sexta-feira, 6 de julho de 2012


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Genes podem prever se estudante do ensino básico chega à universidade

Matéria retirada do site Pesquisa Piauí


   Pesquisadores da Florida State University, nos Estados Unidos, identificaram marcadores genéticos que podem predizer o sucesso acadêmico.
   O estudo, publicado na revista Developmental Psychology, afirma que três genes podem influenciar servir de base para se prever as condições que uma pessoa tem de terminar o ensino médio e ingressar na faculdade. 
  "Mostrar que genes específicos estão relacionados de alguma forma com a realização acadêmica é um grande passo na compreensão dos caminhos do desenvolvimento entre os jovens", afirma o principal autor do estudo Kevin Beaver.
  Para o trabalho, os pesquisadores avaliaram 1.674 jovens americanos que estavam matriculados no ensino fundamental ou médio em 1994 e 1995. O estudo continuou até 2008, quando a maioria dos entrevistados tinha entre 24 e 32 anos. Os participantes responderam a questionários e tiveram amostras de DNA analisadas. 
   Os três genes identificados no estudo, DAT1, DRD2 e DRD4, já haviam sido associados a comportamentos como atenção, motivação, violência, habilidades cognitivas e inteligência.

  "Pesquisas anteriores exploraram as bases genéticas da inteligência, mas praticamente nenhuma delas examinou os genes que contribuem potencialmente para a realização educacional", observa Beaver.
   Toda pessoa possui os genes DAT1, DRD2 e DRD4, mas, segundo os pesquisadores, o que é interessante são as diferenças moleculares dentro dos genes, conhecidas como alelos. Os indivíduos que possuíam certos alelos dentro destes genes alcançaram mais altos níveis de educação.
   Os genes identificados são conhecidos como transportadores e receptores de dopamina. Genes transportadores de dopamina auxiliam na produção de proteínas que regulam os níveis do neurotransmissor no cérebro, enquanto que os receptores estão envolvidos na neurotransmissão. Pesquisas anteriores mostraram que os níveis de dopamina desempenham um papel na regulação do comportamento impulsivo, atenção e inteligência.
  Segundo os pesquisadores, a presença dos alelos sozinha não garante níveis mais elevados de educação. Eles ressaltam que o desempenho acadêmico também é influenciado por outros fatores. Ter um QI mais baixo e viver na pobreza, por exemplo, foram associados com menores níveis de educação.
   "Nenhum gene pode dizer que uma pessoa vai se formar no ensino médio ou ingressar na faculdade. Esses efeitos genéticos operam indiretamente através de preditores conhecidos de quão bem uma criança pode se sair na vida acadêmica. Se conseguirmos identificar novos marcadores genéticos do sucesso escolar, poderemos começar a entender como a genética desempenha um papel na forma como vivemos e temos sucesso na vida", conclui Beaver.

Fonte: ISAUDE
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