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domingo, 9 de agosto de 2015


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Coagulação Sanguínea - Hematologia #dia7

A coagulação sanguínea é um processo importante para a manutenção da integridade vascular, e em condições normais, ocorre sempre que há ruptura e sangramento. Há então a formação de coágulo (ou tampão plaquetário em rupturas pequenas) a fim de cessar o sangramento.
O sistema hemostático contém os componentes envolvidos no mecanismo de coagulação, e são responsáveis por regular a perda de sangue e ao mesmo tempo, a formação de trombos intravasculares, que podem ocorrer a partir da formação excessiva de fibrina. Tais componentes são as plaquetas, os vasos, as proteínas da coagulação do sangue (fatores de coagulação), os anticoagulantes naturais e o sistema de fibrinólise.
A cascata de coagulação foi proposta em 1964, por Macfarlane e Davie & Ratnoff, e é conhecida como “cascata”, pois ocorre de forma sequencial, resultando na formação de trombina que converte o fibrinogênio em fibrina. Inicialmente, houve uma divisão do processo de coagulação em duas vias: intrínseca e extrínseca, sendo que cada uma delas, era composta por um determinado grupo de fatores.  

 Na via extrínseca, o fator VII plasmático (na presença do seu cofator, o fator tecidual ou tromboplastina) ativa diretamente o fator X. Na via intrínseca, ativação do fator XII ocorre quando o sangue entra em contato com uma superfície, contendo cargas elétricas negativas (por exemplo, a parede de um tubo de vidro). Tal processo é denominado “ativação por contato” e requer ainda a presença de outros componentes do plasma: pré-calicreína (uma serinoprotease) e cininogênio de alto peso molecular (um cofator não enzimático). O fator XIIa ativa o fator XI, que, por sua vez, ativa o fator IX. O fator IXa, na presença de fator VIII, ativa o fator X da coagulação, desencadeando a geração de trombina e subsequente formação de fibrina. (Franco, RF. 2010 – sobre a via intrínseca e extrínseca).

Entretanto, atualmente esta divisão é entendida como inadequada, já que não ocorre in vivo, e a noção que se tem dos fatores de coagulação foi modificada a partir de trabalhos posteriormente publicados, como o de Chapel Hill, na Carolina do Norte. Hoje, entende-se que as duas vias são estimuladas em conjunto, não havendo separação nítida entre elas, e que há uma grande participação celular neste processo.

Para descomplicar e facilitar o entendimento assista a um vídeo do Canal Academia de Ciência sobre o processo de coagulação:



Fontes e mais informações:
FRANCO RF. Overview of coagulation, anticoagulation and fibrinolysis. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 229-237, july/dec. 2001.
SIQUEIRA C. Fisiologia da coagulação. Rev SOCERJ, v, XIV, n 1.
Vídeo: Academia de Ciências.
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Doenças Mieloproliferativas - Hematologia #dia6

As doenças Mieloproliferativas são tipos de cânceres do sangue que começam com uma mutação em uma célula-tronco da medula óssea. Essa mutação, ou mudança, causa uma superprodução de qualquer combinação de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. (Informações e vídeo: ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia)

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015


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Anemia Falciforme - Hematologia #dia4 [vídeo]

Anemia falciforme é uma doença genética e hereditária caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos.
As hemácias falciformes contêm um tipo de hemoglobina, a hemoglobina S, que se cristaliza na falta de oxigênio, formando trombos que bloqueiam o fluxo de sangue, porque não têm a maleabilidade da hemácia normal.
O diagnóstico laboratorial é feito através do hemograma e da eletroforese de hemoglobina (teste confirmatório). O teste do pezinho, realizado em neonatos, proporciona a detecção precoce da doença.

Entenda no vídeo abaixo o que causa a anemia falciforme:

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terça-feira, 4 de agosto de 2015


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Talassemias - Hematologia #dia3

Modelo 3D da hemoglobina. Créditos na imagem. 

      A Talassemia é uma desordem hereditária e que comumente produz anemia microcítica e hipocrômica. Esta denominação abrange um grupo de distúrbios genéticos da síntese da hemoglobina (metaloproteína que contém ferro e está presente nos eritrócitos, permitindo o transporte de oxigênio), caracterizado por redução na produção de uma ou mais cadeias polipeptídicas de globina, que resulta na anemia.
Os primeiros casos identificados de Talassemias se deram em famílias da Itália, Grécia, Turquia e Líbano, que residiam próximo ao Mar Mediterrâneo. O nome Talassemia advém então do grego “thalassa”, e ficou conhecida como "Anemias do Mediterrâneo". Devido à globalização, migração e miscigenação, novos casos começaram a aparecer por todo o mundo.
Cada eritrócito circulante possui cerca de 300 milhões de moléculas de hemoglobina. Cada uma destas moléculas, em seu estado normal, é formada por duas cadeias α (alfa) conectadas a duas cadeias β (beta) de globina (α2β2). Em pacientes portadores de Talassemia, há uma mutação em um ou dois cromossomas específicos (11 e 16). Isso faz com que a medula óssea pare de produzir (ou produzir em menor quantidade) um dos dois tipos de cadeias de globina.  
Indivíduos normais possuem quatro genes responsáveis pela produção de globinas alfa, e análises por técnicas de hibridização mostraram que os quatro genes alfa encontram-se no cromossomo 16 (dois em cada um). Se a mutação ocorrer no cromossomo 16, em um, dois, três ou nos quatro genes, haverá diminuição das cadeias α (alfa), causando uma desproporcionalidade entre o número de cadeias α e β produzidas. Assim, os eritrócitos terão menos moléculas de hemoglobina no seu interior.
Havendo tal desproporcionalidade, consequentemente haverá excesso de globina β, que continua sendo sintetizada normalmente, e isso formará tetrâmeros, resultando na Hemoglobina H.
 Os portadores desta Talassemia serão caracterizados de acordo com o número de genes afetados:
·      Portador silencioso (um gene alfa afetado);
·      Talassemia alfa heterozigota (dois genes alfa afetados);
·      Doença de hemoglobina H (três genes alfa afetados);
·      Síndrome de Hidropsia Fetal por Hemoglobina Bart’s (quatros genes alfa afetados).
Se a mutação ocorrer no cromossomo 11, haverá a falta das cadeias β (beta), e também ocorrerá diminuição de hemoblogina.


  
Portanto, há duas classificações para a Talassemia: α-talassemia e β-talassemia. A Talassemia pode se apresentar de duas formas: minor ou major.

Talassemia minor: há somente o traço talassêmico, sem alterações significativas no nível de hemoglobina.
Talassemia major: há um profundo comprometimento do nível de hemoglobina, com complicações severas no baço, fígado, ossos e coração, o que implica cuidados médicos permanentes.
  
Fonte: www.hemorio.rj.gov.br

 O rastreamento da doença pode ser feita já no período neonatal, através de um teste do pezinho ampliado, e em casos positivos, é feita a confirmação por outros testes laboratoriais para a análise da hemoglobina. Além disso, os pais da criança também podem ser avaliados para a identificação de traço talassêmico.
Tanto na criança ou no adulto, o hemograma é o primeiro passo para o diagnóstico, e pelo baixo nível de hemoglobina, pigmentação e formato das células pode-se indicar uma anemia a ser investigada. Entretanto, é preciso que se realizem exames complementares e confirmatórios, como eletroforese de hemoglobina e testes moleculares, para a identificação precisa da causa da má formação da hemoglobina.

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Como a maioria das postagens, que tal um vídeo para fixar o assunto?



Fontes:
Abrasta
www.hemorio.rj.gov.br
Fleury
Tomé-Alves, A. et al. Hemoglobinas AS/Alfa talassemia - importância diagnóstica. Rev.bras.hematol.hemoter., 2000, 22(3): 388-394.
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domingo, 5 de julho de 2015


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Gabaritando no exame de sangue - por Portas dos Fundos

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sexta-feira, 10 de abril de 2015


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Avaliação laboratorial hepática


Bioquimicamente, o fígado é um dos órgãos mais importantes, pois está diretamente envolvido no metabolismo. Ele está localizado abaixo do diafragma, no quadrante superior e todos os nutrientes provenientes da digestão dos alimentos no sistema digestório, com exceção das gorduras, passam inicialmente pelo fígado, antes de atingirem a circulação geral.
O fígado possui funções metabólicas, como já havíamos dito anteriormente, como atividade sintética de compostos como proteínas, carboidratos e lipídeos, desintoxicação e metabolismo de fármacos, além de função excretora e secretora, armazenamento, funções protetora, circulatórias e coagulação sanguínea.
Nesta postagem trataremos dos marcadores de lesão e função hepática.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015


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CANABIDIOL LIBERADO PELA ANVISA l O que é? Como funciona? - Por Luiz Guilherme

Nesses últimos dias os jornais noticiaram a liberação pela Anvisa do uso terapêutico do Canabidiol, um dos 480 compostos da Cannabis sativa (a maconha). O Canabidiol passará para a categoria C1, de uso terapêutico permitido, mas sujeito a controle. Esse assunto gerou muita polêmica, e o Luiz Guilherme, da página Vida de Biomédico e do Canal Luiz Hendrix, fez um vídeo bastante informativo sobre isso. Vale a pena conferir!  



Mais informações sobre o Canabidiol: 
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sábado, 29 de novembro de 2014


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Com Você, Pela Vida - Canceronas Brothers vs. System Immune Boys

Há 3 anos atrás, quando comecei a estudar bioquímica, encontrei o Rap doPiruvato, um vídeo feito por estudantes de biologia, muito divertido que virou sucesso no Youtube. O vídeo é SENSACIONAL! Não bastasse a criatividade e inteligência para o vídeo do Piruvato (e tantos outros), o biólogo Pavel Popoff, criador do Canal Piruvato, gravou no ano passado um vídeo sobre o câncer para a Fundação do Câncer. E é incrível! Tem boy bands e tudo! Confiram:

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014


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Um pouco de criatividade, e voilà!

Recebi pelo facebook um vídeo muito bacana postado pela Marcella Furtado. Ela tem um canal no youtube chamado Diário de Marcella. E o seu vídeo mais recente foi um DIY de como fazer uma lembrancinha um tanto quanto inusitada: hemácias no potinho. A ideia é divertida, e valeu pela criatividade! 


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domingo, 23 de novembro de 2014


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Medicina nuclear: entenda como funciona o cíclotron

Conheça a história da medicina nuclear, e como são produzidos os elementos radioativos emissores de pósitrons para o diagnóstico no PET.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014


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A Biomedicina no YouTube!


Internet é realmente a porta para o entretenimento, e também para o conhecimento. Já pararam para pensar o quão rápido as coisas acontecem na internet, e o quão fácil é o acesso a tudo o que você precisa? Tem alguma dúvida? Joga no Google, e voilà!
Hoje a comunicação se tornou muito mais fácil e rápida, e percebemos a atualização de todas as áreas do crescimento em frações de minutos. Na Biomedicina não foi diferente. Primeiro surgiram os blog, e aqui cito o “Biomedicina Padrão”, o pioneiro de todos eles. Depois, as páginas e grupos no facebook, como o “Vida de Biomédico” e “Biomedicina da Depressão”. De forma positiva, a Biomedicina está sendo cada vez mais reconhecida! Há quase 3 anos atrás, quando criei o Biomedicina em Ação, queria contribuir de alguma forma para esse crescimento, e fico muito contente em ver a dimensão que a Biomedicina tomou.
E agora, começamos a expandir os horizontes não somente com textos. O YouTube também está sendo tomado! Me dei conta do vasto conteúdo voltado a nossa área, de excelente qualidade. Muitos deles, feitos por biomédicos ou alunos de biomedicina. Resolvi então listar alguns destes canais do YouTube, para compartilhar com quem por ventura ainda não conheça, o excelente conteúdo que é produzido e que pode acrescentar muito na formação pessoal e profissional de todos nós!

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domingo, 29 de junho de 2014


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Final de semestre

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014


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Staphylococcus aureus e infeção hospitalar

O vídeo abaixo é uma entrevista publicada pelo CNPq, na qual a Profa. Agnes Marie Sá Figueiredo, do Laboratório de Biologia Molecular das Bactérias do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fala sobre suas pesquisas com MRSA e o controle de infecções hospitalares.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014


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Programa Inova Prati


O Programa Inova Prati é uma forma de atrair pesquisadores com ideias inovadoras nas áreas de medicamentos, tecnologia e processos farmacêuticos. É um realização da Prati-Donaduzzi, uma empresa farmacêutica paranaense, que está há 20 anos no segmento.
Destina-se à profissionais com graduação, mestrado e doutorado em biomedicina, farmácia, engenharia química e química, e que desejam encontrar um ambiente propício para seu desenvolvimento pessoal e a transformação de ideias em grandes projetos. Os salários vão de R$6.000,00 a R$12.000,00, com grandes chances de crescimento. O cadastramento das propostas vão até 22 de fevereiro de 2014, com 20 vagas disponíveis.


Para mais informações e download do edital, acesse:
Site
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013


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The Lab Song - Paródia de The Lazy Song (Bruno Mars)


(Via Dayane Mendes - UNIP Campinas)



MUITO BOM!
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sábado, 16 de novembro de 2013


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Classificação dos Leucócitos

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013


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MALDI-TOF: nova tecnologia no laboratório de microbiologia clínica

Estive nesta semana no Fórum Permanente de Patologia Clínica, promovido pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O fórum tratou das novas tecnologias empregadas no laboratório clínico, e uma delas foi o Maldi-Tof.


O MALDI-TOF é uma tecnologia recente empregada nos setores de Microbiologia, cujo nome significa Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization – Time of Flight. Trata-se de um método de identificação bastante rápido e preciso em relação a outros métodos de automação tradicionais que se tem no mercado.
Muitas das técnicas convencionais se baseiam na identificação dos microrganismos através de provas bioquímicas, analisando o seu fenótipo. O resultado destes métodos se dá entre 12 e 24 horas, o que atrasa a liberação do laudo e terapia antimicrobiana dos pacientes.
O MALDI-TOF é uma técnica de espectrofotometria de massa nova, que detecta moléculas de massa maior, como as proteínas. O teste então baseia-se na detecção de um grande espectro de proteínas, podendo então discriminar melhor as espécies. A espectrofotometria de massa é largamente utilizada em outras áreas, como a toxicologia, mas até então não era uma realidade na rotina dos laboratórios de microbiologia. “A evolução ocorreu quando a matriz utilizada para ionizar as proteínas foi mudada para que pudesse ionizar as proteínas ribossomais – estas bem mais conservadas do que as proteínas de superfície – o que levou à identificação de espécies e até subespécies de muitos microrganismos”.  
Koichi Tanaka (Shimadzu Corporation - Kyoto/Japão) ganhou o Prêmio Nobel 2002 em Química por desenvolver o método de ionização/dessorção para análises de espectrometria de massa em macromoléculas biológicas. O princípio tornou-se fundamental nos métodos padrões (MALDI, SELDI e DIOS) para análise estrutural de peptídeos, proteínas e carboidratos que torna possível a determinação rápida do conteúdo da proteína da célula intacta e do tecido vivo.
No teste, é necessário escolher a colônia a ser analisada, e posteriormente a amostra é dissolvida e colocada em uma placa contendo uma matriz polimérica. A placa é então irradiada com um laser de nitrogênio que vaporiza a amostra ionizando as moléculas que serão aspiradas e elevadas a um detector. Dependendo da molécula, o tempo de chegada será diferente (time of flight). Os dados obtidos através de gráficos que representam estas leituras serão comparados a uma base algorítmica de um site que contém um grande número de espécies de relevância clínica – incluindo microrganismos aeróbios, anaeróbios, microbactérias, leveduras e fungos filamentosos.
Preparação da amostra até a apresentação do gráfico. 
Maldi-Tof: como ocorre a espectrofotometria no aparelho. 
O procedimento é muito rápido, e diferente dos métodos convencionais, os resultados são dados em minutos, o que agiliza a liberação do laudo. Embora um dos pontos negativos seja o fato de o MALDI-TOF não obter parâmetros para antibiograma e este deva ser feito manualmente ou por outro método automatizado, o novo método de espectrofotometria dá indicações e diretrizes ao microbiologista referentes a resistências intrínsecas da bactéria.

Este vídeo é super bacana, e mostra o que o MALDI-TOF melhora ao ser implantado no laboratório. 


Fontes:
Richet Laboratório. 
Faculdade de Ciência e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa.
Schimatzu.
Biomériux. 
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Legionella pneumophila - Uni-BH

Os estudantes de Biomedicina estão se mostrando cada vez mais criativos, tanto no que se refere à ciência ou às artes! O Pedro Paiva enviou para nós o trabalho da sua equipe, do curso de Biomedicina – 5º período - do centro Universitário de Belo Horizonte/Uni-BH - Minas Gerais. O vídeo sobre a Legionella pneumophila ficou muito bom! Parabéns aos envolvidos!

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sábado, 9 de novembro de 2013


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Agrega valor - UC


Só uma coisa: ÓTIMO!!!
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013


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Pirosequenciamento - Biologia Molecular

Estive em um evento na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, promovido pela QIAGEN, uma empresa multinacional voltada à produção de equipamentos e kits para ensaios na Biologia Molecular. Um dos assuntos foi o pirosequenciamento, uma nova técnica que vem chamando a atenção.


O pirosequenciamento é uma nova técnica da Biologia Molecular, na qual a síntese de DNA ocorre através de um complexo de reações que inclui enzimas (ATP sulfurilase e luciferase) e substratos (adenosina 5’ fosfossulfato e luciferina). O grupo pirofosfato, liberado durante a adição de um nucleotídeo, resulta na produção de luz detectável. Portanto, quando um novo nucleotídeo é incorporado em uma cadeia crescente de DNA através da DNA polimerase, pirofosfato é gerado de maneira estequiométrica, resultando na produção de ATP. O ATP produzido leva à conversão enzimática da luciferase com emissão de fótons. À medida que os componentes da reação diminuem, um novo ciclo de reagentes é introduzido e então a incorporação de nucleotídeos específicos é avaliada de maneira sequencial.
A técnica baseia-se no sequenciamento e na síntese de DNA, fornecendo dados em minutos, assim como o mesmo conceito da reação de PCR Real Time, que é a obtenção de resultados rápidos. Os passos do pirossequenciamento seguem abaixo:

Passo 1:
Fazer a extração do DNA a ser sequenciado e amplificado.

Passo 2:
Um primer de sequenciamento é hibridizado para a amplificação de PCR de uma cadeia simples, sendo que o produto desta reação servirá como molde, e incubação com as enzimas DNA polimerase, ATP sulfurilase, luciferase, apirase, e também os seus substratos adenosina 5’ fosfossulfato (APS) e luciferina.

Passo 3:
O primeiro desoxirribonucleotídeo trifosfato (dNTP) é adicionado à reação. A DNA polimerase catalisa a incorporação do dNTP na fita de DNA, se este for complementar à fita molde. Cada evento de incorporação é acompanhado pela liberação de pirofosfato (PPi) numa quantidade equivalente à quantidade de nucleotídeo incorporado.

Passo 4:
ATP sulfurylase converte PPi para ATP na presença de adenosina 5’ fosfossulfato (APS). Esse ATP dirige a conversão mediada pela luciferase, de luciferina para oxiluciferina, que gera luz visível em quantidades proporcionais à quantidade de ATP. A luz produzida é detectada por um chip e vista como um pico na saída de dados de um software. Cada pico (sinal de luz) é proporcional ao número de nucleotídeos incorporados.

Passo 5:
A apirase, uma enzima de degradação de nucleotídeos, continuamente degrada nucleotídeos não incorporados e ATP. Quando a degradação está completa, mais nucleotídeos são adicionados.

Passo 6:
A adição de dNTP é realizada sequencialmente. Deve-se notar que o trifosfato de desoxiadenosina alfa-tio (dATP) é utilizado como um substituto para o natural desoxiadenosina trifosfato (dATP), uma vez que é utilizada eficientemente pela DNA polimerase, mas não é reconhecido pela luciferase. Enquanto o processo continua, a cadeia complementar de DNA é construída e a sequência nucleotídica é determinada a partir dos picos de sinal do rastreio.

Algumas aplicações
·      Estudo de deleções.
·      Quantificação de frequência de mutações.
·      Metilação – sequenciamento das ilhas CpG encontradas em regiões promotoras.

O vídeo abaixo explica como ocorre a síntese a liberação de luz para a formação dos picos em tempo real.


Fontes:
Texto modificado: Ministério da Ciência e Tecnologia.
Texto traduzido: Catálogo do PyroMark Q24 da QIAGEN.
Vídeo: youtube. 
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