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sábado, 19 de novembro de 2016


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CRBM homenageia biomédicos com vídeo em stop motion

Para homenagear os biomédicos, já que o nosso dia está chegando, o CRBM 1ª Região em parceria com o canal Bricking Science, criou um vídeo em stop motion. Uma linda e super bacana homenagem a todos nós! Confiram:



PARABÉNS A TODOS OS BIOMÉDICOS!!!
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sexta-feira, 21 de outubro de 2016


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Ciclo cardíaco

Hoje vamos de fisiologia! E nada mais justo do que falar sobre um evento de suma importância para a nossa sobrevivência: o ciclo cardíaco.


O coração é um órgão relativamente pequeno, mas de grande importância para a manutenção de funções vitais do organismo. Considerado uma “bomba”, que ao se contrair “bombeia” o sangue para a periferia, e ao relaxar se enche novamente de volume. Tem como função básica garantir que o sangue chegue aos tecidos periféricos e o aporte sanguíneo para os alvéolos de modo a permitir a troca gasosa.
 Anatomicamente, encontra-se apoiado sobre o diafragma, perto da linha média da cavidade torácica, no mediastino, a massa de tecido que se estende do esterno à coluna vertebral; e entre os revestimentos (pleuras) dos pulmões. Cerca de 2/3 de massa cardíaca ficam à esquerda da linha média do corpo. A extremidade pontuda do coração é o ápice, dirigida para frente, para baixo e para a esquerda. A porção mais larga do coração, oposta ao ápice, é a base, dirigida para trás, para cima e para a direita.


O coração possui quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos.


-> Átrios (as câmaras superiores): recebem sangue.
     Átrio direito: sangue rico em dióxido de carbono – venoso – por meio das veias cava superior, inferior e seio coronário.
    Átrio esquerdo: sangue oxigenado, por meio de quatro veias pulmonares.

-> Ventrículos (câmaras inferiores): bombeiam o sangue para fora do coração.
    Ventrículo direito: recebe o sangue vindo do átrio direito e expulsa o sangue por meio da artéria pulmonar para os pulmões.
    Ventrículo esquerdo: recebe o sangue oxigenado do átrio esquerdo e expulsa para a circulação sistêmica do corpo.

CICLO CARDÍACO

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É denominado Ciclo Cardíaco o conjunto de eventos que ocorre entre o início de um batimento cardíaco e início de um próximo. Cada ciclo tem início quando é gerado um potencial de ação espontâneo no nodo sinusal, localizado na parede superior do átrio direito, próximo da abertura da veia cava superior. Este potencial de ação se propaga do átrio direito até os ventrículos de tal forma que ocorre um atraso de cerca de 0,1 segundo a passagem desse impulso dos átrios para os ventrículos permitindo que os átrios se contraiam antes, colaborando com o enchimento ventricular antes da sua contração. Isso faz com que tenhamos um fluxo sanguíneo coerente, se não fosse assim, o sangue iria para qualquer lado.
O ciclo consiste então no período de relaxamento (DIÁSTOLE), momento no qual o coração se enche de sangue. Logo após ocorre o período de contração (SÍSTOLE). A duração total do ciclo cardíaco é a recíproca da frequência cardíaca, como por exemplo, se a frequência cardíaca é de 72 batimentos/min, a duração do ciclo é de 1/72 batimentos/min.
Normalmente, o sangue flui de forma contínua, vindo das grandes veias para os átrios, e a maior parte do sangue que entra (cerca de 80%) flui diretamente para os ventrículos, mesmo antes da contração atrial, devido à diferença de pressão entre as câmaras que faz com que haja a abertura das valvas atrioventriculares. Sendo assim, os 20% do sangue que resta vai para os ventrículos através da contração (sístole atrial). A complementação do enchimento é importante para que haja melhoria da eficácia do bombeamento ventricular.
O período de enchimento rápido é o primeiro terço da diástole ventricular. Ele ocorre porque durante a contração (sístole) ventricular, grande quantidade de sangue se acumula nos átrios direito e esquerdo, uma vez que as valvas atrioventriculares estão fechadas. Assim que a sístole dos ventrículos termina, as pressões ventriculares retornam aos baixos valores diastólicos, as pressões moderadamente altas que se desenvolveram nos átrios durante a sístole ventricular forçam de imediato as valvas atrioventriculares a se abrirem, e o sangue então vai dos átrios para os ventrículos. Como já dito, somente cerca de 20% do sangue chega aos ventrículos através da contração (sístole) dos átrios.
Começa então a contração isovolumétrica dos ventrículos, aumentando a pressão interna dessas câmaras e promovendo o fechamento das valvas atrioventriculares. Quando a pressão dentro do ventrículo esquerdo atinge um pouco mais que 80 mmHg (e a pressão do ventrículo direito, pouco mais que 8 mmHg), as valvas semilunares (aórtica e pulmonar) são forçadas a abrir. O sangue começa então a ser lançado para as artérias.
Assim, depois que o sangue é lançado para as artérias, inicia-se de imediato o relaxamento isovolumétrico dos ventrículos, diminuindo a pressão dentro dos mesmos. Diferente disso, as artérias estão recebendo grande pressão, e isso acaba causando o fechamento das valvas aórticas e pulmonar. Nesse momento, a pressão intraventricular diminui e as valvas atrioventriculares se abrem para receber mais sangue.
E aí... o ciclo recomeça!

Por hoje é só! Mas fique de olho no blog, porque ainda teremos aqui uma complementação deste assunto. Nos próximos dias falaremos sobre pequena e grande circulação, a função das valvas atrioventriculares e semilunares, e as bulhas cardíacas.

Bibliografia: 
Hall, John E. (John Edward), 1946 – Tratado de Fisiologia Médica [recurso eletrônico] / John E. Hall; [tradução Alcides Marinho Junior – et al.]. – Rio de Janeiro : Elsevier, 2011.

Como sempre, vai um vídeo super bacana para ajudar na compreensão!

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terça-feira, 18 de outubro de 2016


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Vai um bolinho aí?

Que tal uma festa de Halloween com bolos muito inusitados? Desconfio até que, para biomédicos e todo o pessoa da área da saúde, esses bolos acabam não dando medo nenhum e são demais!!!



Os bolos são obras primas de Yolanda Gampp, que tem um canal no Youtube (How to cake It) ensinando a fazer bolos um tanto quanto inusitados. Dá só uma olhada!


Confira os vídeos completos:





E aí, encara um desses?
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quarta-feira, 25 de maio de 2016


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50 fatos sobre a Biomedicina


No ano de 2016, a Biomedicina completa 50 anos! Em 1966 começava a aula inaugural do curso de Biomedicina, na UNIFESP, e depois em outras universidades, como a UERJ, inicialmente com o nome de “ciências biológicas – modalidade médica”).
E também esse ano, o Biomedicina em Ação completa 5 anos! Nascemos em meio de 2011, e seguimos até hoje, com muitas mudanças, novos conteúdos, parcerias, aprendizado e novidades.
Uma das novidades é o nosso canal no Youtube, e é para lá que nós vamos hoje, para comemorar esses grandes acontecimentos de 2016!
Que tal comemorar com os “50 fatos sobre a Biomedicina”? Inovei, e ao invés de falar “sobre mim” falei sobre a minha (e a nossa) paixão. Vem conferir!!!



Parabéns biomédicos que estão a cada dia na luta constante de salvar e preservar vidas, além de lutar por uma melhor colocação no mercado de trabalho e pelo melhor reconhecimento da profissão. E obrigada pelos quase 900 mil acessos no blog e 22 mil curtidas no facebook! São milhares de biomédicos em plena ação, que com certeza fazem toda a diferença para o desenvolvimento da saúde. 
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sábado, 30 de abril de 2016


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Menina explica através de vídeo a profissão dos pais

Um casal de biomédicos resolveu compartilhar conosco o vídeo de Manuela, uma garotinha linda es muito esperta. Eles ensaiavam com ela para uma apresentação na escola. Vejam o vídeo e apaixonem-se!


Está explicado ou precisa mais?
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terça-feira, 5 de abril de 2016


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Antimicrobianos #01 - Betalactâmicos

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segunda-feira, 14 de março de 2016


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HeroRats: ratos que detectam tuberculose na África

Estive em um curso na semana passada no Instituto Adolfo Lutz de Campinas (IAL-Campinas), sobre Capacitação em Biossegurança. Uma das palestras foi sobre vivência em um laboratório de nível III, de tuberculose. Um dos pontos interessantes da palestra foi quando tratou-se de uma forma um tanto inusitada de diagnóstico da tuberculose.
Imagem adaptada: G1.com
Na cidade de Maputo, capital de Moçambique, no sudeste da África, uma espécie de roedores foi treinada para o diagnóstico primário da tuberculose. Isso acontece desde 2013, e os ratinhos (nem tão pequenos assim), carinhosamente apelidados de “HeroRats” (ou “ratos heróis), foram responsáveis por detectar cerca de 1.182 casos da doença.


Este é um projeto que teve início na Tanzânia, pela organização belga chamada Apopo. Esta organização se dedica ao desenvolvimento de métodos de diagnóstico usando ratos treinados, por ser um método mais rápido e barato. No caso dos HeroRats, há uma precisão de 80% e 20 vezes mais rapidez no diagnóstico.
Os HeroRats são treinados para associar o som de um clique com uma recompensa em forma de comida, e logo depois, sentem o cheiro característico do Mycobacterium tuberculosis, a bactéria causadora da doença, e se familiarizam então para detectar a bactéria em amostras de escarro humano.
Quando o ratinho detecta a bactéria, sinalizam aos profissionais mantendo o nariz por pelo menos 3 segundos no buraco com as amostras de escarro. Sempre que indicam uma amostra positiva, ganham banana ou amendoim como recompensa. E o interessante é que eles sabem exatamente em qual das amostras ele parou!
Esta postagem não visa tratar sobre os assuntos bioéticos envolvidos, e nem o fato da chance de o animal ser contaminado e se há possibilidade de transmissão. Mas vale uma discussão acerca disso.

Fontes:
G1.com
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016


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Noticiário científico - Por Fernando Mafra

O farmacêutico Fernando Mafra continua com seus noticiários científicos, e este está bastante interessante. Ele trata de um artigo sobre a violeta, aquela florzinha que quase todo mundo tem em casa, e um outro sobre a translocação de proteínas em células tumorais. Vale a pena assistir!

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016


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Mononucleose infecciosa - A doença do beijo

O carnaval já passou, mas ainda vale falar de assuntos bastantes emergentes principalmente nessa época do ano. As doenças transmitidas pelo beijo estão entre estes assuntos (o mais novo caso em discussão é a transmissão do Zika Vírus), e uma destas doenças é a mononucleose infecciosa, também conhecida como “angina monocítica” ou a popular “doença do beijo”.
A mononucleose é uma doença infecciosa transmitida pela saliva na maior parte dos casos, e raramente por transfusão sanguínea ou contato sexual. Seu agente etiológico é o Epstein-Barr Vírus (EBV), um vírus da família Herpesviridae. Trata-se de um dos vírus mais comuns entre humanos, estabelecendo infecção persistente em mais de 90% da população mundial adulta. Entretanto, segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, no Brasil, há maior prevalência em crianças do que em adultos, mas a suscetibilidade é geral.
  
EBV. Fonte: www.epibeat.com
 Em algum momento de nossas vidas, seremos infectados pelo EBV, que é transmitido pela saliva, infectando primeiramente as células epiteliais da orofaringe, nasofaringe e glândulas salivares. Nessas células ocorre replicação, e os vírus então podem alcançar tecidos linfoides adjacentes e infectam linfócitos B.
Além da mononucleose infecciosa, o EBV está associado a outras desordens proliferativas de origem linfoide, tanto benignas, quanto malignas, tais como linfoma de Burkitt e doença de Hodgkin. Devido à esta forte associação com neoplasias, a identificação da mononucleose se faz bastante necessária.

Sintomas

Febre e comprometimento da orofaringe sob forma de faringo-amigdalite exudativa, com formação de placas brancas e exsudato, linfadenopatia (glândulas linfáticas inchadas, especialmente no pescoço). A fadiga está geralmente presente e pode permanecer durante vários meses.

Diagnóstico e achados laboratoriais


A mononucleose é inicialmente diagnosticada através da sintomatologia, mas o diagnóstico laboratorial é imprescindível para a conclusão. A maior característica laboratorial da mononucleose é a leucocitose com elevada linfocitose atípica. Para a confirmação da doença, pode ser realizada sorologia buscando detectar anticorpos heterófilos, bem como testes específicos de EBV relacionados com a resposta dos anticorpos aos vários antígenos durante o ciclo de vida do vírus. Confirma-se também pela demonstração do vírus, antígenos virais ou DNA viral através de hibridização com sondas de ácido nucléico e PCR.
Além disso, há aumento das enzimas hepáticas transaminases (TGO e TGP), pelas alterações provocadas no fígado e baço.

Para finalizar, um vídeo muito bacana do Canal Biomedicina Básica. Vale a pena conferir!



Fontes:
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terça-feira, 1 de dezembro de 2015


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Biomedicina em Ação no Youtube!

Chegamos ao YouTube! Sim, talvez a ideia não seja tão ruim assim, certo? Para começar, respondemos perguntas dos nossos leitores sobre diversos temas relacionados à Biomedicina, em um bate papo bem descontraído. Vale a pena conferir!

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domingo, 27 de setembro de 2015


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Da vida real para a ficção

Etimologicamente, a palavra neurociência quer dizer: qualquer ciência, ramo de ciência ou conjunto de conhecimentos que se refere ao sistema nervoso. É uma área apaixonante, que nos apresenta várias vertentes e possibilidades de estudos. No Brasil, temos uma grande neurocientista, Suzana Herculano-Houzel, que além de produzir ciência, luta pelo reconhecimento do cientista como profissional.
Mas hoje, viemos apresentar a vocês, uma neurocientista que muitos conhecem na ficção, mas poucos sabem que ela é Ph.D em neurociência na vida real. Já ouviu falar da atriz Mayim Bialik? Melhor... a Amy Farah Foweler, uma nerd neurocientista, namorada do Sheldon (Jim Parsons), da série americana The Big Bang Theory. Conseguiu identificar?


Pois é, ela não só interpreta uma cientista como vive isso na realidade. Mayim Bialik é doutora em neurociência. Foi aceita em Harvard e Yale, mas recebeu seu Ph.D pela UCLA (University of California, Los Angeles) em 2008. Além de neurocientista, é autora de dois livros.

Mayim Bialik com um dos seus livros
Como atriz, foi indicada três vezes ao Emmy de melhor atriz coadjuvante pela sua interpretação em The Big Bang Theory, onde interpreta uma nerd cientista com um toque de excentricidade. Bialik é a única atriz da série de nerds a ostentar o título na vida real.

Cenas de The Big Bang Theory
Em um vídeo publicado em 2013 pelo canal do youtube “NOVA's Secret Life of Scientists and Engineers”, Mayim conta sobre a sua paixão pela ciência que vem desde criança, mas que nunca se imaginou seguindo esta carreira. “Eu achava que ser cientista era difícil demais e que eu não havia sido feita para isso”, diz. Mas na época de Blossom (uma série dos anos 90), seu desejo por se tornar cientista foi ainda maior pelo incentivo de uma professora. Seguiu então para a UCLA assim que o seriado acabou. Se dedicou ao doutorado e ao ensino em universidades.



Voltou à TV para interpretar uma personagem que tem muito dela mesma. “Amy tem um pouco de mim, ou melhor, várias coisas. Não é difícil interpretá-la porque empresto algumas características minhas a ela e a combinação disso é o que a torna divertida e séria ao mesmo tempo”. E Mayim ainda afirma o seu amor pela ciência e pela arte, e diz que é sim possível se apaixonar pelos dois ao mesmo tempo. Afirma ainda diz que seus professores a questionavam sobre o mundo da fama como atriz, e ela respondia: “mas ser uma cientista pode ser tão excitante, criativo e interessante quanto ser atriz”.
Um ponto que levantamos aqui é o que o site Guia do Estudante chamou a atenção: não é preciso se focar em uma só área e não se permitir conhecer ambientes totalmente distintos. Além disso, Mayim e a brasileira Suzana Herculano estão mostrando ao mundo que as mulheres estão cada vez mais inseridas na ciência, produzindo e se aperfeiçoando. Não deixa de ser um orgulho a todos nós!

Fontes:
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015


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Os Meninos do Brasil - FILME


Os Meninos do Brasil é um filme de 1978 (vocês encontram também o livro), que faz menção às barbaridades do nazismo e aborda sob uma temática de ficção científica, a clonagem humana. A história tem como protagonista o médico Joseph Mengele (Gregory Peck), que fez milhares de experiências genéticas com judeus (inclusive crianças), viveu no Paraguai e planejou o nascimento do 4º Reich. Para obter tal objetivo, utiliza várias mães de aluguel em uma clínica brasileira para fazer 94 clones de Hitler quando ele era um garoto, e enviá-los para serem adotados em diversos países.
Além disso, Mengele escolhe famílias que se pareçam com a de Hitler e cria situações para traçar o psicológico dos garotos clonados. Entretanto Ezra Lieberman (Laurence Olivier), um judeu que é um caçador de nazistas, descobre a trama e tenta impedir que tal plano se concretize.


Apesar de ficção científica, o filme trata da realidade. Mengele foi um médico alemão, conhecido como “Anjo da Morte” que se filiou ao partido nazista na Segunda Guerra Mundial. Ao final da guerra, ele fugiu para a América do Sul, passando pelo Brasil, onde montou um laboratório para realizar suas experiências genéticas. 


Há questionamentos sobre a veracidade das experiências com clones apresentada no filme. Isto porque em Cândido Godói, uma pequena comunidade no sul do Brasil, há mais de 50 pares de gêmeos, sendo a maioria deles loiros e de olhos azuis. Os rumores indicam que possivelmente um médico alemão passou por lá, e relatos de que foram feitas muitas experiências com gêmeos e mulheres, com aplicação de medicamentos desconhecidos e inseminação artificial.

Gêmeos de Cândido Godói
Alguns pesquisadores descartaram o envolvimento de Mengele com esse fenômeno, mas obviamente, os rumores continuaram. Esse foi o tema de um documentário da National Geographic: “Os gêmeos de Mengele”.

Gostou e quer assistir ao filme? 

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Este é um filme que retrata bem a bioética, uma das questões a serem trabalhadas pelo biomédico, mesmo antes de entrar na profissão. Sobre este filme, bioética e outras indicações de livros e séries, ouça o novo episódio do Biomedcast!

http://biomedcast.com/
Fui convidada a dar um toque feminino ao cast, representando o XX que estava faltando ali em meio aos XY! Rsrs O cast está bastante divertido e informativo. Esperamos que gostem!

Fontes:
Adoro Cinema
NatGeoTv
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domingo, 16 de agosto de 2015


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Antibióticos - Microbiologia #dia6

Os antibióticos pertencem a uma classe de medicamentos muito importante. E a realização e a interpretação do teste de sensibilidade a estes antimicrobianos (TSA) é um dos testes mais desafiadores nos laboratórios de microbiologia. O vídeo que trazemos hoje trata desde a microbiologia básica à escolha clínica dos antibióticos, passando pelas classes dos mesmos. Embora os biomédicos não estejam envolvidos diretamente na escolha dos antibióticos para o tratamento das infecções, é importante que se conheça mais sobre eles. 

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VRE - Enterococos resistentes à vancomicina #dia5


Os enterococos são cocos gram positivos normalmente presentes no trato gastrointestinal e trato genital feminino, e comumente, não são muito virulentos. São instrinsecamente resistentes a clindamicina, penicilinas, cefalosporinas e outros betalactâmicos, e possuem pouca eficácia in vivo a cotrimoxazol, quinolonas, tetraciclina e cloranfenicol. As combinações eficazes são com penicilina, ampicilina ou vancomicina + gentamicina ou estreptomicina. Entretanto, a resistência a aminoglicosídeos está cada vez mais frequente, assim como a ampicilina.
A resistência à vancomicina foi descrita primeiramente nos Estados Unidos, na década de 80 e desde então foi observado um aumento das infecções e colonizações por VRE. A sigla de VRE significa “Vancomycin-resistence enterococcus”, e pode ser traduzida para o português como sendo “enterococo resistente a vancomicina” (ERV). No Brasil, o primeiro VRE foi identificado em um hospital de Curitiba, em 1996 em um hospital de Curitiba, e a partir de então relatos dessa resistência são descritos em diversos hospitais brasileiros.
O Gênero Enterococcus é representado por nove espécies. Não obstante, o Enterococcus faecalis e o Enterococcus faecium são as principais espécies causadoras de infecções no ser humano. A infecção geralmente ocorre a partir da microbiota endógena após manipulação gastrointestinal, por transmissão cruzada pelas mãos de profissionais da saúde em ambientes hospitalares, e equipamentos médicos, como estetoscópios.
Nessas espécies, há a presença de genes vanA e vanB, que codificam altos níveis de resistência à vancomicina, e são os de maior interesse devido a ampla capacidade que esses microrganismos apresentam para disseminação mundial.
Enterococcus gallinarum e Enterococcus casseliflavus são espécies intrinsicamente resistentes a baixos níveis de vancomicina e têm sido descritos como colonizadores do trato intestinal humano.
Os pacientes com maior risco para aquisição de infecção ou colonização por VRE são:
• Pacientes com doença de base severa (neoplasias, hepatopatas, nefropatas) ou imunossupressão (pacientes submetidos a transplantes ou em quimioterapia).
• Pacientes submetidos à cirurgia abdominal ou cárdio-torácica.
• Pacientes submetidos à sondagem vesical ou cateterismo venoso central.
• Pacientes com internação prolongada ou que receberam múltiplos antibióticos, incluindo vancomicina.

NOTA: o paciente colonizado é aquele que é portador da bactéria, mas que não desenvolve a doença infecciosa e pode representar agente de disseminação da bactéria. O infectado é aquele que tem o processo infeccioso pelo VRE.

Cultura e identificação
As culturas de vigilância em ambiente hospitalar são realizadas a partir de swab retal. Utiliza-se meios de cultura líquido e sólido, que permitem a inibição do crescimento de bactérias sensíveis a Vancomicina, proporcionando a seletividade de bactérias resistentes a este. O procedimento se dá da seguinte forma:
·      As amostras semeadas em meio líquido BHI-vanco são analisadas após incubação por 24 horas em estufa bacteriológica.
·      Após este período, se houver turvação no tubo, semeia-se em meio Bea-vanco.
·      Após mais 24 horas, se houver mudança de colocação do meio para preto, indicando consumo da bile esculina presente no meio, semeia-se em Ágar Sangue. Se não houver crescimento, deve-se aguarda até 48 horas para liberar o exame.
·      Se houver crescimento de colônias acinzentadas, realiza-se o teste PYR. Se este for negativo, o exame é liberado como negativo para VRE. Se positivo, faz-se a identificação automatizada ou série bioquímica com telurito, arabinose, bile esculina e NaCl 0,5%.
·      Se o resultado for E. faecalis ou E. faecium, deve-se verificar o MIC (concentração mínima inibitória) de Vancomicina, com fita de E-test. Se o MIC for maior que 256 mcg/mL, solta-se o resultado positivo para VRE, com a identificação e MIC do microrganismo. Para isso, deve-se fazer um inóculo na escala 0,5 de McFarland e deve-se depositar 10µl na superfície do meio Mueller-Hinton.

BÔNUS: Vídeos sobre vancomicina e sobre a resitência


Fontes:
Oplustil, Carmem Paz, et al. Procedimentos básicos em microbiologia clínica. 3 ed. São Paulo : SAVIER, 2010.
CDC
Levin, Anna Sara. Enterococcus resistente a resistente a vancomicina. Universidade de São Paulo Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias.
Nota Técnica – Enterococo resistente à vancomicina (VER ou VRE). Secretaria de Estado de Saúde Coordenadoria de Controle de Doenças – CCD Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, Divisão de Infecção Hospitalar.



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terça-feira, 11 de agosto de 2015


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Coloração de Gram - Microbiologia #dia1

Na microbiologia, é imprescindível que conheçamos a técnica de coloração de Gram, assim como o mecanismo da mesma, para a correta interpretação da bacterioscopia. Obviamente, além dos materiais como corantes e bico de Busen, é de extrema importância que a coloração seja de qualidade, para a obtenção de um resultado confiável e que de fato auxilie na identificação do microrganismo.
O método de Gram foi descoberto pelo médico dinamarquês Hans Cristian Joaquim Gram, em 1884, e por isso recebeu este nome. Hans Gram observou que as bactérias adquiriram cores diferentes, quando tratadas com diferentes corantes.
Hans Gram -
 Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br
A partir de então, pode-se classificar as bactérias em dois grandes grupos: gram-positivas e gram-negativas.

·      Gram-positivas: são bactérias que possuem uma espessa camada de peptideoglicano e ácido teicóico e que, portanto, coram-se de azul.
·      Gram-negativas: são bactérias que possuem uma fina camada de peptideoglicano, sobre a qual se encontra uma camada composta por lipoproteínas, fosfolipídeos, proteínas e lipopolissacarídeos. Estas bactérias coram-se de vermelho.

Vamos aprender a técnica para entendermos o que faz com que certas bactérias se corem de azul e outras de vermelho.

Ø Prepare a lâmina fazendo um pequeno esfregaço com a colônia ou a amostra a ser analisada. Pode ser usado salina para melhor diluição na preparação da lâmina.
 
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br
Ø A maioria dos laboratórios utilizam-se o calor da chama do bico de Bunsen para a fixação da lâmina. Entretanto, segundo o Ministério da Saúde, este é o método original, utilizando violeta-de-genciana, mas atualmente já há um fixador químico no violeta-de-metila (outro tipo de cristal violeta), que dispensa a utilização da chama. Então, após a fixação, coloque sobre toda a lâmina o cristal violeta, que é um corante de cor púrpura, e aguarde de 30 segundos a 1 minuto. Neste passo, todas as bactérias estarão coradas igualmente, pois absorverão o corante.
 
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br
Ø Após este período, lave a lâmina com água destilada, e posteriormente, aplique o lugol (solução de iodo). Esta solução fixará o corante cristal violeta nas bactérias gram-positivas, que tem a parede mais espessas.
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br
 
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br

Ø Lave a lâmina novamente com água destilada e logo após, lave com álcool-acetona, por cerca de 15 segundos ou até o corante azul sair da lâmina. O álcool fará a descoloração das bactérias gram-negativas, que possuem a parede menos espessa, e é imprescindível uma atenção a este passo, para que não descolore muito a lâmina. Coloque rapidamente a lâmina em água corrente, para tirar o excesso de álcool.
 
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br

Ø Coloque por toda a lâmina a fucsina ou a safranina. Estes são contracorantes, de tom avermelhado, que servirão para corar as bactérias gram-negativas que foram descoradas no passo anterior. Deixe o corante por 30 segundos a 1 minuto, e lave com água destilada.
 
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br

Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br

Ø Seque a lâmina com secador, e leve ao microscópio para a análise.
Imagem: www.vidrariadelaboratorio.com.br

 Observação: é importante mencionar que a padronização do método de gram é específico para cada laboratório. Portanto, os tempos e os passos indicados aqui podem variar de um laboratório para outro. É importante que o procedimento operacional padrão do laboratório seja seguido.

Interpretação do resultado:
Durante o processo de coloração, o tratamento com álcool-acetona extrai os lipídeos, resultando na porosidade ou permeabilidade aumentada da parede celular das bactérias gram-negativas. Por este motivo, o cristal violeta aplicado no início do processo sai, e a safranina aplicada ao final permanece. As gram-negativas coram-se então de vermelho (ou rosa).
Em contrapartida, a parede celular das bactérias gram-positivas, em virtude de sua composição diferente, torna-se desidratada durante o tratamento com álcool-acetona, a porosidade diminui, a permeabilidade é reduzida. Sendo assim, essas bactérias retém o cristal violeta e não se descoram com a aplicação do álcool. As gram-positivas coram-se então de azul (ou roxo).  


Dica para não esquecer, uma analogia simples:
Ø  Quando você está sem nenhum dinheiro na sua conta, você está no VERMELHO (negativo). Lembre-se então das gram-negativas.
Ø  Quando você tira uma nota boa, você tira uma nota AZUL (isso é positivo!). Lembre-se das gram-positivas.
Para finalizar, um vídeo muito bem explicativo do Prof. Fernando Mafra, do Canal de Escola de Ciências da Vida, do YouTube.



Aproveitem esta semana para estudar microbiologia com o Biomedicina em Ação!

Fontes:
Técnica de Coloração de Gram. Brasília: Ministério da Saúde, Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, 1997. 63 p.: iI. (Série TELELAB) 1. Gram I. Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e AIDS, (Brasil). II. Série TELELAB.
Universidade Federal Fluminense – Instituto Biomédico – MIP Bacteriologia – Coloração de Gram.
Imagens: Vidraria de Laboratório
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