quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


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Luta contra a Aids


A Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), foi quem instituiu a data de 1º de dezembro como o Dia Mundial de Luta a Aids em 1987, ainda como forma de alerta. No Brasil, um ano depois, o Ministério da Saúde oficializou a data, que passou a ser um símbolo mundial no combate a doença. O vírus HIV foi descoberto na França, em 1979, pelo instituto Pasteur.
O dia escolhido foi estabelecido para lembrarmos da existência do vírus HIV e da doença Aids, como forma de conscientizar a população mundial. Embora os avanços tecnológicos da área da saúde estejam mais otimistas, é bom lembrar, não há cura para quem está acometido com a doença, que ainda faz muitas vítimas e mortes a cada ano.
Apesar da data ser fixa, o tema adotado pelas instituições responsáveis mudam a cada ano, afim de relembrar o combate a doença, despertando nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção e aumentando a compreensão; reforçando a tolerância, compaixão e também uma forma de informar que não existe grupo de risco, mas sim ações que geram risco a saúde de todos.
Em 2011, o enfoque aborda os jovens gays de 15 a 24 anos das classes C, D e E. Tudo por conta do crescimento de casos nessa faixa etária e no grupo citado. É válido ressaltar que o preconceito passa longe desse tipo de alvo da campanha, já que nos anos anteriores já foram citados os públicos idosos, adultos, homens, mulheres e profissionais da área de saúde.
Com o slogan “A Aids não tem preconceito. Previna-se“, a campanha abrange também as redes sociais. Em 1998, havia 12 homossexuais para cada dez heterossexuais com Aids nesta faixa etária. Em 2010, a proporção foi de 16 para dez.
A campanha como público alvo tem a medida de alertar e discutir as questões relacionadas a vulnerabilidade do HIV/Aids, já que esse público mais jovem, segundo pesquisas, revelou não estar muito preocupado com a doença, onde acreditam que somente acontece com o outro.
Os alertas durante a vigência da campanha enfocam em mídias como TV, rádio, internet, cartazes, fôlderes e outras mídias. A ação também inclui exames gratuitos e rápidos para detectar o vírus e distribuição de folhetos informativos e preservativos.
Ações da Campanha
Jovens:  Somente em 2009, mais de 66 mil novos casos de AIDS entre jovens de 13 a 24 anos foram registrados. Isso representa 11% dos casos notificados de AIDS no país. Desde 2003, existe o projeto Saúde e Prevenção nas Escolas como medida de prevenção entre o público.
Mulheres: Ainda no início da década de 90, as mulheres tiveram um crescimento alarmante na infecção e transmissão do vírus HIV. 50% das pessoas infectadas no mundo atualmente são mulheres.  Somente na América Latina, 550 mil mulheres vivem com HIV. Desde 2007, criou-se um Plano Integrado de Enfrentamento a Feminização da Aids e outras DST, priorizando a conscientização de todas as mulheres no combate a AIDS.
Gays, travestis e homens que fazem sexo:  No início da epidemia, a infecção pelo HIV tem sido um problema crítico de saúde principalmente entre esse público, pois esse grupo permanece vulnerável a AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis por ainda existir preconceito e estigma. Em 2008 foi lançado então o Plano de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre população de Gays, Homens que fazem sexo e travestis.
O vírus HIV e a Aids
Dizer que uma pessoa está contaminada com o HIV é diferente dela possuir Aids, por exemplo. O portador do vírus, com os tratamentos atuais usados em tempo certo, pode manter uma vida saudável por muito mais tempo. Essa pessoa, no entanto, por ser portadora do vírus pode contaminar outras pessoas.
Quando o vírus HIV não é combatido, ele se torna a doença AIDS,  que vem a causar a morte do indivíduo já que, nesse estágio, dificilmente o vírus poderá ser combatido com tanta eficácia e a doença começa a destruir o organismo do infectado, causando fraquezas e possibilitando casos graves de pneumonia e infecções.
Por isso, é importante fazer o teste e saber se houve alguma contaminação. O vírus possui cargas diferenciadas e pode levar de meses a anos para virar a doença AIDS. Logo, quanto mais cedo você começa a fazer um tratamento, maiores serão os anos de vida.
Serviço Campanha 2011


Para comemorar o Dia Mundial de Luta contra a Aids 2011, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lança a campanha nacional “A Aids não tem preconceito. Previna-se”.
Será realizada na 14ª Conferência Nacional de Saúde e haverá a cerimônia que marca os 30 anos de Aids no mundo. Confira a programação:
  • 8h – Distribuição de pins e preservativos na abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde - Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
  • 9h - Lançamento da campanha e obliteração dos selos - Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
  • 12h - Café com Ideias, conversa afiada entre governo, sociedade civil e convidados; lançamento da cartilha ”Por toda a minha vida”, do cartunista Ziraldo; e assinatura da política e da portaria de saúde LGBT - Tenda Paulo Freire na área externa do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Também haverá a distribuição de pins e preservativos.
  • 19h - Festa da Solidariedade, no Museu da República. Com balé aéreo simbolizando a luta contra o preconceito, laço humano da solidariedade e projeção simultânea de imagens, também nos prédios do Congresso Nacional, dos ministérios da Saúde e da Educação. 
Início: 01/12/2011
Endereço: Centro de Convenções Ulysses Guimarães (manhã) e Museu da República (noite) – Brasília/DF

Texto: Sempre Tops
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