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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021


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Fasciíte Necrotizante

Você já ouviu falar da bactéria “comedora de carne”? É assim que a Fasciíte Necrotizante – ou Necrosante - (FN) é popularmente conhecida. Na verdade, não “tão popularmente” assim, isso porque é uma doença infecciosa rara, além de ser muito grave, caracterizada por necrose extensa e de rápida progressão. Os dados epidemiológicos dessa doença no Brasil e no mundo não são muito confiáveis, mas o Center for Disease Control (CDC) estima que aproximadamente 700 a 1200 casos ocorrem a cada ano nos Estados Unidos. A dificuldade no levantamento de dados epidemiológicos se dá principalmente pela dificuldade no diagnóstico e pela subnotificação dos casos.

A doença foi descrita inicialmente pelo cirurgião militar Joseph Jones em 1871, mas o termo Fasciíte Necrotizante começou a ser utilizado somente em 1952, com a finalidade de descrever melhor a sua principal característica, que é a necrose do tecido subcutâneo profundo e a fáscia, tendo preservação relativa do músculo subjacente. Há então lesão vascular, trombose e isquemia - resultantes da ação das citocinas pró-inflamatórias, proteinases e endotelinas, e uma fase mais avançada, ocorre a destruição de nervos subcutâneos, tudo isso acompanhado por toxicidade sistêmica grave. O acometimento dos tecidos mais superficiais e a pele ocorre secundariamente. Ela pode ocorrer a partir de incisões cirúrgicas, pequenos traumas perfurantes (incluindo cortes, arranhões, e perfurações devido ao uso de drogas intravenosas), picada de insetos ou ainda queimaduras. Apesar disso, 20% dos casos não apresentam nenhum trauma prévio.

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terça-feira, 8 de setembro de 2015


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Não seja mais um. Seja diferente!

A endometriose é uma doença que acomete muitas mulheres, mas que ainda hoje é negligenciada e pouco estudada pela comunidade científica. Isso faz com que as formas de diagnóstico sejam escassas, e o tratamento lento e traumatizante.
Créditos na imagem.
Ela é caracterizada pela presença de endométrio (tecido que reveste o interior do útero), fora da cavidade uterina, ou seja, em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestinos e bexiga.
Se não tratada, as consequências da endometriose podem variar, entretanto, as principais são a formação de aderência nos órgãos abdominais, infertilidade e comprometimento de órgãos como ovário, útero, bexiga e intestinos.
O comprometimento do útero foi o que aconteceu com a tia de Georgia Gabriela, de 19 anos. Muito possivelmente você já ouviu falar deste nome. Georgia é uma estudante brasileira, que saiu de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, BA, e alcançou primeiro a oportunidade de estar em Harvard, foi aprovada em 9 universidades americanas, e decidiu por Stanford. 
A estudante se interessou pelo assunto quando viu a doença de perto, e então percebeu o quão pouco se fala na doença, e que no Brasil, as pesquisas acerca do tema não são muito precisas e não evoluem. Ela foi selecionada para um programa em Harvard, onde teve a oportunidade de mostrar seu projeto a grandes pesquisadores da área. Também através do seu projeto, foi selecionada em Stanford, e foi convidada a ministrar uma palestra na conferência TED, que reúne grandes pensadores e idealizadores de projetos, para contar de suas vidas em 18 minutos ou menos. O trabalho da estudante consiste em encontrar uma forma de diagnóstico da endometriose mais eficaz, acessível e invasiva.
Georgia Gabriela, em palestra na conferência TED. 
Esta notícia da aprovação de uma brasileira, vinda de uma cidade da Bahia, em 9 (!!!!) universidades americanas não é nova. Mas a partir da história de Georgia, queremos chamar atenção para alguns pontos.
O primeiro deles é a falta de incentivo à pesquisa no Brasil. Quem acompanha o cenário científico brasileiro sabe o quão precário e difícil é ser cientista por aqui. A começar pelo fato de que cientista não é profissão, é um eterno “estudante”. Haja vista o grande barulho causado pela neurocientista Suzana Herculano-Houzel (assunto para outra postagem), que defende a profissionalização do cientista. Vemos trabalhos não concluídos por corte de verbas, e grandes mentes saindo do país para fazer ciência fora, onde o incentivo é maior (como a própria Georgia está fazendo). E nós só perdemos com isso.
Outro ponto em questão é a força de vontade. Aqui, destacamos o fato de sair da sua zona de conforto, e alcançar lugares nunca imaginados, e com a humildade de olhar a realidade a sua volta. Georgia está em Stanford pelo impulso que teve ao ver a sua própria comunidade, e querer mudar.  
É fácil ir todos os dias a uma faculdade, sentar e ouvir o professor falar. Mas é importante pensar: “o que eu posso fazer com todo esse conhecimento?”. Chega a ser egoísmo guardá-lo todo para si. É claro que a história de Georgia é um tanto incomum de se ver, mas... porquê não? De fato, é importante “pensar fora da caixa” para alçar voos maiores. Não seja só mais um. Seja diferente!



Vale a pena conferir a palestra da estudante Georgia Gabriela, na TED:



E querem um bônus? O Luiz Guilherme, da página Vida de Biomédico, está nos EUA pelo CsF, e também teve a oportunidade de estagiar em Harvard. Vale a pena conferir os vídeos no canal do youtube: Luiz Hendrix.

Fontes:
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sábado, 29 de novembro de 2014


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Com Você, Pela Vida - Canceronas Brothers vs. System Immune Boys

Há 3 anos atrás, quando comecei a estudar bioquímica, encontrei o Rap doPiruvato, um vídeo feito por estudantes de biologia, muito divertido que virou sucesso no Youtube. O vídeo é SENSACIONAL! Não bastasse a criatividade e inteligência para o vídeo do Piruvato (e tantos outros), o biólogo Pavel Popoff, criador do Canal Piruvato, gravou no ano passado um vídeo sobre o câncer para a Fundação do Câncer. E é incrível! Tem boy bands e tudo! Confiram:

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sábado, 16 de agosto de 2014


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O que é a Síndrome Hemolítica Urêmica?

Em 2011 o mundo acompanhou a crise europeia da cepa de E. coli O104:H4. A infecção causa um conjunto de sinais e sintomas denominado Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU). Conheça mais sobre ela. 

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), é uma doença caracterizada pela trombocitopenia (contagem de plaquetas inferior a 150.000/mm3), anemia com sinais de hemólise microangiopática (alterações ao nível dos pequenos vasos sanguíneos) e lesão renal aguda evidenciada por hematúria, proteinúria ou aumento do nível sérico de creatinina. Pode cursar também com disfunções neurológicas e hipertensão arterial, em diversos graus, e há também a SHU típica e a atípica (SHUa).
 A síndrome atinge, sobretudo crianças entre os 6 meses e os 5 anos de idade, com incidência de 2,1 por cem mil habitantes por ano, causando insuficiência renal aguda durante a infância.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012


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9 doenças que mais matam no mundo

A página da Superinteressante na internet, publicou uma lista com 9 doenças que mais matam no mundo. As informações são da Organização Mundial de Saúde, e mais de 50 milhões de pessoas morrem anualmente no planeta. Este levantamento é importante para que se possa identificar os problemas e implementar políticas públicas de saúde eficazes. As doenças provocadas pelo cigarro são três das mais fatais, e isso nos preconiza à ideia de que as campanhas contra o cigarro devem aumentar ainda mais, conscientizando a população.
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domingo, 9 de dezembro de 2012


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Sífilis



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quarta-feira, 13 de junho de 2012


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Áreas de atuação do Biomédico #05


"Patologia é a ciência que estuda as alterações das estruturas e funções dos seres vivos, as causas que a determinam, assim como o modo delas agirem."

   Assim como a Fisiopatologia, a Nosotaxia e a Nosonomia, a Anatomia patológica é um ramo da patologia e da medicina que lida com o diagnóstico das doenças baseado no exame macroscópico de peças cirúrgicas e microscópicos para o exame de células e tecidos.
  O patologista tem ampla atuação na ciência médica. Existem patologistas dedicados preferencialmente ao desenvolvimento científico, geralmente através da patologia experimental. Outros atuam preferencialmente na sala de necrópsia, no estudo da história natural das doenças, outros ainda atuam preferencialmente em patologia cirúrgica diagnóstica e citopatologia, além de serem responsáveis pela análise e elaboração de laudos (pareceres médicos)em exames utilizando-se a técnica de imuno-histoquímica. Aqueles que se dedicam preferencialmente à patologia diagnóstica são denominados patologistas cirúrgicos.
  Na patologia o Biomédico é responsável em realizar exames microscópicos de células, órgãoes e tecidos do corpo humano, ou ainda macroscópicas de peças cirúrgicas. A atuação nesta área requer do Biomédico uma especialização/residência em Patologia após o término da graduação.

  O papel do Biomédico na Patologia é de suma importância na emissão de laudos que indicam qual a doença presente no paciente, determinando o tratamento a ser aplicado, ou ainda pode determinar quais fatores levaram ao óbito do paciente.
Através da Patologia experimental, permite o estudo de determinadas patologias, levando muitas vezes à sua cura.
    A especialização pode levar 2 ou 3 anos, dependendo da instituição escolhida, e possui um leque de variedades no mercado de trabalho, pois o profissional habilitado pode atuar em clínicas, laboratórios, hospitais e universidades.
   De acordo com o Conselho Federal de Biomedicina (Resolução Nº 145, de 30 de Agosto de 2007), o biomédico habilitado em Anatomia Patológica poderá realizar todas as análises que envolvem a macroscopia, microtomia, diagnósticos histoquímicos e imunohistoquímicos, firmando os respectivos laudos, entre outros inerentes a função. 
  Para garantir a qualidade da execução destes exames, a habilitação em Anatomia Patológica deverá contar com o seguinte conteúdo programático: anatomia geral, anatomia topográfica, patologia geral, patologia sistêmica, anatomia patológica, noções básicas de diagnóstico por imagem, além de uma carga horária mínima de 500 horas de estágio.

Fontes:


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