terça-feira, 7 de agosto de 2012


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Vacina contra a gripe suína pode ter ligação com a rara síndrome de Guillain-Barré

A vacina contra a gripe H1N1 (famosa por ser chamada de suína) foi associada com um risco pequeno, mas significativo de desenvolvimento de doenças.
O estudo, realizado em Quebec, Canadá, possui autoria de um grupo de médicos e foi publicado na revista Journal of America Medical AssociationA pesquisa mostrou conexões, mas ainda controversas, com a síndrome de Guillain-Barré (SGB).
A última análise realizada por Philippe De Wals da Universidade Laval em Quebec, controlou um grupo de 4,4 milhões de pessoas que tomaram a vacina em 2009, mostrando que 25 pessoas desenvolveram a síndrome rara após 6 meses. Uma das dúvidas que ficaram no ar é o fato de que na cidade de Quebec 58 pessoas desenvolveram a síndrome, mesmo não tomando a vacina.
Alguns especialistas são cautelosos em falar de riscos de vacinas porque os benefícios superam os riscos. Geralmente, reações adversas ocorrem em populações vulneráveis com alergias pré-existentes ou distúrbios do sistema nervoso.
As vacinas salvam milhões de pessoas. A gripe mata mais de 500 mil por ano em todo o mundo. Só nos EUA são 40 mil pessoas, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país.
Nem sempre as vacinas são absolutamente seguras. Um famoso caso em 1955 ficou registrado na cabeça de muitas pessoas nos Estados Unidos. Um lote de vacina contra a poliomielite foi acidentalmente contaminado com o vírus completamente inteiro, infectando mais de 40 mil crianças, levando 55 ao estado de paralisia e 5 mortes. Este incidente quase destruiu a confiança pública em vacinas nas próximas campanhas que foram realizadas.
A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença grave do sistema nervoso periférico, podendo causar paralisia parcial, dificuldades respiratórias e até a morte. A maioria dos pacientes se recupera depois de vários meses a um ano, embora a maior parte dos portadores não se recupera sem sequelas.
Esta síndrome está associada com a bactéria Campylobacter jejuni, de origem alimentar, mas também pode ser provocada por vírus. Boa parte dos pacientes que desenvolvem a síndrome de Guillain-Barré não possui causa detectada.
Em 1976, uma campanha de vacinação de gripe H1N1 deixou a população em pânico após 1.100 pessoas terem desenvolvido a síndrome de Guillain-Barré. Após 30 anos de investigação, um instituto de medicina concluiu em 2003 que o número de casos da síndrome de Guillain-Barré foi muito maior, quase 1 milhão de pessoas.
Os resultados do estudo em Quebec com a nova cepa do H1N1 são assustadoramente semelhantes às conclusões extraídas das dezenas de estudos sobre o surto de gripe suína de 1979. O atual estudo publicado na New England of Medicine examinou quase 90 milhões de doses de vacina contra a gripe suína na China e concluiu que não existe ligação direita com a síndrome, com apenas 11 casos registrados.
Embora o estudo afirme falta de dados para declarar a ligação das vacinas com a síndrome, o debate ficará no ar. Vários médicos americanos de renome internacional dizem que a vacina é perigosa ou não vale a pena para a maioria das pessoas.

Saiba mais sobre a Síndrome de Guillain-Barré, clicando aqui.
Fonte: Jornal Ciência 


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