sábado, 1 de dezembro de 2012


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Perfusão Extracorpórea ou C.E.C

Já ouviu falar em perfusão extracorpórea? Já pensou em ser um perfusionita?
"O perfusionista é um profissional não só do coração, mas de coração"

A circulação extracorpórea (C.E.C.), ou perfusão extracorpórea, é uma das áreas de atuação do Biomédico que vem crescendo e sendo reconhecida cada vez mais. Segundo o Dr. Jeffchandler Belém de Oliveira, biomédico perfusionista, presidente da Sociedade Brasileira de Circulação Extra Corpórea e coordenador Nacional da Área de saúde do INCURSOS, a perfusão extracorpórea é um método utilizado em cirurgias cardiovasculares, ou ainda afecções da aorta, transplantes de coração e/ou pulmão, transplante hepático e em alguns tipos de retirada de tumores e consiste em manter o paciente com suporte artificial de vida (coração, pulmão e rim artificial ou “by pass” cardiopulmonar total) por meio de uma máquina com dispositivos descartáveis, que substitui as funções do coração e dos pulmões, oxigenando e bombeando sangue para o corpo do paciente, podendo então haver a parada do coração para o tratamento, pelo cirurgião, das lesões congênitas ou adquiridas. O sangue é drenado, filtrado, oxigenado e re-injetado, perfundindo todo o organismo e portanto, é necessário o monitoramento da monitora pressão, temperatura, fluxo, coagulação, equilíbrio hidro-eletrolítico e  hemodinâmico, débito renal, além de providenciar as devidas correções.
O perfusionista então é o profissional que opera a máquina de C.E.C. e é membro da equipe cirúrgica, trabalhando lado a lado com o cirurgião e o anestesista, participando diretamente do controle e cuidado do paciente durante a cirurgia (Dr. Wander).
De acordo com Dr. Wander Ribeiro dos Santos, biomédico perfusionista e membro titular da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea, em entrevista ao site da UFRJ, antigamente não era necessário uma especialização (eram pessoas treinadas pelos cirurgiões), pois apenas monitorava-se a máquina de C.E.C. Porém, com isso haviam muitas complicações nas cirurgias, o que levou à investigação e descobriu-se que isto estava relacionado à técnica empregada. Assim, começou-se a exigir a formação profissional dos perfusionistas.
A perfusão é hoje uma área multidisciplinar, que pode ser legalmente praticada por profissionais da saúde que tenham formação superior em Enfermagem, Fisioterapia, Biologia ou Biomedicina. Entretanto, o único conselho de classe a reconhecê-la oficialmente como área de atuação, foi o Conselho Federal de Biomedicina. 

C.E.C

Imagem: Biomedicina Padrão
Trata - se de um sistema constituído basicamente por uma bomba arterial propulsora unidirecional de sangue e um oxigenador que permitem, respectivamente, a perfusão e as trocas gasosas (hematose). É empregado primordialmente em cirurgias "a céu aberto" nas quais sejam necessárias a abertura das paredes do coração para, assim, ter acesso às suas estruturas intracavitárias, principalmente nas correções de valvalopatias e cardiopatias congênitas. Outras aplicações frequentes são as cirurgias de correção dos distúrbios na aorta torácica. Além dos componentes fundamentais, citados acima, a aparelhagem de circulação extracorpórea (CEC) também é composta por dispositivos acessórios, tais como: desborbulhador, filtro, reservatório de sangue, trocador de calor, tubos condutores de sangue e bombas de aspiração. Bomba arterialOs principais modelos são constituídos por um tubo elástico e um rolete metálico cujos braços são impulsionados por um motor elétrico em um único sentido. 
O tubo elástico, ao ser comprimido continuamente pelo rolete metálico, permite que o sangue seja impulsionado. Outros equipamentos, menos comuns, utilizam uma bomba centrífuga projetada inicialmente para pacientes acometidos por choque cardiogênico, baixo débito sistólico ou falência de bomba, enquanto aguardam o transplante.
(informações: Blog Dr. Jeffchandler)

O QUE FAZ O BIOMÉDICO PERFUSIONISTA?

Ø Planejar, preparar, analisar e utilizar meios tecnológicos em perfusão cardiovascular;
Ø CEC convencional em adultos pediátricos e infantis;
Ø Dispositivos de bombeamento sanguíneo;
Ø Filtração sanguínea;
Ø Trocas gasosas;
Ø Dispositivos de trocas gasosas (oxigenadores);
Ø Hemodiluição;
Ø Preservação miocárdica;
Ø Técnicas de hipotermia;
Ø Circuitos de perfusão;
Ø Técnicas de conservação de sangue;
Ø Manejo da coagulação;
Ø Reaproveitamento sanguíneo peri-operatório;
Ø Hemofiltração/hemoconcentração;
Ø Meios de assistência cardio-respiratória.
Além disso, o perfusionista, segundo Dr. Wander, deve acompanhar o quadro do paciente no pós-operatório, acompanhar as reuniões clínicas, onde cada cirurgia é indicada pelos cardiologistas, cirurgiões e hemodinamicistas; interpretar todos os exames que auxiliam no diagnóstico do paciente (exames laboratoriais, ecodoplercardiografia, eletrocardiograma, radiografias, cineangiografia e outros); ter alto conhecimento em anatomia humana, variações anatômicas (cardiopatias congênitas), principalmente anatomia do sistema circulatório, fisiologia humana, equilíbrio acido-básico e farmacologia. Todas estas informações são curriculares nos cursos de perfusão.

MERCADO DE TRABALHO

Há muito pouco profissionais realmente especializados na área, principalmente em hospitais públicos, visto que não há nenhum cargo criado para possíveis concursos estaduais ou municipais. Em hospitais particulares, a contratação é maior, e o perfusionista pode ser efetivado como membro da equipe cirúrgica ou por prestação de serviços.
Para seguir na carreira depois de formado, o biomédico precisa necessariamente realizar uma Pós-Graduação, e ainda se submeter à prova de título de Especialista em Perfusão pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea (SBCEC).
Quanto ao salário, há variâncias no que se refere ao hospital a que se vai trabalhar. “O SUS e os convênios têm uma tabela para cada tipo de procedimento cirúrgico. Tudo isso pode variar de R$ 327,00 a 580,00 por cirurgia. Depende de local onde o perfusionista trabalha.”. Mas o salário inicial mensal de um perfusionista pode variar entre R$3.000,00 a R$3.500,00. Isto se deve justamente à falta de profissionais especializados.

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Mais informações e outros cursos: Pós-Graduação INCURSOS

ICB - UFRJ - A frase citada como legenda da primeira foto foi retirada desta entrevista.
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