terça-feira, 3 de setembro de 2013


. .
Microbiologia e Imunologia na UFRJ

A Semana de Microbiologia e Imunologia acontecerá de 7 a 11 de outubro, com as inscrições que vão até o dia 13 de setembro. Trata-se de um evento idealizado e realizado por alunos do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Surgiu com o objetivo de integrar os estudantes de graduação das áreas biomédicas de todo o país, e de divulgar o Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas: Microbiologia e Imunologia, proporcionando aos seus participantes um intercâmbio cultural e, principalmente, científico, assim como o contato com pesquisadores de diversas instituições do país.
Concomitante à XIX Semana de Microbiologia e Imunologia, será comemorado o Centenário do Professor Paulo de Góes, idealizador e fundador do Instituto de Microbiologia, cujo nome foi adicionado ao nome da instituição como uma homenagem a todo o seu trabalho e empenho dentro da Microbiologia.

Para mais informações, acesse: http://semanamicroeimuno.com.br/#

O texto acima foi adaptado para esta publicação. Trata-se do texto indicado no site do evento.
0 comentaram

sábado, 17 de agosto de 2013


. .
Biomédicos em Ação - FSM/Cajazeiras-PB

Fotos enviadas por José Lacerda







Esse é o pessoal da Faculdade Santa Maria - FSM, 4º período - Cajazeiras-PB. Na primeira foto: Niedja Ially, José Lacerda e Jullimara.


Quer participar do blog? Envie também a sua foto! Saiba mais clicando aqui
0 comentaram

. .
Pesquisadores da USP desenvolvem coração artificial implantável

Protótipo do coração artificial. Foto: Poli/USP - Agência Fapesp
Matéria publicada na Agência FAPESP, por Karina Toledo

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia desenvolveram o primeiro protótipo brasileiro de coração artificial totalmente implantável. O dispositivo é indicado para pacientes com insuficiência cardíaca, problema que afeta cerca de 6,5 milhões de pessoas no país e mata em torno de 25 mil todos os anos – segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
O objetivo do equipamento, que ainda não foi testado em humanos, não é substituir o coração e sim auxiliá-lo no bombeamento de sangue enquanto o paciente aguarda um órgão para transplante. Os primeiros experimentos realizados com bezerros apresentaram bons resultados.
“Em países desenvolvidos já existem modelos de coração artificial totalmente implantáveis, mas o custo de importação é elevado – mais de R$ 200 mil – e poucos têm acesso. Nossa ideia é desenvolver uma versão nacional que custe em torno de R$10 mil”, contou José Roberto Cardoso, diretor da Escola Politécnica (Poli) da USP e coordenador da pesquisa financiada pela FAPESP.
Segundo Cardoso, há outros modelos de coração artificial desenvolvidos no Brasil, no Instituto do Coração (Incor) da USP e até mesmo no próprio Dante Pazzanese. Mas são todos equipamentos extracorpóreos. Nesses casos, tubos saem do corpo do paciente e ficam ligados a uma maleta, onde está a bomba e a bateria.
“O paciente precisa carregar essa maleta para todo lado e o equipamento fica em contato com o ambiente. Além do incômodo, o grande problema é o risco de infecção”, disse Cardoso.
O novo protótipo implantável começou a ser desenvolvido em 2006. A bomba foi feita no Departamento de Engenharia Mecatrônica da Poli e os motores elétricos e circuitos que controlam seu funcionamento foram criados no Laboratório de Eletromagnetismo Aplicado, coordenado por Cardoso. A parte médica e os ensaios com animais ficaram sob a responsabilidade da equipe do Dante Pazzanese, instituto vinculado à Secretaria de Estado da Saúde.
“A maioria dos modelos existentes no exterior usa bombas do tipo axial, em que o sangue entra por um lado de um tubo e sai pelo outro. Nós optamos por uma bomba do tipo radial, em que o sangue entra pelo centro do cilindro e sai pela lateral”, contou Cardoso.
A vantagem, segundo o pesquisador, é que a bomba radial funciona com uma rotação menor. Além de diminuir o ruído – algo importante a se considerar em um dispositivo que fica dentro do corpo –, a agressão ao sangue durante o bombeamento também é menor.
Dois tipos de problemas são mais preocupantes quando o sangue é pressionado de forma exagerada: a liberação excessiva de hemoglobina pelos glóbulos vermelhos – o que poderia intoxicar os rins e o fígado – e a ativação das plaquetas, elevando o risco de trombose.
Por esse motivo, um dos grandes desafios dos pesquisadores é prever o comportamento do sangue em função da pressão da bomba, explicou Cardoso.
“O sangue é um fluido muito difícil de modelar, pois é composto de partes líquidas e sólidas e, quando você pressiona, ele diminui de volume. É diferente da água, que sempre mantém o volume constante. Fazemos simulações por meio de ferramentas computacionais e experiências em bancada para verificar se a distribuição está ocorrendo na velocidade prevista e se não há pontos de estrangulamento”, explicou Cardoso.




0 comentaram

quinta-feira, 15 de agosto de 2013


. .


A 3ª edição da revista Biomedicina News foi lançada pelo blog Biomedicina Padrão. Nela, há temas de bastante relevância para a nossa área e que valem muito a pena serem lidos. Dentre eles, há uma matéria minha (Thassia Teodoro), sobre os avanços nas pesquisas da Fibrose Cística (FC). Aproveito e agradeço aqui ao Laboratório de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Unicamp, o qual realizo o meu estágio, pelo contato com alguns dos pesquisadores que estão no grupo de pesquisa sobre a FC, o que me despertou interesse em escrever sobre o assunto.

No mais, a revista está realmente INCRÍVEL! Parabenizo ao Brunno Câmara pelo lançamento de mais uma edição, que a cada vez surpreende mais. Se eu fosse vocês, não perderia essa leitura rsrs

Link da revista
0 comentaram

terça-feira, 6 de agosto de 2013


. .
Biomédicos em Ação - Piauí

Fotos enviadas por Rodrigo Mendes de Carvalho 



  “São imagens da preparação dos reagentes para o teste de Aberrações Cromossômicas de células sanguíneas para avaliar a frequência de danos ao material genético de trabalhadores rurais envolvidos no manejo de agrotóxicos como parte de perfil populacional do Estado do Piauí numa tese de farmacologia clinica. Participação com colaborador acadêmico de biomedicina nos trabalhos científicos no Laboratório Central do Piauí - LACEN/ Setor de Toxicologia - LACEN/LABTOXGEN, e atualmente encontra-se temporariamente fora de atividade.”
Rodrigo Mendes de Carvalho CRBM 3765 

Quer participar do blog? Envie também a sua foto! Saiba mais clicando aqui
0 comentaram

. .
Especialistas buscam formas menos agressivas e mais "humanas" para a eutanásia de animais

Foto reprodução/Publicação:Nature. Agosto,2013.
Muito se fala sobre a utilização de animais em pesquisa. A polêmica gira em torno do fato de que os animais, geralmente roedores, são mortos ao final. Esta tarefa é, sem dúvida nenhuma, bastante desagradável ao pesquisador. Diante disso, especialistas de todo o mundo se reunirão esta semana no Reino Unido, para discutir uma forma menos agressiva e livre de sofrimento para a eutanásia dos animais de laboratório. Segundo Penny Hawkins, vice-chefe do departamento de animais de pesquisa da Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, uma instituição de caridade com sede em Southwater, Reino Unido, há suposições de como tornar as técnicas utilizadas mais “humanas”, e que elas devem ser empregadas, já que o animal pode parecer não estar sofrendo, quando na verdade está consciente e sentindo todo o procedimento de eutanásia.
Atualmente, as técnicas utilizadas na eutanásia dos animais incluem a inalação - como as câmaras de dióxido de carbono ou gases anestésicos - e injeção de barbitúricos. Os métodos físicos incluem luxação cervical (quebra do pescoço), ou a decapitação com guilhotina. Dentre estes citados, discute-se principalmente a utilização do CO2, pois cada vez mais estudos sugerem que o gás deixa os roedores bastante estressados antes da morte. A proposta desta reunião é encontrar uma forma com que os animais sintam o mínimo de desconforto possível e, portanto, a utilização do CO2 na eutanásia deverá ser um ponto a se questionar na reunião.
Os métodos físicos também serão pontos de discussão, por não serem viáveis para um grande número de roedores. Além disso, sugere-se cada vez mais a utilização de novos modelos animais, como o peixe, já que há um melhor bem-estar para este animal.

(Texto original)

1 comentaram

domingo, 4 de agosto de 2013


. .
Doação de Medula Óssea

Encontrei esse vídeo através do Canal do youtuber Cauê Moura, que fala sobre a leucemia, e o processo de doação de medula óssea. O vídeo é no mesmo formato de vlog, mas vale a pena conferir e espalhar a ideia para todo mundo. No final do vídeo vocês entenderão o motivo.



Mais informações: 
Hemocentros pelo Brasil
REDOME
0 comentaram

sábado, 27 de julho de 2013


. .
Biomédicos em Ação - Estácio de Sá,São Luis/MA

Foto enviada por uma grande amiga, Inayara Soeiro.


Estes são os futuros biomédicos da Faculdade Estácio de Sá, unidade de São Luis, no Maranhão... Dando adeus ao 7º semestre, e rumo ao último! Parabéns a eles!

Quer participar do blog? Faça como o pessoal do Maranhão, envie também a sua foto! Saiba mais clicando aqui
0 comentaram

. .
A Queda dos Antimicrobianos



Paródia (muito boa) sobre a ineficácia dos antibióticos. Vale a pena conferir!

0 comentaram

domingo, 21 de julho de 2013


. .
Você sabe o que é a veisalgia?

Considerando que todos os biomédicos não são muito adeptos da bebedeira(ironia aqui), digamos que “algum amigo” seu já deve ter entrado na bebida, e veio achando que você era obrigado a curar a ressaca dele, porque afinal, você é um biomédico (ironia de novo)! Essa é a hora de mostrar que você sabe tudo sobre o metabolismo do etanol. Vale a pena conferir!


Veisalgia. Já ouviu falar? Este é o nome correto (e mais bonito) para “ressaca”. A palavra advém da palavra norueguesa “kveis”, que significa “mal-estar depois da orgia” (risos), e da palavra grega “algia”, que significa “dor”. É um nome apropriado, convenhamos, diante dos efeitos fisiológicos que a ingestão de álcool provoca. As características da veisalgia são cefaleia, náusea, sensibilidade à luz e ruídos, letargia, disforia e sede, e ocorrem quando os efeitos da bebida começam a desaparecer.
Mas vamos aos fatos. Quando o seu “amigo” bebe, o álcool entra na corrente sanguínea, através da absorção intestinal e gástrica, fazendo com que haja o bloqueio da produção do hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina, pela hipófise. O ADH é um hormônio inibidor da diurese, e é necessário em casos onde o organismo precisa reter líquido, mas nesta situação, se o ADH é bloqueado, há o favorecimento da diurese. Além disso, como está havendo ingestão de líquido, consequentemente há uma hipervolemia, e esse excesso de líquido será filtrado pelos rins e eliminado através da urina. É esse o motivo de frequentes micções após alguns copos de cerveja, e pela perda de líquido, ocorre a sede no dia seguinte, um dos efeitos da ressaca.
Todo este mecanismo é regulado por receptores osmóticos do hipotálamo. “Quando há um aumento na concentração do plasma - o que significa que este contém pouca água - os osmorreguladores estimulam a produção de ADH [...]”. Em contrapartida, se há baixa concentração do plasma, significa que há muita água, e o ADH é inibido.
Entretanto, não é só o álcool o vilão, mas também o primeiro produto dele. Trata-se do acetaldeído, produzido no fígado pela degradação do álcool por uma enzima chamada de Álcool desidrogenase. Após este processo, a reação continua com a enzima Aldeído desidrogenase, e será formado o acetato, que não é um composto tóxico. A reação prossegue formando Acetil-CoA, que pode entrar no Ciclo de Krebs, produzindo energia, ou produzir ácidos graxos. 


Dentro desta reação, há também a glutationa, uma substância essencial na transformação do acetaldeído em acetato. Temos então que, se a ingestão de bebida alcóolica é baixa, o álcool é convertido em acetato, e tudo está certo. Mas, se o consumo for alto, o estoque de glutationa se esgota e, portanto, há um acúmulo de acetaldeído, até que o fígado produza mais glutationa para ajudar a Aldeído desidrogenase a degradá-lo. Outras enzimas também estão envolvidas no metabolismo do álcool, e são elas: a CYP2E1 - principal componente do sistema microssomal hepático de oxidação do etanol (MEOS); e a catalase, - localizada nos peroxissomas dos hepatócitos, responsável por apenas cerca de 10% da oxidação.
Outro ponto em questão é a inibição da glutamina pelo álcool. A glutamina é um aminoácido precursor do glutamato e do GABA, neurotransmissores respectivamente excitatório e inibitório. Enquanto a pessoa bebe, a glutamina é inibida, e ao parar com a ingestão, o organismo volta a produzir a substância de forma desenfreada para tentar compensar o que não foi produzido. Se há aumento da produção de glutamina, consequentemente, os níveis dos dois neurotransmissores também se elevarão, o que provoca a sensação de “noite mal dormida”, pois a pessoa não consegue atingir os níveis saudáveis de sono.
E qual a relação entre a glicemia e o consumo de álcool? Quando não ingerimos carboidratos, o nosso organismo produz glicose através da quebra de lipídeos (gliconeogênese). Se a ingestão de álcool não for acompanhada pelo consumo de carboidratos que forneceriam energia ao corpo, o organismo deveria começar a produzir a glicose, mas isto não acontece. A explicação para isso é que, devido à toxidade do álcool, o organismo está “preocupado” em degradá-lo mais rapidamente que produzir energia. Ocorre então, a hipoglicemia, que pode levar à produção de corpos cetônicos, o que é mais grave que uma “simples” ressaca, pode levar ao coma. Mas... é esta hipoglicemia que causa os sintomas de cansaço e fraqueza. A dor de cabeça é causada pela diminuição da coagulação do sangue e desaceleração do fluxo sanguíneo no cérebro. Por causa disso, os vasos sanguíneos se dilatam, causando a dor de cabeça.
A irritação das células estomacais (gastrite alcóolica) por causa da secreção elevada de ácido clorídrico para a digestão do etanol é que provoca o vômito. Obviamente, a sensação não é nada boa, porém é positiva, pois livra o estômago do álcool, reduzindo as toxinas do organismo. Pode haver também diarreia e perda de apetite devido a este fator.
A fotossensibilidade, também um dos sintomas da ressaca (ou veisalgia), é devida à debilidade do sistema nervoso causada pela intoxicação do álcool. Há a excitação da retina, e ela se irrita com facilidade.
Vale ressaltar que a rapidez da absorção do álcool pelas mucosas intestinal e gástrica, pode alterar pela temperatura, presença de CO2 e de alimentos, portanto, se alimentar antes de beber é importante, além do fato de ter energia proveniente do alimento para ser gasta pelo organismo.

BÔNUS:

A parte séria da história: o alcoolismo

Além do coma alcóolico, citado no texto acima, há muitos outros fatos que devem ser levados a sério e repensados. Um deles é o alcoolismo. O álcool é uma droga responsável por um alto índice de alcoolismo, uma doença que certamente tem característica genética (estudos ainda estão sendo realizados para confirmar esta afirmação). Nos alcóolatras, o nível da enzima álcool desidrogenase aumentam muito rápido, diminuindo os efeitos intoxicantes do álcool. Consequentemente, os alcóolatras conseguem aturar um maior nível de etanol no sangue, que seria fatal a outras pessoas. A segunda parte da reação (formação do aldeído) é, assim como para todo mundo, o maior responsável pelos sintomas de mal-estar.
O alcoolismo traz consigo uma péssima alimentação, o que piora ainda mais a situação, visto que como afirma Campbell e Farrell (2008), o álcool é uma fonte vazia de calorias.

Fontes:
CAMPBELL, M. K.; FARRELL, S. O; Bioquímica. Thomson: 2008, v.3, 5.ed.
1 comentaram
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...