segunda-feira, 14 de março de 2016


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HeroRats: ratos que detectam tuberculose na África

Estive em um curso na semana passada no Instituto Adolfo Lutz de Campinas (IAL-Campinas), sobre Capacitação em Biossegurança. Uma das palestras foi sobre vivência em um laboratório de nível III, de tuberculose. Um dos pontos interessantes da palestra foi quando tratou-se de uma forma um tanto inusitada de diagnóstico da tuberculose.
Imagem adaptada: G1.com
Na cidade de Maputo, capital de Moçambique, no sudeste da África, uma espécie de roedores foi treinada para o diagnóstico primário da tuberculose. Isso acontece desde 2013, e os ratinhos (nem tão pequenos assim), carinhosamente apelidados de “HeroRats” (ou “ratos heróis), foram responsáveis por detectar cerca de 1.182 casos da doença.


Este é um projeto que teve início na Tanzânia, pela organização belga chamada Apopo. Esta organização se dedica ao desenvolvimento de métodos de diagnóstico usando ratos treinados, por ser um método mais rápido e barato. No caso dos HeroRats, há uma precisão de 80% e 20 vezes mais rapidez no diagnóstico.
Os HeroRats são treinados para associar o som de um clique com uma recompensa em forma de comida, e logo depois, sentem o cheiro característico do Mycobacterium tuberculosis, a bactéria causadora da doença, e se familiarizam então para detectar a bactéria em amostras de escarro humano.
Quando o ratinho detecta a bactéria, sinalizam aos profissionais mantendo o nariz por pelo menos 3 segundos no buraco com as amostras de escarro. Sempre que indicam uma amostra positiva, ganham banana ou amendoim como recompensa. E o interessante é que eles sabem exatamente em qual das amostras ele parou!
Esta postagem não visa tratar sobre os assuntos bioéticos envolvidos, e nem o fato da chance de o animal ser contaminado e se há possibilidade de transmissão. Mas vale uma discussão acerca disso.

Fontes:
G1.com
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