quinta-feira, 5 de julho de 2012


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Estudo promete grandes avanços na cura da Diabetes

  
   Pesquisadores têm revertido com sucesso o diabetes em ratos usando células-tronco, abrindo caminho para um tratamento inovador para a doença.
   O estudo publicado na revista Diabetes é o primeiro a mostrar que os transplantes de células-tronco podem restaurar com êxito a produção de insulina e reverter o diabetes em ratos.
   Fundamentalmente, a equipe recriou um sinal de retorno que permite os níveis de insulina aumentar ou diminuir automaticamente com base na quantidade de glicose no sangue.Diabetes afeta um grade número de pessoas em todo o planeta. Após o transplante de células-tronco, os ratos com diabetes sofrerem completa restrição de doses de insulina, um procedimento projetado para imitar humanos em condições clínicas.
  Após 4 meses, os ratos foram capazes de manter os níveis de açúcar no sangue em patamares saudáveis, mesmo quando quantidades exageras de açúcar era ingerida. Células transplantadas retiradas dos camundongos, após vários meses, tinham todos os sinais de células normais produtoras de insulina, localizadas no pâncreas.
  A pesquisa foi liderada por Timothy Kieffer, professor do Departamento de Ciências Filosóficas e Celular da Universidade de British Columbia, Canadá.
  O professor Kieffer comentou ao britânico DailyMail: “Estamos muito entusiasmados com estes resultados,mas outros estudos são necessários antes que esta abordagem possa ser testada clinicamente em seres humanos”.

Os estudos foram realizados em ratos diabéticos que não tinham sistema imune corretamente funcionando para evitar rejeição das células. Precisamos agora identificar uma forma adequada de proteger as células do ataque do sistema imunológico de modo que o transplante possa ser realizado sem imunossupressão”.

   A diabetes tipo 2 resulta da produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, enquanto que aqueles com diabetes tipo 1 não produzem o hormônio. A insulina permite que a glicose seja armazenada no corpo e utilizada posteriormente como um biocombustível. A falta de insulina leva a um grande aumento da taxa de glicose no sangue, aumentando o risco de cegueira, ataques cardíacos, dano cerebral, acidente vascular e insuficiência renal.
Injeções regulares de insulina é o tratamento mais comum para os portadores do tipo 1, que muitas vezes atinge as crianças pequenas. Embora transplantes experimentais de células pancreáticas saudáveis de doadores humanos tenham mostrado ser eficaz, o tratamento é severamente limitado pela indisponibilidade de doadores.

Fonte: Jornal Ciência 
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