domingo, 4 de setembro de 2011


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Células-Tronco e Bioética


Como inserir o novo sem detrimento ao que já está estabelecido? Quando um novo evento infringe os alicerces da humanidade temos medo de ir às ruínas. O duelo entre ciência e consciência humana vai do extremo dos que defendem a vida sendo meramente químico-fisiológica em oposição aos que piamente seguem seus dogmas imutáveis, passando pelo equilíbrio onde ciência e consciência não se opõem, mas se compõem.

É fato que tudo que é novo assusta, porém com o tempo este novo valor se torna comum para alguns, sendo incorporado ao hall de valores sociais, culturais e religiosos de algumas pessoas e grupos.

As questões éticas sobre o uso de células-tronco embrionária atinge todos os níveis sociais e áreas de influência da sociedade. Quando se dá o inicio da vida? Um blastócito humano clonado mantido em cultura tem o mesmo valor de um blastócito gerado naturalmente?
 
Quais são os valores de uma pessoa adulta saudável, uma criança sofrendo com uma doença terminal e um embrião de cinco dias? Clonagem embrionária para fins terapêuticos ou reprodutivos? Existe uma ambição científica ou um exagero sobre o conceito de dignidade humana?

A resolução da discussão sobre células-tronco depende de um diálogo sobre a implicação ética, moral e religiosa e sobre a implicação científica e as técnicas manipulativas de células-tronco, desta forma estaríamos próximo a um denominador comum. Se hoje não há um acordo entre ambos, no futuro novas técnicas poderão surgir que não degrede o embrião como também os paradigmas da sociedade podem ser mudados.
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2 comentários :

  1. Esse é um assunto bem complicado, por implica muitas coisas. Mas tmbm é um assunto que não deve de maneira nenhuma ser esquecido.

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