domingo, 8 de novembro de 2015


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Estudantes brasileiros ganham prêmios em competição na Universidade de Harvard


Team Protomatos (imagem facebook)
 Juntar várias áreas do conhecimento em um único propósito: isso é pensar fora da caixa. É algo que sempre queremos incentivar, e é exatamente isso que um grupo de estudantes dos cursos de ciências biomédicas, biotecnologia, ciências sociais, física estatística, química e arquitetura da Universidade de São Paulo (USP) fizeram. Essa união os levaram ao Biomod, uma competição de design biomolecular da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A equipe volta ao Brasil com 3 prêmios: Bronze Project Award, o terceiro lugar no Audience Favorite e o prêmio de melhor Design da Camiseta. O Biomod foi criado em 2011, e sempre reuniu alunos de graduação do Japão, Dinamarca, Austrália e China. Esse ano, a equipe da USP foi a primeira da América Latina a participar da competição que traz desde nano robôs à computadores moleculares.
Para alcançarem a competição, além de muita pesquisa e persistência, o Team Protomatos realizou um financiamento coletivo (assim como a postagem abaixo da neurocientista Suzana Herculano) e conseguiram arrecadar quase R$ 17 mil reais. No site do financiamento, os alunos enviariam aos doadores, colares, chaveiros e cadernos em troca ao incentivo financeiro.
O projeto da equipe da USP visava utilizar a tecnologia de DNA Origami.

Octaedro de DNA. Imagem Dr. Cassio Alves (Catarse)

  DNA Origami consiste na “dobradura” do DNA para criar formatos bi e tridimensionais na escala nano. Esta tecnologia foi a matéria de capa da Nature em 16 de março de 2006. Desde então, o DNA origami progrediu desde uma forma artística de design molecular para diversas aplicações práticas, como sistemas de drug-delivery (entrega localizada de fármacos ) ou circuitaria de dispositivos plasmônicos. A maioria dessas aplicações, contudo, permanece como conceito ou em fase de testes.”

A ideia é melhorar o design de nanocages (caixas nanoméricas) em formato de octaedro, criadas a partir de trechos de DNA e alocar dentro delas vias metabólicas para testar a viabilidade de uma produção biotecnológica mais acessível e de baixo impacto ambiental. Como cada via metabólica utiliza enzimas em quantidades e tamanhos diversos, o grupo adotou um software desenvolvido pelo pesquisador Cássio Alves durante seu doutorado no Instituto de Física da USP para calcular as estruturas ideais dessas “caixas” de DNA sintético.




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