sábado, 8 de março de 2014


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Parabéns mulheres!

Para alguns, “8 de março” é dia de presentear com flores, para outros o importante é demonstrar o quão as mulheres a sua volta são especiais. Outros ainda relembram a luta da mulher dentro da sociedade e o caminho cursado para chegarmos até aqui e conquistarmos o que temos hoje.
No ano passado, falamos aqui no blog sobre a atuação da mulher na biomedicina, e citamos a incrível cientista Marie Curie. Hoje, nós queremos homenagear a todas as mulheres, sobretudo às que estão envolvidas com as ciências da saúde falando um pouco de uma das grandes cientistas que contribuiu para a ciência e que aos 100 anos de idade tornou-se a primeira vencedora do Prêmio Nobel Medicina a alcançar um século de vida.


Esta grande mulher é Rita Levi-Montalcini, médica neurologista nascida em Turim, na Itália, em 22 de abril de 1909. Em agosto de 2001 foi nomeada senadora vitalícia pelo então Presidente da República italiana Carlo Ciampi, pelos seus “grandes méritos no campo científico e social”.  Rita foi a primeira mulher italiana galardoada com um Nobel científico e também a primeira a ser admitida na Academia Pontifícia de Ciências.
O Prêmio Nobel de Medicina veio em 1986, fruto de uma investigação científica em conjunto com o norte-americano Stanley Cohen. Os dois descobriram o primeiro fator de crescimento até então descrito, o NGF (never growth fator), responsável pela manutenção e sobrevivência dos neurônios.


“A minha inteligência? Um pouco acima de medíocre. Os meus únicos méritos foram empenho e otimismo” 
- Rita Levi-Montalcini

Rita Levi-Montalcini enfrentou a vontade de seu pai (engenheiro) para se tornar cientista. No cenário atual da ciência, ainda vemos uma menor quantidade de mulheres em relação aos homens, e naquela época, o preconceito era muito evidente e não era nada comum que uma mulher quisesse se tornar cientista.



Devido a sua origem judia, teve de deixar Itália e se mudar para a Bélgica por conta das leis. Voltou à Itália, mas não tinha condições para trabalhar, além de que poderia ser novamente deportada. Após a guerra, recebeu um convite para trabalhar nos EUA – onde fez a sua carreira científica. Só voltou a viver em Itália em 1977.
Autora de 21 livros, em 1992 criou uma fundação com o seu nome, que tinha o objetivo de financiar os estudos de mulheres africanas, na Etiópia, no Congo e na Somália.


 Rita morreu em 2012, aos 103 anos de idade, na Itália. 

Abaixo vocês podem conferir uma entrevista da cientista que chegou aos 100 anos com uma lucidez invejável. Vale muito a pena ver o vídeo. 


Mulheres: sintam-se todas homenageadas pelo Biomedicina em Ação. Vocês são peça importante para a profissão. Esperamos que continuem buscando cada vez mais destaque, como mulheres e profissionais. Parabéns pelo seu dia!

Fontes:
Ciência Portugal
G1
Nobelprize.org
Vito Di Bari.com

Sugestões de leitura: 
Fundação José Saramago
Nature
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