sábado, 10 de junho de 2017


. .
Ética na pesquisa científica: qual a importância?


Já tratamos aqui sobre um acontecimento envolvendo cientistas japoneses e uma descoberta que aparentemente daria novos rumos à medicina regenerativa (clique aqui para ler a matéria).  A história que no começo foi tratada como fraude, mas no fim não passou de inexperiência, cabe bem ao assunto desse post.
A ética na pesquisa científica é algo que por vezes se mantém longe de discussões, e só volta a ser mencionada quando algo polêmico aparece, como publicação de artigos com dados inverídicos, ou mesmo o que podemos chamar de corrupção, quando o grupo de pesquisa acaba por se tornar uma fábrica de artigos sem qualidade.
A Revista Fapesp do mês de maio trouxe nas suas páginas iniciais uma matéria muito interessante sobre isso. Em abril deste ano, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos criaram um relatório com 11 recomendações para que os problemas envolvendo a ética sejam diminuídos, e para que os indícios de má conduta sejam investigados.
É difícil acreditar que, também na ciência, há chantagens e propostas antiéticas ligadas à ação fraudulenta de empresas e instituições que se propões a ajudar pesquisadores a publicar artigos ou prestam consultoria sobre ética na pesquisa. Um caso que retratada essa situação é o de uma empresa chinesa de redação científica que propôs ao editor da revista Diabetic Medicine, Richard Holt, o que eles chamaram de “negócio colaborativo”. Nesse “negócio”, Richard receberia US$ 1 mil por artigo aceito para publicação. Eles argumentavam que era difícil para médicos chineses publicarem em revistas de prestígio, principalmente por barreiras linguísticas e, portanto, pediram para que o editor os ajudasse com isso. Entretanto, Holt respondeu que isso se tratava de um ato antiético e encaminhou o caso ao Cope (Committee on Publication Ethics), um fórum de editores com sede em Londres que trata de temas ligados à integridade científica.
E o paper inspirado em seriado de comédia? Pois é. A revista Urology & Nephrology Open Acess Journal publicou um artigo assinado pelo Dr. Martin van Nostrand, sobre um estudo de caso de uma doença chamada “uromycitisis”, doença que fazia com as pessoas fossem obrigas a urinar quando sentissem vontade, mesmo em locais públicos, caso contrário poderiam morrer. O problema é que esse tal Dr. Nostrand era um pseudônimo criado por um dos personagens de uma série de ficção que se passava por médico em alguns episódios, e a uromycitisis também era fruto da imaginação do comediante que escreveu a séria, Jerry Seinfeld, em que o personagem principal precisava inventar uma desculpa para o policial que o flagrou urinando em uma garagem.
Está mais do que clara a importância de se utilizar a ética na divulgação científica. É a partir de um artigo que outros são gerados, que descobertas são feitas e que vidas podem ser mudadas.

Para ter acesso às recomendações das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, acesse: www.nap.edu/21896


Fonte: A importância de dar um passo adiante. Maio 2017. Revista Fapesp, n.255, p.8-10.
0 comentaram

quarta-feira, 31 de maio de 2017


. .
Nanotecnologia aplicada ao combate da resistência bacteriana

Imagem: Mateus Borba Cardoso
Atualmente nos deparamos cada vez mais com perfis de resistência bacteriana a antibióticos, e a corrida por soluções está cada vez mais acelerada. Cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)  encontraram uma nova estratégia para combater as bactérias multirresistentes.
O trabalho publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, trata sobre a síntese de um nanofármaco, usando um método de revestimento nanopartículas de prata e sílica porosa (potencialmente tóxicas para os microrganismos e também para as células humanas) com uma camada de antibiótico, no caso a ampicilina, em um arranjo específico, que tem uma explicação lógica. A ideia é que, por afinidade química, o nanorfámaco age apenas sobre os microrganismos patogênicos, sendo inerte ao organismo humano.
Segundo Mateus Borba Cardoso, um dos pesquisadores do CNPEM, o antibiótico é usado como uma espécie de isca, para levar a nanopartícula até a bactéria com uma grande quantidade do fármaco. “A ação combinada da droga com os íons de prata foi capaz de matar até mesmo microrganismos resistentes”. O pesquisador explica ainda que atualmente há medicamentos comerciais com nanopartículas, que servem para recobrir o princípio ativo e aumentar o tempo de vida deste dentro do organismo, mas a estratégia usada para este método publicado recentemente, eles “decoraram” a superfície da nanopartícula com grupos químicos que a direcionam até o local onde ela deve agir, sendo assim, mais seletivo.
E como a nanopartícula é direcionada até o patógeno? Tudo ocorre pela lógica do arranjo da ampicilina. “Por meio de modelagem molecular, conseguimos determinar qual parte da molécula de ampicilina interage melhor com a membrana bacteriana. Deixamos então todas as moléculas do fármaco com essa parte-chave voltada para o lado externo da nanopartícula, aumentando as possibilidades de interação com o patógeno”, explicou Cardoso.

E quanto à eficácia?

Inicialmente foi feito um estudo quanto ao efeito do nanoantibiótico em comparação ao da ampicilina convencional, em duas linhagens diferentes de Escherichia coli. Na primeira situação, os cientistas utilizaram uma linhagem suscetível à ampicilina, e praticamente 100% dos microrganismos morreram tanto com a ampicilina convencional quanto com o nanoantibiótico, versão combinada com a prata e a sílica. Na segunda situação, a linhagem da E.coli era resistente à ampicilina convencional, e somente o nanofármaco apresentou eficácia.  
Depois, era preciso testar o efeito citotóxico do nanoantibiótico nas células de mamíferos. Foi usado então, uma linhagem de células renais humanas. O resultado foi que o revestimento da nanopartícula com o antibiótico se mostrou segura.
Uma das partes mais interessantes do trabalho são as imagens de microscopia confocal, onde mostram que além de não ser tóxico, o nanoabtibiótico não interfere no ciclo celular:
 
Imagem do artigo, mostrando o teste de citotoxidade da nanopartícula revestida e sem o revestimento. Fonte: Oliveira, JFA. et al. Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles. 2017.

Este estudo pode ser o passo inicial para a síntese de outros nanofármacos, variando o antibiótico de revestimento e combatendo também outras espécies de bactérias.

Tem pontos negativos?

Sim, como todo estudo inicial. O problema desse método é justamente a nanopartícula. Cardoso explica que, como a prata e a sílica são materiais inorgânicos, a nanopartícula não é metabolizada pelo organismo, o que ocasiona em acúmulo.
Não se sabe ao certo onde as nanopartículas se acumulariam. Para isso, serão necessários testes em animais. Entretanto, uma alternativa é utilizar ao invés da prata, um outro antibiótico de espectro diferente ou uma nanopartícula pequena o suficiente para ser excretada pela urina.
De qualquer forma, o nanofármaco apresentado neste estudo já é um avanço imensurável, e poderá ser utilizado em casos graves em que não há outra alternativa para o tratamento de infecções hospitalares, evitando a morte de muitos pacientes.
O trabalho foi também uma colaboração de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto de Química (IQ), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e do Departamento de Bioquímica-Programa de Pós-graduação em Biologia Funcional e Molecular, Instituto de Biologia (IB), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).


O artigo Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles (doi:10.1038/s41598-017-01209-1), de Jessica Fernanda Affonso de Oliveira, Ângela Saito, Ariadne Tuckmantel Bido, Jörg Kobarg, Hubert Karl Stassen e Mateus Borba Cardoso pode ser lido na íntegra em: www.nature.com/articles/s41598-017-01209-1. 



Fonte: Revista FAPESP
0 comentaram

sábado, 27 de maio de 2017


. .
Site reúne bolsas de mais de 800 universidades brasileiras - Parceria Quero Bolsa

Educação sempre foi um assunto sério, e frente ao cenário brasileiro atual, ter acesso principalmente ao ensino superior, infelizmente, não é para qualquer um. Com cortes nos programas do governo como Fies e Prouni, tanto estudante quanto universidades privadas acabam perdendo. Eis que há outra alternativa para que os estudos caibam no orçamento! Uma ideia genial que surgiu para promover maior acessibilidade do estudante ao ensino superior, e aumentar o volume de crédito das universidades, já que com a queda nos financiamentos, o número de matrículas também caiu.
Que tal um site que reúne e compara valores de cursos de mais de 800 faculdades do Brasil, e ainda por cima oferece bolsas de até 75% de desconto? Parece interessante, não? Hoje apresentamos a vocês, o novo parceiro do Biomedicina em Ação, o Quero Bolsa. Trata-se de um site administrado pela empresa Quero Educação, que surgiu em 2010, e entre os seus investidores, estão alguns dos maiores nomes da internet brasileira, como Romero Rodrigues, fundador do site Buscapé, e Julio Vasconcellos, fundados do Peixe Urbano.


No Quero Bolsa, tanto o aluno quanto a universidade parceira são beneficiados. Para os estudantes, são concedidas bolsas de até 75% até o final do curso! E não se trata de financiamento, portanto, não gera dívida futura. Para as universidades, a matrícula online facilita o processo, o site otimiza a captação de estudantes e proporciona maior rentabilidade, ocupando vagas ociosas.
Até hoje, mais de 100 mil estudantes se matricularam pela plataforma, ocupando vagas nos mais de 10.000 cursos presenciais ou à distância, oferecidos no site.
O Biomedicina em Ação, como um portal de divulgação do conhecimento e do incentivo à ciência e educação, se juntou ao Quero Bolsa para levar o acesso ao ensino a mais pessoas.
Quer conhecer mais sobre a plataforma? É só clicar no banner abaixo e buscar pela universidade mais próxima de você! 


   Espero que gostem dessa parceria! Talvez essa seja a sua chance de se tornar um biomédico!


Fontes: 

0 comentaram

terça-feira, 18 de abril de 2017


. .
Segura aqui meu microscópio!


Não deixo barato não! 
0 comentaram

terça-feira, 14 de março de 2017


. .
A especialização do futuro: Biotecnologia

É claro que você já ouviu falar de transgênicos, de materiais biodegradáveis, biocombustível, vacinas, e outros produtos ou processos que utilizam a tecnologia e agentes biológicos, certo? Isso é só uma parte de uma das áreas mais promissoras da atualidade, a biotecnologia.



 Segundo a ONU, a biotecnologia é qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos ou modificados, para fabricar ou modificar produtor ou processos com finalidade específica. Trata-se de uma área interdisciplinar que está fortemente ligada à pesquisa científica e tecnológica, e nos últimos tempos deu
A Biotecnologia moderna engloba áreas de aplicações biológicas em saúde e biomedicina, na agricultura e na produção de insumos industriais. Dentre as disciplinas que constituem as bases da Biotecnologia destacam-se aquelas das áreas biológicas (principalmente microbiologia e biologia molecular), das áreas químicas (química orgânica, química analítica e bioquímica) e das áreas de engenharia (principalmente engenharia bioquímica ou de bioprocessos).
A biotecnologia tem aplicações até onde menos se imagina! Na indústria farmacêutica, por exemplo, é aplicada no desenvolvimento de novas drogas, farmacoterapias, produção e melhoramento de antibióticos, produção de proteínas recombinantes para fins terapêuticos, vacinas, estabelecimento de terapias gênicas e outras estratégias para o tratamento de doenças animais e vegetais. Para quem trabalha com análises clínicas, os testes de diagnóstico clínicos têm biotecnologia envolvida. Na agricultura, está presente no desenvolvimento de novas variedades de cultivos e organismos transgênicos, como foi citado no início do texto. Além disso, vemos suas aplicações na indústria alimentícia, com a produção e controle de qualidade de produtos alimentícios e bebidas.
Até mesmo o tratamento de esgoto e efluentes industriais, a produção de biocombustível, bioremediação, desenvolvimento de biorreatores, softwares e consumíveis da área, e o desenvolvimento de biomateriais reparativos e bioindutores, produção de órgãos e tecidos biológicos ex-vivo que ajudam na constante evolução da medicina.
Um dado interessante: estima-se que em 2030, a área de Biotecnologia contribua para 80% dos novos medicamentos, 35% da produção química e 50% da produção do setor primário. E no Brasil, é uma das principais linhas de ação de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em áreas consideradas estratégicas pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

ONDE ESTUDAR?

Atualmente, já existem cursos de graduação na área, e cursos de pós-graduação lato sensu (especialização). A Faculdade de Jaguariúna (FAJ) oferece o curso de pós-graduação, buscando formar alunos capacitados para o mercado de trabalho. O curso é reconhecido pelo MEC através do credenciamento FAJ-MEC: Portaria MEC n° 586 de 03/05/2000 publicada no DOU de 05/05/2000, e tem duração de 27 meses. As aulas terão periodicidade quinzenal, e serão ministradas na Faculdade de Jaguariúna – Campus II.

Carga horária: 472 horas.
Período: início previsto para final de março, de acordo com o fechamento de turma.
Investimento: valor da matrícula com 10% desconto para leitores do Biomedicina em Ação. Valores de mensalidades – 27 parcelas de R$520,00.



Ficou interessado? Então corra e faça a sua pré-inscrição para obter o desconto! Garanta seu espaço em uma das áreas mais promissoras da atualidade! 


https://docs.google.com/forms/d/1AlrIK7J9gLgL7cGIRCTf5wxwqmT4YKeL51UM0iF-CZk/viewform?edit_requested=true


Fontes: Unifesp
0 comentaram

segunda-feira, 6 de março de 2017


. .
A arte no mundo microcópico

No final de 2016, o Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP) lançou a terceira edição do Concurso de Imagens em Ciências da Vida, envolvendo ciência e pesquisa nos campos da astronomia e microscopia, propondo o despertar do interesse pela arte.
As imagens foram incríveis! Dá só uma olhada nas imagens vencedoras nas categorias fluorescência, campo claro e microscopia eletrônica!

Célula de meduloblastoma humano. Foto de Beatriz de Araújo Cortez, primeira colocada na classificação geral e na categoria fluorescência. Fonte: Fapesp. 
 
Intrincada rede de neurônios e astrócitos humanos (azul e amarelo, respectivamente), dois tipos de células que compõem o cérebro. Em vermelho aparecem os núcleos celulares, onde está o DNA. Imagem de Alexandre Teixeira Vessoni, segundo colocado na categoria fluorescência. Fonte: Fapesp.


Tendão da pata de rato após duas semanas de lesão, com algumas hemácias entre as fi­bras colágenas. Foto de Diego Pulzatto Cury, terceiro colocado na classificação geral e primeiro na categoria microscopia eletrônica. Fonte: Fapesp. 

Microscopia eletrônica de varredura de células sanguíneas no interior de um vaso de tendão de rato. Imagem de Diego Pulzatto Cury, terceiro colocado na classificação geral e segundo na categoria microscopia eletrônica. Fonte: Fapesp. 

Para conferir mais imagens que venceram o concurso, é só clicar aqui!  


Fonte: Fapesp. 
0 comentaram

domingo, 8 de janeiro de 2017


. .
O que são alimentos seguros? - Por Mayara Montani


Não existe um consenso, o risco deve ser minimizado durante toda a cadeia produtiva, garantindo a qualidade do produto final, reduzindo a ocorrência de doenças transmitidas pelos alimentos.
Um alimento pode ser considerado seguro quando produzido, manipulado, armazenado, embalado e transportado seguindo as boas práticas de fabricação, garantindo o controle de perigos e padrões de qualidade levando em consideração os fatores intrínsecos (características inerentes ao alimento) e extrínsecos (características do ambiente) do alimento. 
Um alimento é considerado seguro quando não causará dano ao consumidor, por estar isento de perigos biológicos, químicos ou físicos.

Os perigos biológicos são microrganismos considerados patógenos potenciais. Por isso, é importante salientar que um alimento seguro, isento de perigos biológicos não é sinônimo de alimento estéril ou isento de microrganismos. Um produto alimentício pode conter certo número de microrganismos e esporos viáveis, porém estes não têm condições de se desenvolver nas condições de estocagem do produto, termo conhecido como "esterilidade comercial".
As boas práticas na produção são importantes para garantir a segurança e qualidade do alimento e das etapas posteriores. O ambiente deve estar livre de perigos (contaminantes e pragas) e procedimentos devem ser estabelecidos, validados e seguidos, garantindo a produção, manipulação, armazenamento e transporte em condições satisfatórias de higiene.
 Alguns pré-requisitos devem ser levados em consideração com a finalidade de controlar os perigos de segurança alimentar e fornecer produtos seguros:
- Instalações (layout).
- Gerenciamento de resíduos.
- Saúde e higiene pessoal .
- Controle de pragas.
- Boas práticas na recepção, fabricação, armazenamento e transporte.
- Controle da qualidade da água e ar.
- Qualificação de fornecedores.
- Limpeza e sanitização de instalações, equipamentos e utensílios.
- Manutenções preventivas e corretivas.

Segundo a Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, a alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, sendo responsabilidade do poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.
Art. 3º:  A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.

Art. 4º -IV: A segurança alimentar e nutricional abrange: A  garantia da qualidade biológica, sanitária, nutricional e tecnológica dos alimentos, bem como seu aproveitamento, estimulando práticas alimentares e estilos de vida saudáveis que respeitem a diversidade étnica e racial e cultural da população.
0 comentaram

sábado, 17 de dezembro de 2016


. .
Saiba o valor da anuidade do CRBM de 2017


De acordo com a Resolução CFBM nº269/2016, haverá reajustes na anuidade de 2017, e vocês já podem começar a se preparar, já que entra em vigor a partir de 01 de janeiro de 2017. Confira os valores integrais:

  • Biomédico – R$ 490,00
  • Tecnólogo – R$ 245,00
  • Técnico – R$ 147,00


Lembrando que esse valor pode ser parcelado em até 5 vezes, e pagando até 31/01/2017 em parcela única, há desconto de 10%; ou até 27/02/2017, 5%, mas é sempre bom já ficar preparado para o início do ano.
Outra informação importante é que quem acabou de colar grau, terá 50% de desconto do valor da primeira anuidade.
Para maiores informações sobre a anuidade, registro e outros documentos, acesse o site do Conselho da sua região.  
0 comentaram

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016


. .
Aprenda imunologia jogando!

Imagem do jogo. Fonte: CRID.


Como sempre, achamos muito válido aprender com um toque de diversão. Se você ainda não viu, sempre postamos jogos, filmes e livros que além de entretenimento, nos trazem muito aprendizado sobre a área.
Hoje viemos falar do Immuno Rush, um jogo criado pelo CRID (Center for Reseach in Inflammatory Disease) em parceria com a Manifesto Games. O jogo traz os elementos dos clássicos da defesa imunológica afim de combater microrganismos invasores que percorrem um caminho pelo corpo humano. Conforme o jogador vai passando as fases, os invasores vão ficando mais fortes e diferentes células de defesa vão surgindo, exigindo, assim, que o jogador elabore estratégias cada vez mais complexas para vencer.
O jogo também tem uma seção chamada “enciclopédia”, na qual o jogador pode ler e se informar um pouco mais sobre os invasores e sobre as células de defesa do corpo humano. O intuito é provocar, de modo lúdico, a curiosidade e a vontade de aprender do jogador. Ao ter contato com a área de imunologia no jogo, espera-se despertar o interesse do jogador e que este se sinta compelido a buscar mais informação.

Para jogar é fácil: basta acessar o site por este link ou pode ser baixado para celular na Apple Store ou Google Play.

Fonte: CRID
0 comentaram

terça-feira, 6 de dezembro de 2016


. .
Interpretação do crescimento de microrganismos na cultura primária


A análise inicial das culturas em um laboratório de microbiologia é extremamente importante. A observação quanto ao tipo de material semeado, ao meio de cultura, às informações dos pacientes, e características das colônias deve ser cuidadosa. Muitos espécimes clínicos possuem microrganismos como microbiota habitual, mas “nunca sem boas razões admita um microrganismo como contaminante porque ele não é um patógeno aceito. Nunca sem voas razões aceite um microrganismo como a causa de uma doença infecciosa meramente porque é um patógeno aceito”. 
Por isso, vamos tratar do início de uma análise microbiológica, passo muito importante para um bom resultado final. Esta postagem será baseada no livro “Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica”, Oplusti, C.P. et al., um excelente livro escrito que conta com uma biomédica como uma de suas autoras. 

0 comentaram
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...