quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016


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Mononucleose infecciosa - A doença do beijo

O carnaval já passou, mas ainda vale falar de assuntos bastantes emergentes principalmente nessa época do ano. As doenças transmitidas pelo beijo estão entre estes assuntos (o mais novo caso em discussão é a transmissão do Zika Vírus), e uma destas doenças é a mononucleose infecciosa, também conhecida como “angina monocítica” ou a popular “doença do beijo”.
A mononucleose é uma doença infecciosa transmitida pela saliva na maior parte dos casos, e raramente por transfusão sanguínea ou contato sexual. Seu agente etiológico é o Epstein-Barr Vírus (EBV), um vírus da família Herpesviridae. Trata-se de um dos vírus mais comuns entre humanos, estabelecendo infecção persistente em mais de 90% da população mundial adulta. Entretanto, segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, no Brasil, há maior prevalência em crianças do que em adultos, mas a suscetibilidade é geral.
  
EBV. Fonte: www.epibeat.com
 Em algum momento de nossas vidas, seremos infectados pelo EBV, que é transmitido pela saliva, infectando primeiramente as células epiteliais da orofaringe, nasofaringe e glândulas salivares. Nessas células ocorre replicação, e os vírus então podem alcançar tecidos linfoides adjacentes e infectam linfócitos B.
Além da mononucleose infecciosa, o EBV está associado a outras desordens proliferativas de origem linfoide, tanto benignas, quanto malignas, tais como linfoma de Burkitt e doença de Hodgkin. Devido à esta forte associação com neoplasias, a identificação da mononucleose se faz bastante necessária.

Sintomas

Febre e comprometimento da orofaringe sob forma de faringo-amigdalite exudativa, com formação de placas brancas e exsudato, linfadenopatia (glândulas linfáticas inchadas, especialmente no pescoço). A fadiga está geralmente presente e pode permanecer durante vários meses.

Diagnóstico e achados laboratoriais


A mononucleose é inicialmente diagnosticada através da sintomatologia, mas o diagnóstico laboratorial é imprescindível para a conclusão. A maior característica laboratorial da mononucleose é a leucocitose com elevada linfocitose atípica. Para a confirmação da doença, pode ser realizada sorologia buscando detectar anticorpos heterófilos, bem como testes específicos de EBV relacionados com a resposta dos anticorpos aos vários antígenos durante o ciclo de vida do vírus. Confirma-se também pela demonstração do vírus, antígenos virais ou DNA viral através de hibridização com sondas de ácido nucléico e PCR.
Além disso, há aumento das enzimas hepáticas transaminases (TGO e TGP), pelas alterações provocadas no fígado e baço.

Para finalizar, um vídeo muito bacana do Canal Biomedicina Básica. Vale a pena conferir!



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