terça-feira, 20 de março de 2012


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21 de março!



O dia 21 de março é uma data importante: é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down. Me vi no dever de divulgar esta data aqui no blog, mas não para os leitores sintam pena dos portadores da Síndrome, e muito menos é um apelo emocional para que consigamos mais leitores. A intenção é mostrar que esta data existe, assim como a Síndrome, e que os portadores devem ser tratados como qualquer ser humano. É impossível não falar de preconceito quando falamos de assuntos "polêmicos" como este, mas o que quero hoje é deixá-lo de lado, e só lembrar que "ser diferente é totalmente normal".
(Clique aqui e leia: O grande valor está nas diferenças)
  
  O dia 21 de março foi escolhido pela associação "Down Syndrome International" para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down em referência ao erro genético que a provoca. O dia 21/03 se refere à quantidade de cromossomos que o portador possui no cromossomo 21, já que todos nós temos 23 pares de cromossomos. Entretanto, um indivíduo portador da síndrome possui três cromossomos no que deveria ser o par de número 21 (daí a data 21/03). No Brasil, houve muita repercussão na mídia desta data em 2007, pela da novela Páginas da Vida.
  A Síndrome de Down decorre de um acidente genético que ocorre em média em 1 a cada 800 nascimentos, aumentando a incidência com o aumento da idade materna. Atualmente, é considerada a alteração genética mais freqüente e a ocorrência da Síndrome de Down entre os recém nascidos vivos de mães de até 27 anos é de 1/1.200. Com mães de 30-35 anos é de 1/365 e depois dos 35 anos a freqüência aumenta mais rapidamente: entre 39-40 anos é de 1/100 e depois dos 40 anos torna-se ainda maior. Acomete todas as etnias e grupos sócio-econômicos igualmente. É uma condição genética conhecida há mais de um século, descrita por John Langdon Down e que constitui uma das causas mais freqüentes de deficiência mental (18%). No Brasil, de acordo com as estimativas do IBGE realizadas no censo 2000, existem 300 mil pessoas com Síndrome de Down. As pessoas com a síndrome apresentam, em conseqüência, retardo mental (de leve a moderado) e alguns problemas clínicos associados. 
  Atualmente, a Síndrome de Down é mais conhecida, o que permite mais qualidade de vida, melhores chances e desenvolvimento para os portadores. A inclusão dessas pessoas em lugares onde elas não tinham acesso na sociedade é de extrema importância para o bom desenvolvimento do portador, e também para o desenvolvimento de todos que convivem com ele, aprendendo a conviver com diferenças.
  Há ações para diminuir a exclusão social da pessoa com Down, como a transmissão das informações corretas sobre o que é a síndrome; o convívio social; a garantia de espaço para participar de programas voltados ao lazer, à recreação, ao turismo e à cultura; capacitação de profissionais de Recursos Humanos para avaliar adequadamente pessoas com Síndrome de Down, entre outras. 

  Mas ainda (como tudo o que é "diferente" neste mundo) tem muito chão pela frente.     Torço para que um dia consigamos viver em um lugar onde as diferenças sejam levadas como algo do cotidiano, e que as dificuldades possam ser vencidas em união.
  E lembre-se: Nunca subestime alguém por conta de um cromossomo a mais ou a menos, ela é normal, assim como você!

Fonte: Instituto Meta Social e Portal Síndrome de Down.
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