto que os biomédicos lutaram muito para que pudéssemos exercer nossa profissão nestas áreas.
Vale ressaltar que anteriormente, o projeto de lei do Ato Médico previa coisas absurdas, e que nesta revisão atual, já foram descartadas, como o que diz o parágrafo 5°:
§ 5º Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:
I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica; 
II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal, vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;
III – aspiração nasofaringeana ou orotraqueal;
IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica;
V – realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico;
VI – atendimento à pessoa sob risco de morte iminente;
VII – coleta de material biológico para realização de análises clínico-laboratoriais;
VIII – procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando à recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual.
Continua no projeto o Art. 5º, referente ao cargo de chefia e diretoria dos servidos médicos que somente serão permitidos aos médicos.
A preocupação, ao meu ver, vai além da Biomedicina e da defesa dos direitos dos outros profissionais. De acordo com uma matéria publicada ontem (19 de junho) na Folha de São Paulo, a sanção do Ato Médico afetaria também a saúde pública, visto que o SUS não tem suporte para manter pelo menos um médico em todas as equipes de saúde (entre outros pontos colocados no PLS), além de que profissionais que já estavam capacitados a realizar determinado procedimento não poderão mais fazê-lo. Abaixo da reportagem há um comentário de um médico, ou que se diz médico, e achei interessante reproduzi-lo:

“Mesmo sendo médico eu acho que esta lei de ato médico está desequilibrada e é muito rigorosa, já que em muitos países mais desenvolvidos que o Brasil a coisa não é assim. Impedir psicólogos de fazer diagnósticos que são capacitados para fazê-lo beira o absurdo. Médicos estudam psiquiatria de maneira profunda só na residência. A lei importante para os médicos seria o piso salarial mínimo para a categoria, que acabaria com a grande variação regional dos salários e fixaria os profissionais.”

Por fim, peço que antes de qualquer comentário ou pânico, todos leiam o projeto para estar cientes de tudo, e cobrem dos Conselhos uma posição mais convincente. Não somos contra os médicos, e é preciso que isto fique bem claro. Somos a favor dos direitos de exercer nossa profissão e do direto que a população tem de receber um atendimento adequado nos meios de saúde. Vamos pressionar os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Biomedicina para que tenhamos uma posição, e saibamos como agir da melhor maneira. A questão que quero levantar aqui é que se estamos sendo atingidos, não devemos devolver atingindo o próximo, mas mostrando o que é o certo e o melhor para todos.


Reportagem citada: Folha de São Paulo (indicação de Luiz Guilherme Hendrischky, do Vida de Biomédico). 
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segunda-feira, 18 de julho de 2016


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Entenda o Ato Médico e Vote NÃO!

Mais uma vez, viemos aqui falar de um assunto polêmico, sério, e de grande interesse para os profissionais da saúde. Trata-se de um assunto que deve ser bastante discutido, já que é atinge diretamente muitas profissões e a saúde da população.
Devemos debater sobre o Ato Médico.


Para quem não sabe do que se trata, ou não se lembra, vamos fazer uma retrospectiva. O Ato Médico (PLS 268/2002) é um projeto de lei aprovado pelo Senado em 18 de junho de 2013, e previa a regulamentação da profissão do médico. Sim, uma das profissões mais antigas e tão essencial quanto as outras para a saúde, ainda não era regulamentada. A questão aqui foi o fato de que o texto redigido e apresentado, afetava diretamente as atividades dos outros profissionais, e a multidisciplinaridade que faz com que o atendimento ao paciente seja melhorado, seria extinta.
Quase um mês depois, a então presidente Dilma Rousseff, vetou alguns pontos da PLS 268/2002, que atingiria as demais áreas da saúde, mas aprovou a regulamentação da medicina.
Uma vitória para os médicos e para as demais áreas, correto? Seria, se essa história não retornasse à tona. Uma ementa de autoria da Senadora Lúcia Vânia, que insiste em algumas atividades privativas aos médicos.
Se todos pensarmos pelo bem comum, principalmente através de uma visão ampla do cenário da saúde brasileira, o Ato Médico afeta não só os profissionais, mas toda a população que é atendida por nós. Os problemas que isso causaria são inúmeros, a contar pela falta de profissionais médicos para realizar todas as atividades que hoje são distribuídas por outras áreas.
E você pode se manifestar contra o Ato Médico e à favor da saúde. Leia a Ementa, vote e compartilhe o máximo que puderem. É muito importante que você se manifeste. Os profissionais da saúde e a população agradecem!


Postagens anteriores sobre o tema:



Você pode se interessar por esse vídeo do Canal do Biomédico (CLIQUE NO LINK DO YOUTUBE PARA ACESSAR O CANAL): 

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quinta-feira, 11 de julho de 2013


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A saúde comemora aprovação do Ato Médico, com vetos da presidente Dilma


Hoje (11 de julho) a presidente Dilma disse SIM À SAÚDE. A lei que regulamenta a profissão do médico, o chamado Ato Médico, foi sancionada, trazendo beneficiando a classe médica sem prejudicar outros profissionais da saúde. Isso porque alguns artigos foram vetados, o que torna este um momento de comemoração não só dos médicos, mas de todos os profissionais.
Entenda abaixo o que foi aprovado, o que a presidente vetou, e o motivo pelo qual biomédicos podem comemorar.

De acordo com o Diário Oficial da União, publicado hoje, foram mantidos os três primeiros artigos. O Art. 4º, que dispõe sobre as atividades privativas do médico (motivo de polêmica, e com razão), sofreu vetos da presidente:
I – formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica; (VETADO) [...]
VIII – indicação do uso de órteses e próteses, exceto as órteses de uso temporário; (VETADO)
IX – prescrição de órteses e próteses oftalmológicas; (VETADO)
O §2º foi também vetado, e dizia o seguinte: “Não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva.”. Entende-se com este parágrafo, que apenas estas atividades não são privativas dos médicos, e para maior clareza, ele foi retirado, não restringindo, portanto, a atuação dos outros profissionais.
Para os biomédicos, o § 4º que tratava dos procedimentos invasivos e suas caracterizações era o mais polêmico. No entanto, entende-se que com os vetos realizados, as habilitações de acupuntura e estética estão preservadas pelo seguinte:
I – invasão da epiderme e derme com o uso de produtos químicos ou abrasivos; (VETADO)
II – invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos; (VETADO)
III – invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos. (MANTIDO)
Pelo exposto, entende-se que os vetos foram necessários nos pontos onde se caracterizavam os procedimentos invasivos referentes à acupuntura e estética, mantendo o inciso III, que já era de competência do médico. É válida aqui uma comparação com o que foi mantido no Art 4º, inciso III, referente a procedimentos terapêuticos e estéticos, que novamente voltam-se à acupuntura e biomedicina estética: “indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias;” (MANTIDO). Aqui, entende-se pelo veto do § 4º que ainda assim tais habilitações foram preservadas, visto que SOMENTE os procedimentos invasivos que atinjam os órgãos internos são privativos do médico, como exemplo de procedimento estético, as cirurgias plásticas.
Outro veto sensato da presidente Dilma é o que aparece no primeiro ponto do Art. 5º do projeto, que restringia o acesso a cargos de direção e chefia de serviços médicos apenas aos médicos, impedindo que eles fossem assumidos por outros profissionais da saúde.


Sendo assim, vamos comemorar! Parabenizamos os médicos pela conquista da regularização da profissão, e desejamos que isto seja o estopim de uma nova era na saúde brasileira. Desejamos também, que num futuro muito próximo todos da equipe de saúde possam se respeitar e se ajudar, como deveria ser. Parabenizamos principalmente a todos que lutaram para que estes pontos fossem vetados. A união de todas as classes de profissionais da área da saúde venceu, mas que fique claro, é só um começo, mas que podemos aplaudir de pé.

Informe-se mais:
Link do Diário Oficial da União: Clique aqui
Bem-Estar: Clique aqui
Correio Braziliense: Clique aqui 
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quarta-feira, 19 de junho de 2013


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Nota do CRBM 1ª Região sobre o Ato Médico

"Companheiros Biomédicos: 

Nós do Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região, juntamente com o Conselho Federal de Biomedicina, estamos acompanhando atentamente o andamento do projeto de lei do 'Ato Médico', que acabou de ser aprovado pelo Senado, ontem.
Mesmo cientes de que os Senadores mantiveram os dispositivos que nos interessam indiretamente, vamos nos reunir com os outros Conselhos que fazem parte do ‘Fórum dos Conselhos da Saúde’ para definir os passos a tomar quanto à redação final do projeto.
Se nos sentirmos prejudicados em qualquer das nossas habilitações, entraremos na justiça imediatamente.

Saudações biomédicas,
Dr. Dácio Campos Presidente"



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sábado, 21 de abril de 2012


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A polêmica sobre o exercício da acupuntura e o Ato Médico

  
  Esta postagem é uma opinião minha (que fique claro), e será mais crítica do que informativa, pois este assunto já deve ser sabido por todos. No mês passado (março), veio à tona a notícia de que somente médicos poderão exercer a acupuntura, que também é uma área de atuação do biomédico (falei dela nest post).
  Oras, não foi da noite para o dia que conseguimos o direito de exercer tal função, pois somos capacitados na graduação para entender o corpo e seu funcionamento, assim como muitos outros profissionais da saúde. E de repente, uma classe (que nem de perto é superior, somente igual à outras) nos tira este direito. Não digo isso somente pelos biomédicos, mas por fisioterapeutas, farmacêuticos e demais profissionais. Os farmacêuticos já se pronunciaram contra esta medida, que será revista até o final do julgamento. Mas e o CFBM? Biomédicos ficarão de braços cruzados? É preciso que algo seja feito, e rapidamente.
  O mesmo questionamento levantado por Paulo Varanda, do Grupo de Trabalho de Práticas Integrativas e Complementares, é o que eu me faço: "É hoje uma atividade legal. Essas pessoas ficarão sem emprego?". 
  Os médicos e o Conselho Federal de Medicina levantam a hipótese de que os profissionais que trabalham com a acupuntura "devem saber o que estão fazendo". É exatamente para isso que existe a graduação, e posterior especialização, assim como qualquer profissional! 
  Vale lembrar de quão intensa foi a indignação dos profissionais da saúde à confirmação do Ato Médico. Por pouco, nós biomédicos, não fomos privados do exercício à citopatologia. Mas coisas absurdas faziam parte do projeto, e coisas absurdas receberam votos a favor e agora serão restritas aos médicos.
  Nenhum profissional é formado para fazer tudo, e nenhum deles conseguirá fazer tudo sozinho. É exatamente por isso que a área da saúde é dividida em setores, e o conjunto desses profissionais é o que fará o bem da sociedade, e não apenas uma classe atuante. Talvez o número de médicos para tantas funções seja inferior à demanda de pacientes que necessitam de atendimento. E o que fazer? Tais decisões que estão sendo tomadas ferem o rumo da saúde brasileira, que já é precária. O favorecimento de uma classe acaba por ferir profissionais que se dedicaram por anos de sua vida para exercer funções de manutenção e melhoria da saúde humana. 

P.S.: a intenção desta postagem não é desmerecer nenhum profissional, sobretudo médicos. Todos são extremamente importantes para a saúde. Acredito que sejamos como um quebra-cabeças, e sem uma das peças, não conseguimos terminar. É de se pensar quanto ao que estão fazendo com a saúde do Brasil, e pensar como será o futuro disso tudo.
  
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domingo, 20 de janeiro de 2013


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Entrevista: Prof. Valdemir Tadei Bogas - Medicina Chinesa


Tive o prazer de entrevistar o Prof. Valdemir Tadei Bogas, biomédico formado pela Barão de Mauá, iridólogo, especialista em Spiral Taping, reflexologia, hipnose, auricoloterapia. Além disso, é pesquisador e em breve lançará seu livro sobre o Spiral. Confira!

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BLOG: Quando e onde o senhor se formou?

PROF. VALDEMIR BOGAS: Eu me formei em 2006, na Barão de Mauá, em Ribeirão Preto.

BLOG: Em que área o senhor se especializou?

PROF. VALDEMIR BOGAS: Esta é uma história até interessante. Comecei na acupuntura em 2004, onde eu tive uma pessoa me falou assim: “vamos fazer um curso de ‘tirar a dor com esparadrapo?’ ” Logo de cara a gente acha esquisito né? (risos) Mas concordei em fazer. Acabei fazendo o curso, gostei e de lá para cá eu não parei mais. Depois disso, fiz mais dois cursos em São Paulo. Estou abrindo esse ano uma turma em Santos. Tive essa oportunidade com um professor, que ainda não conhecia a técnica, que se chama Spiral Taping. Daí, eu fui me aperfeiçoando. Fiz reflexologia, hipnose, auriculo, e depois cheguei na iridologia.

BLOG: O que levou o senhor a escolher a biomedicina?

PROF. VALDEMIR BOGAS: Ah, eu sempre gostei da área da saúde! Sempre gostei de ser analista. Eu sou muito observador... vamos dizer que eu ‘fuço’ muito (risos). A intenção era fazer medicina, mas pensei em entrar na biomedicina para ver se eu me adaptava. Eu tenho um padrinho, químico, que me ajudou muito quando terminei o 3º grau. E eu acabei gostando da profissão. Hoje eu amo a Biomedicina, apesar de eu trabalhar mais com a Medicina Chinesa, mas eu sempre estou no laboratório aprendendo muito.


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segunda-feira, 13 de junho de 2011


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Áreas de atuação do Biomédico #01

      Para darmos início à série "Áreas de atuação do Biomédico", falaremos sobre a acupuntura. Trata-se de uma área bastante desconhecida, e pouco difundida no meio biomédico, mas que é atribuída ao profissional de acordo com o Conselho Federal de Biomedicina, e sua eficácia é reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
       A acupuntura é uma técnica terapêutica de origem chinesa, que se baseia em estimular pontos do corpo com a ponta dos dedos, agulhas, ventosas, ímas, entre muitos outros instrumentos. Tem como finalidade afetar o funcionamento dos tecidos e órgãos do copo humano.
     A técninca mais conhecida é a utilização de agulhas, que é a chamada Acupuntura Clássica, mas podem ser citadas muitas outras, como Auriculoterapia, Eletroestimulação, Magnetoterapia, Acupuntura Estética, etc.

Acupuntura Auricular com aplicação de magneto  - Fonte: Oficina da Beleza

     O biomédico tem a formação básica para atuar como acupunturista. No curso de graduação, matérias como anatomia e neuroanatomia, fisiologia, bioquímica, biofísica, patologia, embriologia, farmacologia, biologia humana, entre outras mais específicas dão ao profissional a capacidade de entendimento e discernimento dos "contextos de distúrbios de 20. grau da energia, que podem exigir acompanhamento médico, ou que lhe permite entender a linguagem médica quando recebe um encaminhamento médico de um paciente." - Dra. Eneida Mara Gonçalves (Comissão de Acupuntura do Conselho Regional de Biomedicina - SP)
      A acupuntura é uma área relativamente nova nas ciências biomédicas, sendo confimada com área de atuação biomédica somente após vitória na justiça pelo CFBM. O CFM (Conselho Federal de Medicina) afirmava que a prática não deveria ser colocada na biomedicina pois trata-se de  'um método cirúrgico invasivo', portanto, seria somente um ato médico. No entanto, o biomédico possui a formação básica para praticar a acupuntura, e diante do exposto, definiu-se que não somente o biomédico, como também o médico,fisioterapeuta, nutricionistas, psicólogos, educadores-físicos, enfermeiros e demais profissionais autorizados por seu respectivos Conselhos, devem estar habilitados com diploma de especialização em Acupuntura (especialização que deve durar 2 anos,dependendo da instituição) e devidamente registrados no Conselho.

"O magistrado cita dois exemplos de jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Um deles é a apelação é do CFM contra o CFBM em função das mesmas Resoluções 02/95 do CFBM e 1.455/95 do CFM (AC 2001.34.00.0317983/DF rel des. Federal Daniel Paes Ribeiro):
"1. Inexistindo lei específica regulando a atividade de acupuntor, o seu exercício não pode ser limitado por Resolução do Conselho Federal de Medicina, sob pena de ofensa ao inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal.
2. A Resolução do Conselho Federal de Medicina não é o instrumento normativo apropriado ao reconhecimento da Acupuntura como atividade privativa do médico, por falta de previsão legal.
3. Sentença confirmada.
4. Apelação desprovida."

      A Acupuntura implantada na área das ciências biomédicas foi mais uma conquista do Conselho Federal de Biomedicina, e garantiu a abertura de novos caminhos para os profissionais.





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quarta-feira, 14 de setembro de 2016


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Desculpe o transtorno, preciso falar da Biomedicina


Conheci ela no fim de uma das melhores fases da minha vida. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar que tudo foi perfeito e que não tinha dúvidas do que faria dali pra frente. Mas a melhor fase em questão era o terceiro ano do ensino médio, e a dúvida era qual carreira seguir. Eu tinha que prestar um vestibular, e só sabia que tinha o dom de ser cientista. Só isso. E a Biomedicina apareceu. Lá estava ela.
Enquanto todos ao redor seguiam para medicina, engenharia, ou algum outro curso mais conhecido, eu corri ao encontro do meu sonho. Ninguém entendia o que era essa tal da Biomedicina, mas ela já tinha me encantado. Foi paixão à primeira vista. Para ambas as partes.
Durante a faculdade foram noites sem dormir, mas eu já tinha certeza de que era isso que eu queria seguir. Passei algumas madrugadas acompanhada de Guyton, Lehninger, e outros tantos autores. Dos livros, migrei para os laboratórios, e lá conheci todo um universo maravilhoso.
Começamos a nos aproximar ainda mais. A Biomedicina e eu. Com ela pude conhecer um mundo novo, microscópico, colorido (e às vezes nem tanto). Com ela li e escrevi artigos, estudei o sistema complemento, o ciclo de Krebs, os fatores de coagulação, quis descobrir a cura de muitas doenças. Sei que um dia ainda consigo, com a ajuda dela. Fizemos amigos novos e com eles vamos fazer com que mais gente conheça a importância da nossa profissão. Sofremos com o pouco reconhecimento, com o ato médico, com a reprovação por parte de outras profissões. Nos alegramos quando colegas se destacam. Com a Biomedicina viajarei o mundo em busca de conhecimento e voltarei para que mais pessoas possam ter acesso a tudo isso. Das dez técnicas que mais gosto, sete foi ela que me mostrou. As outras três foi ela que criou. Aprendi o que era hematopoese e também o que era cianose, forame magno (e outros forames do corpo), espécies reativas de oxigênio, esferócitos, acantócitos, esquisóticos, CK, CKMB, bomba Na/K, cilindro hialino, e mais um monte de bactérias (Streptococcus, Staphylococcus, e vários bacilos gram negativos), sem falar de todos os parasitas e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não teve a sorte de ser ter se formado Biomédico.
Um dia eu me formei. E não foi fácil. Chorei mais que no final do primeiro esfregaço bem feito ou uma PCR que não dá certo. Mas chorei de alegria. Até hoje, não tem um lugar que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: o que é Biomedicina? Às vezes dá vontade de pedir para procurar no Google, mas sorrio e digo que somos cientistas e transformadores. Parece que, para sempre, ela vai fazer parte de mim.  
Essa semana, pela milésima vez, vi o meu CRBM – não por acaso estava sobre minha mesa de estudos. Achei que fosse chorar de alegria, como no dia da minha colação de grau. E o que me deu foi orgulho de ter me tornado quem eu sou e por estar vivendo tudo isso. Vou sempre buscar maior conhecimento e exercer a minha profissão com ética e competência.  Lembro-me sempre que poder da criação é divino, mas o da transformação é nosso e descobri que na verdade, a melhor fase da minha vida é agora. Não falta nada.

- Thassia Mariane Teodoro
(Adaptado do texto de Gregório Duvivier)


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quarta-feira, 19 de junho de 2013


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Um momento histórico no Brasil! #VemPraRua

É impossível ficar imparcial e não ajudar a espalhar mais ainda a ideia de “ir atrás dos nossos direitos”. Direitos de cidadãos, de estudantes, de profissionais. Este é um momento histórico do Brasil (e do mundo!), e não poderia deixar isso passar em branco. O “Biomedicina em Ação” apoia as manifestações (pacíficas, sem violência ou vandalismo), é a favor da revisão das tarifas de transporte público, do investimento na saúde, educação e cultura (e não me refiro ao futebol), da transparência nos gastos do governo federal com os estádios para a Copa do Mundo (que segundo Ronaldo, “o fenômeno”, são mais importantes que hospitais), na manutenção do poder de investigação dos promotores e, portanto, revisão da PEC-37, na revisão do Ato Médico e/ou a não sanção do mesmo, além da revogação do absurdo da “cura gay”, assim como todos os inúmeros problemas que não conseguiríamos citar.
Pedimos desculpas por usar este espaço para algo que não é essencialmente ligado à biomedicina, mas pedimos que todos entendam que de qualquer forma, não podemos ficar alheios a isto.
Se você puder sair às ruas, o faça. Se não puder, há tantas formas de se manifestar... O mundo precisa escutar a nossa voz, e os nossos governantes precisam notar que assim como nós os colocamos lá, nos podemos tirá-los ou exigir que os nossos direitos sejam cumpridos e que haja transparência para tal.


#ChangeBrazil
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sábado, 10 de junho de 2017


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Ética na pesquisa científica: qual a importância?


Já tratamos aqui sobre um acontecimento envolvendo cientistas japoneses e uma descoberta que aparentemente daria novos rumos à medicina regenerativa (clique aqui para ler a matéria).  A história que no começo foi tratada como fraude, mas no fim não passou de inexperiência, cabe bem ao assunto desse post.
A ética na pesquisa científica é algo que por vezes se mantém longe de discussões, e só volta a ser mencionada quando algo polêmico aparece, como publicação de artigos com dados inverídicos, ou mesmo o que podemos chamar de corrupção, quando o grupo de pesquisa acaba por se tornar uma fábrica de artigos sem qualidade.
A Revista Fapesp do mês de maio trouxe nas suas páginas iniciais uma matéria muito interessante sobre isso. Em abril deste ano, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos criaram um relatório com 11 recomendações para que os problemas envolvendo a ética sejam diminuídos, e para que os indícios de má conduta sejam investigados.
É difícil acreditar que, também na ciência, há chantagens e propostas antiéticas ligadas à ação fraudulenta de empresas e instituições que se propões a ajudar pesquisadores a publicar artigos ou prestam consultoria sobre ética na pesquisa. Um caso que retratada essa situação é o de uma empresa chinesa de redação científica que propôs ao editor da revista Diabetic Medicine, Richard Holt, o que eles chamaram de “negócio colaborativo”. Nesse “negócio”, Richard receberia US$ 1 mil por artigo aceito para publicação. Eles argumentavam que era difícil para médicos chineses publicarem em revistas de prestígio, principalmente por barreiras linguísticas e, portanto, pediram para que o editor os ajudasse com isso. Entretanto, Holt respondeu que isso se tratava de um ato antiético e encaminhou o caso ao Cope (Committee on Publication Ethics), um fórum de editores com sede em Londres que trata de temas ligados à integridade científica.
E o paper inspirado em seriado de comédia? Pois é. A revista Urology & Nephrology Open Acess Journal publicou um artigo assinado pelo Dr. Martin van Nostrand, sobre um estudo de caso de uma doença chamada “uromycitisis”, doença que fazia com as pessoas fossem obrigas a urinar quando sentissem vontade, mesmo em locais públicos, caso contrário poderiam morrer. O problema é que esse tal Dr. Nostrand era um pseudônimo criado por um dos personagens de uma série de ficção que se passava por médico em alguns episódios, e a uromycitisis também era fruto da imaginação do comediante que escreveu a séria, Jerry Seinfeld, em que o personagem principal precisava inventar uma desculpa para o policial que o flagrou urinando em uma garagem.
Está mais do que clara a importância de se utilizar a ética na divulgação científica. É a partir de um artigo que outros são gerados, que descobertas são feitas e que vidas podem ser mudadas.

Para ter acesso às recomendações das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, acesse: www.nap.edu/21896


Fonte: A importância de dar um passo adiante. Maio 2017. Revista Fapesp, n.255, p.8-10.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014


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Heróis anônimos - Dr. Jeffchandler


Certa vez, o citopatologista Fabio de França Martins escreveu que os biomédicos são “heróis anônimos, que brilham nos bastidores, criando scripts e roteiros de amor à vida”. Inspirados nesta frase, lançamos aqui no Biomedicina em Ação uma série de entrevistas e homenagens a grandes heróis da Biomedicina.
Nada melhor do que começar essa série neste dia 20 de novembro, e com um grande profissional, que sempre lutou pela profissão e incentivou a todos nós: Dr. Jeffchandler. Confira a entrevista!

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sábado, 7 de julho de 2012


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Médico descobriu fórmula que insere oxigênio no sangue mesmo sem funcionamento dos pulmões

   Os cientistas descobriram uma nova maneira de administrar oxigênio no sangue, permitindo manter uma pessoa viva, mesmo que não consiga respirar.
   A descoberta surpreendente pode mudar a ciência médica, eliminando a necessidade de manter os pacientes com ventilação mecânica (futuramente) durante atendimentos de emergência.
   O procedimento, que funciona com injeções de moléculas de oxigênio complexadas com moléculas de lipídios diretamente na corrente sanguínea, poderia conferir a manutenção da vida mesmo 30 minutos após a pessoa parar completamente de respirar.
John Kheir do Hospita Infantil de Boston, foi inspirado a começar sua pesquisa pioneira depois de ter presenciado a morte trágica de uma paciente, de acordo com o portal ScienceDaily.
    Ele estava operando uma jovem cuja pneumonia levou a danos cerebrais fatais depois que os médicos foram incapazes de colocá-la em um aparelho de respiração artificial a tempo de salvá-la.
   Após a experiência desagradável, o Dr. Kheir começou a trabalhar com a ideia de contornar o sistema pulmonar e inserir oxigênio diretamente no sangue.
   Os primeiros experimentos mostraram que a intervenção poderia, em teoria, ser muito bem sucedida. No entanto, injetar oxigênio puro na corrente sanguínea na forma de gás falhou consideravelmente quando foi tentado há 100 anos, formando bolhas perigosas nas veias.
   Grande parte da pesquisa do Dr. Kheir esteve envolvida em encontrar uma molécula que pudesse permitir a inserção de oxigênio, sendo posteriormente injetado no corpo humano, sem danos.
   O Dr. Kheir descobriu que é possível o uso de moléculas de lipídios, sendo essa a melhor maneira de inserir oxigênio e permitir que ele seja suspenso em um líquido para injeção intravenosa.
   Ele descobriu que os lipídios são a melhor maneira de reter oxigênio depois de usar ondas sonoras para interceptar lipídios e oxigênio em conjunto. O lipídio fortemente oxigenado possui de 3 a 4 vezes a quantidade de oxigênio encontrada em nossas hemácias.
  Quando a solução lipídica foi injetada em animais com níveis anormais de oxigênio no sangue, ocorreu normalização dos níveis em pouquíssimos segundos. Quando a experiência foi realizada em animais que foram privados completamente do ato de respirar, eles permaneceram vivos durante 15 minutos e tiveram menos riscos de complicações de saúde.
   Quando for utilizado em seres humanos, a solução lipídica poderia, provavelmente, alongar a sobrevivência em até 30 minutos (de acordo com as estimativas do Dr. Kheir), embora inserir o composto por muito tempo no sangue possa danificá-lo, prejudicando o paciente.
Este é um substituto de oxigênio de curto prazo – uma maneira segura de injetar gás oxigênio para ajudar pacientes durante alguns minutos absolutamente críticos”, disse o Dr. Kheir.
   Ele acrescentou que acha que a técnica pode se tornar rotina para médicos plantonistas em casos de emergência.
   “Eventualmente, isso pode ser armazenado em seringas e ser levado em cada ambulância, hospital ou transporte aéreo, estabilizando os pacientes que estão com dificuldade de respirar”, em declaração ao britânico DailyMail.



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