domingo, 1 de julho de 2012


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Saiba mais sobre o Ouvido Biônico

   Nos últimos anos, muito se fala no tal Ouvido Biônico, ou se preferir, Implante Coclear (o nome correto). Mas você sabe do que se trata? O aparelho, considerado uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina, existe há alguns anos e atualmente é usado por mais de 100 mil pessoas no mundo, segundo o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e está melhorando a qualidade de vida de muita gente!


  O Implante Coclear (ou popular "ouvido biônico") é um equipamento eletrônico computadorizado indicado para pessoas com surdez total ou quase total. Este aparelho é implantado cirugicamente no ouvido do paciente, para que haja estímulos nos nervos da audição.
    O funcionamento do implante coclear difere do Aasi (Aparelho de Amplificação Sonora Individual). O Aasi amplifica o som e o implante coclear fornece impulsos elétricos para estimular as fibras neurais em diferentes regiões.
    Trata-se do recurso mais avançado para o tratamento da surdez, no mundo todo. O Brasil possui o CBIC (Central Brasileira de Implante Coclear), que é referência internacional.
     O implante coclear é composto por duas partes: uma unidade interna e outra externa.
A unidade interna
É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. Esta unidade possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea (órgão da audição com formato de caracol). Este feixe de eletrodos se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na região atrás da orelha, implantado por baixo da pele. Junto ao receptor fica a antena e o imã que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos. 


A unidade externa
A unidade externa é constituída por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone. A unidade externa é a parte do implante que fica aparente e pode ser de dois tipos: retroauricular ou tipo caixa. A antena transmissora possui um imã que serve para fixá-lo magneticamente junto a antena da unidade interna (que também possui um imã). O microfone capta o som do meio ambiente e o transmite ao processador de fala. O processador de fala seleciona e analisa os elementos sonoros, principalmente os elementos da fala, e os codifica em impulsos elétricos que serão transmitidos através de um a cabo até a antena transmissora. A partir da antena transmissora o sinal é transmitido através da pele por meio de radiofreqüência e chega até a unidade interna. Na unidade interna temos o receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um "chip" que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares estimulando diretamente as fibras no nervo auditivo. Esta estimulação é percebida pelo nosso cérebro como som. Desse modo, o paciente recupera parte da audição e pode voltar a se comunicar com as pessoas.

Funciona da seguinte forma (no primeiro vídeo,há também uma explicação sobre isso):
Imagem do Google

    De acordo com resolução da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) o implante agora está agora incluído no "Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde", que constitui a referência básica para cobertura assistencial mínima nos planos privados de assistência à saúde, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999. No SUS, a cirurgia também pode ser realizada em centros especializados, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, em 2010. Um desses centros é a Unicamp, em Campinas - SP.

    Veja abaixo a história de Juliano, o primeiro paciente a realizar o implante no Vale do Paraíba:  



Fontes: 
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