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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021


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Pesquisadores idealizam jogo para incentivo à vacinação

Jogo VACC. Fonte: levacc.csbiology.org

E quando a gente consegue aprender e conscientizar de uma forma divertida, é muito melhor, não? O pesquisador Prof. Dr. Helder Nakaya e outros membros da Campanha Todos Pelas Vacinas desenvolveu um jogo bem bacana que traz, além do tema principal que é a importância da vacinação, pontos muito relevantes como a importância da máscara e do isolamento social, a imunidade de rebanho, as variantes virais que surgem em epidemias e como elas podem escapar da proteção da vacina e até o perigo de se acreditar em Fake News.

O nome do jogo é VACC, e faz parte de um projeto de informatização das Cadernetas de Vacinação chamado Levacc, para uma melhor administração da vacinação de toda a população, o que poderia auxiliar a impedir epidemias e erradicar doenças. A idealização desse projeto teve apoio do INCT de Vacinas do CNPq, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Vacinas da USP e da Universidade Federal do Paraná. A mecânica do jogo foi feita pelo Claudio Torres que faz informática biomédica na UFPR, com design de Allan de Carvalho do laboratório do Dr. Nakaya na USP e música do prof. Murilo Geraldo da UNICAMP.

Créditos do jogo e apoiadores. Fonte: levacc.csbiology.org

 Para jogar, basta utilizar o mouse e o teclado do computador. Simples, mas muito necessário! Vale a pena conferir. Clique aqui para acessar o jogo. 


Fonte: levacc.csbiology.org

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019


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Mais mulheres na ciência, por favor!



O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pelas Nações Unidas em dezembro de 2015. Desde então, a UNESCO e a ONU Mulheres promovem ações para fortalecer o acesso e a participação de mulheres e meninas na ciência.
É importante lembrar que por vezes as mulheres estiveram impedidas de participar de várias áreas do conhecimento, e um exemplo muito famoso foi trabalho de Marie Curie que demorou anos para ser reconhecido. Hoje, ainda vemos poucas mulheres como destaque na ciência, e é por esse motivo que este incentivo existe.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019


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Resistência antimicrobiana e a PLS 545/2018


Atualmente, a resistência aos antimicrobianos é um dos principais problemas da saúde pública mundial, devido às consequências clínicas e econômicas. Trata-se da capacidade de adaptação evolutiva da bactéria (e outros microrganismos) frente aos antimicrobianos, que vem colocando em risco a eficácia dos medicamentos disponíveis.
Desde sua descoberta em 1928 por Alexandre Fleming, os antibióticos são usados para tratamento de infecções bacterianas, e já salvaram milhares de vidas em todo o mundo. O que vemos no cenário atual é uma grave crise de resistência aos antimicrobianos: as bactérias evoluem mais rápido do que novos antibióticos são lançados no mercado.
Além da falta de desenvolvimento dessas drogas e demora para que estejam disponíveis no mercado, esta crise tem sido atribuída principalmente, dentre outros fatores, ao uso excessivo e indiscriminado dessas drogas. Os quadros de resistência geram uma alta taxa de mortalidade, e maiores custos com internação e equipe médica, além da tentativa (muitas vezes nula) de se utilizar combinações de antibióticos a fim de aumentar sua eficácia.
É preciso que haja maior cautela na prescrição e na utilização dos antibióticos pelo paciente. Mesmo que na maioria das vezes o biomédico não esteja em contato direto com o paciente, é importante que tenhamos consciência desse cenário, que conheçamos os principais mecanismos de resistência, e que possamos liberar laudos cada vez mais claros e de acordo com a realidade atual. É importante também manter diálogos com o corpo clínico para que o tratamento ao paciente seja o melhor possível e incentivar o uso correto dos antibióticos.
Há no Senado Federal um projeto de Lei nº 545, de 2018, de autoria do senador Guaracy Silveira (PSL/TO), que visa facilitar o acesso da população de locais sem serviço regular de saúde pública aos antibióticos, sem a necessidade de receita médica. O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e é claro, gerou grande polêmica no início desse ano. A explicação dada pelo senador para este projeto é a seguinte:
— O que precisamos, claro, é de saúde com acesso gratuito e universal para que todos tenham diagnóstico e prescrição médica. Mas, enquanto esse sonho não se concretiza, precisamos garantir o acesso da população a esses medicamentos em localidades que não possuam atendimento médico e serviço de saúde pública regular. – Guaracy Silveira, senador (PSL/TO).
Desde 2010, a ANVISA exige a apresentação e retenção de uma via da receita médica na compra do antibiótico. Esta medida se dá justamente para que possa haver um controle da disponibilização de antibióticos à população, já que, como vimos até agora, trata-se de um assunto sério.
Facilitar o uso de antibióticos, ainda mais em uma população carente de atenção médica, é simplesmente promover o aumento de quadros de resistência bacteriana e aumentar ainda mais crise em que vivemos. Lembrando, trata-se de uma crise não só para a comunidade científica, médica e para a população, mas de uma crise econômica.
É necessário que medidas preventivas sejam tomadas, e que a população possa receber uma melhor educação sobre o assunto, para que faça uso dos antibióticos com responsabilidade.
Em outro momento, vamos falar mais sobre os tipos de resistência bacteriana e os mecanismos envolvidos, para fins de estudo. Neste momento, precisamos falar sobre a PLS 545/2018 e, como profissionais da saúde, levar maior conhecimento a quem desconhece o assunto e mostrar à população e ao Senado como medidas como esta proposta pelo senador Guaracy podem provocar um dano irreversível.
Você pode ter acesso e manifestar sua opinião ao Senado dizendo que NÃO APOIA este projeto de Lei, clicando aqui. Compartilhe com outros profissionais ou mesmo as pessoas do seu convívio. Ao invés de facilitar o acesso aos antibióticos e aumentar o seu uso indiscriminado, vamos promover a educação sobre o assunto.

Fontes:
SenadoNotícias – para ler na íntegra a notícia sobre o Projeto de Lei
PLS545/2018 – para ler o projeto de Lei e manifestar sua opinião
Wright, G. Tyres, M. Drug combinations: a strategy to extend the life os antibiotics in the 21st century. Nature Reviews, jan. 2019. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41579-018-0141-x>.
FRIERI, M. et al. Antibiotic resistence. Journal of Infection and Public Health. 10, 369-378. 2017. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1876034116301277>.
VENTOLA, C. L. The Antibiotic Resistance Crisis Part 1: Causes. Vol. 40 No. 4, abr. 2015. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4378521/>.
LOUREIRO, R. J. et al. O uso de antibióticos e aos resistências bacterianas: breves notas sobre a sua evolução. Rev Port Saúde Pública. 34(1):77–84. 2016. Disponível em: <https://ac.els-cdn.com/S087090251500067X/1-s2.0-S087090251500067X-main.pdf?_tid=3d2667d0-d49e-43c1-adae-c5a14e1bb68f&acdnat=1548971440_b54109697d4a222e2a20d1431d7c8c45>.
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terça-feira, 20 de junho de 2017


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A epidemia de Sífilis no Brasil

Pode parecer demasia para assustar a população, mas é a realidade. Por motivos irrisórios, uma doença sexualmente transmissível que pode ser evitada com uso de preservativo, dá sinais quando aparece, e pode ser tratada, ainda assombra o cenário nacional, tornando-se uma epidemia. Esse foi o tema de uma matéria da Revista Superinteressante, publicada agora no dia 13 de junho.  O assunto é sério, e por isso, hoje aqui no Biomedicina em Ação, vamos falar sobre Sífilis.

O que é?

É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. 

Treponema pallidum em microscopia de varredura.

Como é transmitida e como prevenir?

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto.
O uso correto e regular da camisinha masculina ou feminina é uma medida importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento da gestante durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

O que é a sífilis congênita?

É uma doença transmitida ao feto durante a gestação, através da passagem do treponema pela placenta. A doença é mais grave quanto mais recente for a infecção materna. São complicações dessa forma da doença: aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao nascer.

Segundo estudo realizado em 2004, estima-se que a taxa de prevalência de mulheres portadoras de sífilis no momento do parto seja de 1,6%. Isso corresponde a aproximadamente 49 mil parturientes infectadas e 12 mil nascidos vivos com sífilis, considerando-se uma taxa de transmissão de 25%, de acordo com estimativa da OMS (www.aids.gov.br).(Fonte: Telelab)

Mesmo quando não se manifesta com essas características, a infecção congênita pode permanecer latente, vindo a se expressar durante a infância ou mesmo na vida adulta. A definição da sífilis congênita deve ser feita pelo médico, o qual deve levar em consideração a comparação dos resultados dos testes não treponêmicos da mãe e da criança, os resultados dos exames de imagem e dos sinais clínicos presentes na criança.
Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo, tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão vertical.

Quais os sinais e sintomas da doença?

Esse é o problema. Após a infecção, aproximadamente de 10 a 90 dias depois do contágio, aparece uma ferida, geralmente única, no local da entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele). Essa ferida chamada cancro duro ou protossifiloma, tem a base endurecida, contém secreção serosa e muitos treponemas, não dói, não coça, e por isso, o indivíduo dificilmente vai procurar tratamento. Esta é a primeira fase da sífilis. As lesões sifilíticas facilitam a entrada do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Além disso, a sífilis acelera a evolução para Aids e a infecção pelo HIV altera a história natural de sífilis

Começa com um machucado. Indolor, costuma não ser bonito, mas também não é o fim do mundo. Quando aparece na área genital, fica evidente nos homens, mas pode acabar escondido dentro da vagina sem chamar qualquer atenção. Há ainda outros casos discretos, como na garganta ou no ânus. Aí, quando você está começando a se preocupar, Bam! Desaparece. Parabéns! Seu sistema imunológico é mesmo incrível, né? Na verdade, não. Você só passou para a próxima etapa de uma doença que, a curto ou longo prazo, pode atacar seu cérebro, mudar a estrutura dos seus ossos, deformar seu rosto e matar seus filhos. Você tem sífilis. (Fonte: Superinteressante)


A cicatrização da ferida é espontânea. Depois de 6 semanas a 6 meses dessa cicatrização, se não houver tratamento, aparecem manchas e erupções (exantema) no corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, caracterizando a fase secundária. Essas manchas também não coçam, e podem ser confundidas com algum processo alérgico, sobretudo porque podem surgir ínguas. Nesta fase, o treponema já invadiu todos os órgãos e líquidos do corpo.

O exantema se apresenta na forma de máculas, pápulas ou grandes placas eritematosas branco-acinzentadas denominadas condiloma lata, que podem aparecer em regiões úmidas do corpo. (Fonte: Telelab)

Depois, vem a sífilis latente, que é dividida em recente (menos de um ano de infecção) e tardia (mais de um ano de infecção). A duração é variável (pode durar até 40 anos!), e nessa fase, não é contagiosa, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.
A fase terciária então pode surgir de 2 a 40 anos depois do início da infecção. É chamada fase da moléstia, pois costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

As úlceras que começam a brotar pelo corpo são tão agressivas que, em regiões de contato direto da pele com ossos, como no crânio, o esqueleto começa a ser corroído. Na tíbia, principal osso da canela, o corpo até tenta combater a degeneração: conforme a erosão óssea aparece, o estrago vai sendo calcificado. A região afetada começa a engrossar e, com o avanço do desgaste, a canela vai ficando curvada. Em alguns casos, a bacia também é afetada e o doente perde a capacidade de andar em linha reta. Uma das maneiras mais antigas de identificar portadores de sífilis, inclusive, é ver se a pessoa caminha como um pato, rebolando por causa da bacia deteriorada. Implacável, a infecção ainda ataca os sistemas vascular e nervoso – o que pode acontecer precocemente entre a primeira e a segunda fase. Quando a bactéria finalmente ocupa o cérebro, o infectado começa a sentir alterações de humor e pode desenvolver demência. É a chamada neurosífilis. Nesta última fase, finalmente, transar não ameaça mais aos outros. A sífilis deixa de ser infecciosa e quer acabar somente com o portador.(Fonte: Superinteressante)

Como a sífilis é diagnosticada no laboratório?

Para o diagnóstico da sífilis podem-se utilizar os testes treponêmicos e os não treponêmicos. Os testes treponêmicos são qualitativos, ou seja, detectam a presença ou ausência de anticorpos contra antígenos do Treponema pallidum na amostra. Os testes não treponêmicos detectam anticorpos não treponêmicos, anteriormente denominados anticardiolipínicos, reagínicos ou lipoídicos. Esses anticorpos não são específicos para Treponema pallidum, porém estão presentes na sífilis. Os testes não treponêmicos podem ser: qualitativos – rotineiramente utilizados como testes de triagem para determinar se uma amostra é reagente ou não; ou quantitativos – são utilizados para determinar o título dos anticorpos presentes nas amostras que tiveram resultado reagente no teste qualitativo e para o monitoramento da resposta ao tratamento. O título é indicado pela última diluição da amostra que ainda apresenta reatividade ou floculação visível.
De acordo com as fases da doença, podemos observar o seguinte:

·      Sífilis primária:
Na sífilis primária, o diagnóstico laboratorial pode ser feito pela pesquisa direta do Treponema pallidum por microscopia de campo escuro, pela coloração de Fontana-Tribondeau, que utiliza sais de prata, e pela imunofluorescência direta. Os anticorpos começam a surgir na corrente sanguínea cerca de 7 a 10 dias após o surgimento do cancro duro. Por isso, nesta fase os testes sorológicos são não reagentes. O primeiro teste a se tornar reagente em torno de 10 dias da evolução do cancro duro é o FTA-abs, seguido dos outros testes treponêmicos e não treponêmicos. Quanto mais precocemente a sífilis primária for tratada, maior será a possibilidade de os exames sorológicos tornarem não reagentes. Porém, mesmo após a cura os testes treponêmicos podem permanecer reagentes por toda a vida.

·      Sífilis secundária:
Na sífilis secundária, todos os testes que detectam anticorpos são reagentes e os testes quantitativos tendem a apresentar títulos altos. Após o tratamento nesta fase, os testes treponêmicos permanecem reagentes por toda a vida do usuário, ao passo que os testes não treponêmicos podem ter comportamento variável. Em alguns indivíduos ficam não reagentes, e em outros permanecem indefinidamente reagentes em baixos títulos.

·      Sífilis latente:
Nesta fase, todos os testes que detectam anticorpos permanecem reagentes, e observa-se uma diminuição dos títulos nos testes quantitativos. Para diferenciar esta fase da infecção primária, deve-se pesquisar no líquor a presença de anticorpos, utilizando-se o VDRL. Evidencia-se sífilis latente quando o VDRL é reagente no líquor, acompanhado de baixos títulos no soro.

·      Sífilis terciária:
Nesta fase, os testes que detectam anticorpos habitualmente são reagentes e os títulos dos testes não treponêmicos tendem a ser baixos. Porém, podem ocorrer resultados não reagentes. Em usuários que apresentam sintomas neurais, o exame do líquor (LCR) é indicado, porém nenhum teste isoladamente é seguro para o diagnóstico da neurossífilis. Recomenda-se que o diagnóstico seja feito pela combinação entre a reatividade do teste e o aumento de células e de proteínas no LCR. Para testagem do LCR, o VDRL – que tem alta especificidade – é o exame recomendado, apesar de apresentar baixa sensibilidade (de 30% a 47% de resultados falso-negativos).

Relação entre testes para diagnóstico de sífilis, as fases da doença, o curso clínico da infecção e o tempo. Fonte: Ministério da Saúde. 


E o tratamento?

O tratamento é simples, feito com antibióticos, especialmente penicilina cristalina. Deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

Imagem ilustrativa de Bezetacil, para tratamento de sífilis. 


Por que a sífilis se tornou uma epidemia?

Um dos pontos de maior destaque na matéria da Revista Superinteressante está relacionado aos motivos que levaram à epidemia de sífilis. O Ministério da Saúde decretou epidemia em outubro de 2016, já que desde 2010, foram notificados quase 228 mil novos casos; só entre 2014 e 2015 houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas. A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Em 2015, tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos; sendo esse valor 13 vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde considera aceitável.
E como dizemos anteriormente, o tratamento é muito simples se comparado a outras ISTs. Além disso, é muito barato! Talvez esse seja o problema. Além da queda no uso de preservativos para evitar a sífilis e outras infecções, o acesso à penicilina passou a ser aliado para que tudo isso culminasse para o estado alarmante que vivemos hoje. Chega a ser piegas o fato de um dos problemas ser o acesso ao antibiótico mais antigo que existe.
Resumidamente, o que acontece é que, por ser barata, a indústria farmacêutica não se interessa em fabricar: falta penicilina nas prateleiras. Além disso, existe o risco de choque anafilático: ninguém quer aplicar sem estrutura adequada. Os parceiros de mulheres grávidas com sífilis não tomam medicamentos e, portanto, continua o ciclo.
E por fim, esta epidemia acontece há mais tempo do que possamos imaginar. Isso porque só em 2010 o diagnóstico de sífilis foi atrelado à notificação compulsória, o que ajudou nas estatísticas, aumentando o número de casos positivos.
É necessário que todo um trabalho seja realizado: a população esteja cada vez mais ciente do uso de preservativos, da procura por diagnóstico e tratamento, e que os órgãos competentes possam ser capazes de prestar um tratamento que não custa nem um pouco caro para os cofres públicos.

Para se aprofundar mais nos tipos de testes para diagnóstico da sífilis, indicamos um curso online e gratuito, o Telelab. Já falamos sobre essa plataforma do Ministério da Saúde, e lá você pode encontrar um curso completo sobre sífilis. Acesse clicando aqui! 



Referências bibliográficas:
Germano, F. A nova cara da Sífilis. Jun 2017. Disponível em: < http://super.abril.com.br/saude/a-nova-cara-da-sifilis/>.
Diagnóstico de Sífilis. Telelab. Disponível em: < http://telelab.aids.gov.br/index.php/component/k2/item/106-baixar-diagnostico-sifilis>.


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sábado, 10 de junho de 2017


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Ética na pesquisa científica: qual a importância?


Já tratamos aqui sobre um acontecimento envolvendo cientistas japoneses e uma descoberta que aparentemente daria novos rumos à medicina regenerativa (clique aqui para ler a matéria).  A história que no começo foi tratada como fraude, mas no fim não passou de inexperiência, cabe bem ao assunto desse post.
A ética na pesquisa científica é algo que por vezes se mantém longe de discussões, e só volta a ser mencionada quando algo polêmico aparece, como publicação de artigos com dados inverídicos, ou mesmo o que podemos chamar de corrupção, quando o grupo de pesquisa acaba por se tornar uma fábrica de artigos sem qualidade.
A Revista Fapesp do mês de maio trouxe nas suas páginas iniciais uma matéria muito interessante sobre isso. Em abril deste ano, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos criaram um relatório com 11 recomendações para que os problemas envolvendo a ética sejam diminuídos, e para que os indícios de má conduta sejam investigados.
É difícil acreditar que, também na ciência, há chantagens e propostas antiéticas ligadas à ação fraudulenta de empresas e instituições que se propões a ajudar pesquisadores a publicar artigos ou prestam consultoria sobre ética na pesquisa. Um caso que retratada essa situação é o de uma empresa chinesa de redação científica que propôs ao editor da revista Diabetic Medicine, Richard Holt, o que eles chamaram de “negócio colaborativo”. Nesse “negócio”, Richard receberia US$ 1 mil por artigo aceito para publicação. Eles argumentavam que era difícil para médicos chineses publicarem em revistas de prestígio, principalmente por barreiras linguísticas e, portanto, pediram para que o editor os ajudasse com isso. Entretanto, Holt respondeu que isso se tratava de um ato antiético e encaminhou o caso ao Cope (Committee on Publication Ethics), um fórum de editores com sede em Londres que trata de temas ligados à integridade científica.
E o paper inspirado em seriado de comédia? Pois é. A revista Urology & Nephrology Open Acess Journal publicou um artigo assinado pelo Dr. Martin van Nostrand, sobre um estudo de caso de uma doença chamada “uromycitisis”, doença que fazia com as pessoas fossem obrigas a urinar quando sentissem vontade, mesmo em locais públicos, caso contrário poderiam morrer. O problema é que esse tal Dr. Nostrand era um pseudônimo criado por um dos personagens de uma série de ficção que se passava por médico em alguns episódios, e a uromycitisis também era fruto da imaginação do comediante que escreveu a séria, Jerry Seinfeld, em que o personagem principal precisava inventar uma desculpa para o policial que o flagrou urinando em uma garagem.
Está mais do que clara a importância de se utilizar a ética na divulgação científica. É a partir de um artigo que outros são gerados, que descobertas são feitas e que vidas podem ser mudadas.

Para ter acesso às recomendações das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, acesse: www.nap.edu/21896


Fonte: A importância de dar um passo adiante. Maio 2017. Revista Fapesp, n.255, p.8-10.
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quarta-feira, 31 de maio de 2017


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Nanotecnologia aplicada ao combate da resistência bacteriana

Imagem: Mateus Borba Cardoso
Atualmente nos deparamos cada vez mais com perfis de resistência bacteriana a antibióticos, e a corrida por soluções está cada vez mais acelerada. Cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)  encontraram uma nova estratégia para combater as bactérias multirresistentes.
O trabalho publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, trata sobre a síntese de um nanofármaco, usando um método de revestimento nanopartículas de prata e sílica porosa (potencialmente tóxicas para os microrganismos e também para as células humanas) com uma camada de antibiótico, no caso a ampicilina, em um arranjo específico, que tem uma explicação lógica. A ideia é que, por afinidade química, o nanorfámaco age apenas sobre os microrganismos patogênicos, sendo inerte ao organismo humano.
Segundo Mateus Borba Cardoso, um dos pesquisadores do CNPEM, o antibiótico é usado como uma espécie de isca, para levar a nanopartícula até a bactéria com uma grande quantidade do fármaco. “A ação combinada da droga com os íons de prata foi capaz de matar até mesmo microrganismos resistentes”. O pesquisador explica ainda que atualmente há medicamentos comerciais com nanopartículas, que servem para recobrir o princípio ativo e aumentar o tempo de vida deste dentro do organismo, mas a estratégia usada para este método publicado recentemente, eles “decoraram” a superfície da nanopartícula com grupos químicos que a direcionam até o local onde ela deve agir, sendo assim, mais seletivo.
E como a nanopartícula é direcionada até o patógeno? Tudo ocorre pela lógica do arranjo da ampicilina. “Por meio de modelagem molecular, conseguimos determinar qual parte da molécula de ampicilina interage melhor com a membrana bacteriana. Deixamos então todas as moléculas do fármaco com essa parte-chave voltada para o lado externo da nanopartícula, aumentando as possibilidades de interação com o patógeno”, explicou Cardoso.

E quanto à eficácia?

Inicialmente foi feito um estudo quanto ao efeito do nanoantibiótico em comparação ao da ampicilina convencional, em duas linhagens diferentes de Escherichia coli. Na primeira situação, os cientistas utilizaram uma linhagem suscetível à ampicilina, e praticamente 100% dos microrganismos morreram tanto com a ampicilina convencional quanto com o nanoantibiótico, versão combinada com a prata e a sílica. Na segunda situação, a linhagem da E.coli era resistente à ampicilina convencional, e somente o nanofármaco apresentou eficácia.  
Depois, era preciso testar o efeito citotóxico do nanoantibiótico nas células de mamíferos. Foi usado então, uma linhagem de células renais humanas. O resultado foi que o revestimento da nanopartícula com o antibiótico se mostrou segura.
Uma das partes mais interessantes do trabalho são as imagens de microscopia confocal, onde mostram que além de não ser tóxico, o nanoabtibiótico não interfere no ciclo celular:
 
Imagem do artigo, mostrando o teste de citotoxidade da nanopartícula revestida e sem o revestimento. Fonte: Oliveira, JFA. et al. Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles. 2017.

Este estudo pode ser o passo inicial para a síntese de outros nanofármacos, variando o antibiótico de revestimento e combatendo também outras espécies de bactérias.

Tem pontos negativos?

Sim, como todo estudo inicial. O problema desse método é justamente a nanopartícula. Cardoso explica que, como a prata e a sílica são materiais inorgânicos, a nanopartícula não é metabolizada pelo organismo, o que ocasiona em acúmulo.
Não se sabe ao certo onde as nanopartículas se acumulariam. Para isso, serão necessários testes em animais. Entretanto, uma alternativa é utilizar ao invés da prata, um outro antibiótico de espectro diferente ou uma nanopartícula pequena o suficiente para ser excretada pela urina.
De qualquer forma, o nanofármaco apresentado neste estudo já é um avanço imensurável, e poderá ser utilizado em casos graves em que não há outra alternativa para o tratamento de infecções hospitalares, evitando a morte de muitos pacientes.
O trabalho foi também uma colaboração de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto de Química (IQ), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e do Departamento de Bioquímica-Programa de Pós-graduação em Biologia Funcional e Molecular, Instituto de Biologia (IB), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).


O artigo Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles (doi:10.1038/s41598-017-01209-1), de Jessica Fernanda Affonso de Oliveira, Ângela Saito, Ariadne Tuckmantel Bido, Jörg Kobarg, Hubert Karl Stassen e Mateus Borba Cardoso pode ser lido na íntegra em: www.nature.com/articles/s41598-017-01209-1. 



Fonte: Revista FAPESP
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sábado, 19 de novembro de 2016


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IST: o que é?

   

A nomenclatura DST (doenças sexualmente transmissíveis) foi substituída por “IST” (infecções sexualmente transmissíveis). De acordo com o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. A nova denominação é uma das atualizações da estrutura regimental do Ministério da Saúde por meio do pelo Decreto nº 8.901/2016 publicada no Diário Oficial da União em 11.11.2016, Seção I, páginas 03 a 17.
“A denominação ‘D’, de ‘DST’, vem de doença, que implica em sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo. Já ‘Infecções’ podem ter períodos assintomáticas (sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por exemplo) ou se mantém assintomáticas durante toda a vida do indivíduo (casos da infecção pelo HPV e vírus do Herpes) e são somente detectadas por meio de exames laboratoriais”, explicou a diretora do Departamento, Adele Benzaken. “O termo IST é mais adequado e já é utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos principais Organismos que lidam com a temática das Infecções Sexualmente Transmissíveis ao redor do mundo”, completou.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais
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terça-feira, 8 de novembro de 2016


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Inclusão do biomédico nos programas de atenção à saúde - VOTE!




Nos últimos dias, têm se falado muito sobre a inclusão do biomédico nos programas de Atenção à Saúde (ESF/NASF) e nas práticas integrativas e complementares. Trata-se de uma proposta legislativa do biomédico Jeferson M. Gomes que todos podem ter acesso no site do Senado Federal.
A proposta é para que o biomédico seja parte da equipe de Atenção à Saúde, visto que nossa ampla área de atuação pode ser muito importante na melhoria da saúde pública do Brasil. O texto ainda explica que “uma das principais funções do biomédico a saúde pública é a prevenção das doenças, pois realiza exames preventivos nas campanhas de saúde evitando que doenças se instalem na comunidade. Assim, a contribuição funcional do biomédico inclui a prevenção e promoção da saúde por meio de educação sanitária, coleta e armazenamento de material biológico para análise laboratorial e pesquisa de possíveis agentes etiológicos de maior incidência a comunidade em que está inserido a Estratégia de Saúde da Família (ESF).”
Apoie esta ideia! Clique aqui, leia na íntegra a proposta e assine! É muito simples, rápido e qualquer pessoa pode votar.


Compartilhe para que todos saibam a importância dessa proposta para a saúde pública. 
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016


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Novembro Azul: o alerta contra o câncer de próstata

O Biomedicina em Ação sempre abriu espaço para troca de experiências, e para que todos possam interagir com nossos leitores. Por isso, recebemos um e-mail do Danilo, aluno de graduação da Unip, Campus Assis. Ele escreveu sobre um assunto de grande importância, principalmente agora em novembro: o câncer de próstata. Confira o texto:

“Segundo o INCA (Portal Nacional de Câncer) no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. 
A próstata é um órgão que faz parte do aparelho reprodutor masculino e sua principal função é produzir parte do líquido que forma o sêmen. O principal fator de risco para o câncer da próstata é a idade e o histórico familiar.
Existe tratamento e acompanhamento para tratar e evitar o câncer de próstata. 
Os Biomédicos que atuam em Laboratórios de Análises Clínicas dosam uma proteína chamada Antígeno Prostático Específico (PSA) que é realizado através da coleta de sangue venosa para saber se existe uma alteração evidenciando um câncer de próstata assintomático. 
É importante que o paciente siga as instruções de pré coleta 3 (três) dias antes da realização do exame, para evitar que afaste o diagnóstico precoce da doença. 
Em caso de dúvidas procure o seu médico, o diagnóstico precoce preserva o seu futuro.”

Danilo Leônidas Ferreira da Silva, Acadêmico de Biomedicina pela Universidade Paulista - UNIP Assis  


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domingo, 30 de outubro de 2016


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O jeans moderno e a microbiologia: como é possível unir os dois?

Já imaginou usar a microbiologia na confecção do jeans? E mais, de uma forma sustentável que possa minimizar os resíduos tóxicos e os gastos associados a eles.


 O jeans sempre foi muito popular, principalmente o jeans azul Denim, desde que Levi Strauss e Jacob Davis, em 1873, produziram pela primeira vez para mineradores de ouro da Califórnia. Hoje, o denim macio e desbotado é produzido pelas empresas com auxílio de enzimas celulases, provenientes de um fungo chamado Trichoderma.
As celulases, como o próprio nome sugere, digerem parte da celulose do algodão e, ao contrário de muitas reações químicas, essas enzimas atuam em temperaturas e pHs seguros. Além disso, as enzimas são proteínas e, portanto, facilmente degradadas para a remoção do esgoto industrial.
E a produção de algodão também pode acontecer com menor impacto ambiental. Isso porque existe uma bactéria chamada Gluconacetobacter xylinus produz celulose ligando unidades de glicose em cadeias simples na membrana externa da parede celular bacteriana. As microfibrilas de celulose são expulsas através de poros na membrana externa, e feixes de microfibrilas se entrelaçam, formando tiras.
Para dar aquele efeito de desbotado, dá para usar o peróxido, que é um agente branqueador mais seguro que o cloro e pode ser facilmente removido do tecido e do esgoto industrial por enzimas. Os pesquisadores da Novo Nordisk Biotech clonaram um gene de peroxidase de cogumelo em leveduras e cresceram as leveduras em condições de máquina de lavar. As leveduras que sobreviveram foram selecionadas como produtoras de peroxidase.
E aquela tonalidade azul, forte, chamada índigo? Dá para fazer isso utilizando bactérias, bem conhecidas por sinal. Biotecnologistas da Califórnia identificaram o gene da Pseudomonas putida, uma bactéria do solo, que converte o subproduto bacteriano indol em índigo. Esse gene foi inserido na bactéria Escherichia coli, que, por sua vez, se tornou azul e produzem índigo a partir do triptofano.
Ah, e dá para fazer até o zíper usando os nossos amigos microrganismos. Cerca de 25 bactérias produzem grânulos de inclusão de poli-hidroxialcanoato (PHA) como reserva alimentar. Os PHAs são similares aos plásticos comuns, e por serem produzidos por bactérias, eles também são prontamente degradados por muitas bactérias. Os PHAs podem representar um material biodegradável alternativo para substituir o plástico convencional, feito a partir de petróleo e ser usado na produção dos zíperes!

Incrível né? A biotecnologia utilizando os microrganismos a nosso favor, sem prejudicar o meio onde vivemos!


Fonte: Tortora, G. J. Microbiologia. 12 ed. Artmed. 2016.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016


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Biomedicina vs. Medicina - BIOMEDICINA ESTÉTICA



Esta semana, a Associação Brasileira de Biomedicina Estética – ABBME (SBBME), divulgou uma nota de esclarecimento a respeito do pedido de anulação das Resoluções CFBM ns. 197/2011, 200/2011 e 214/2012, que dispõem sobre a Biomedicina Estética e requisitos para exercício destas atividades pelo biomédico.
Novamente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) tentando de alguma forma, monopolizar uma área, que por direito concedido em lei, é também dos biomédicos. A decisão da Juíza da 3ª Vara Federal do Distrito Federal é favorável ao CFM, colocando em risco a atuação dos biomédicos.
Diante ao exposto, o Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) irá reunir-se nesta terça-feira (11), às 15h, em Brasília, para tratar de assuntos referentes a decisão judicial que limita a atuação do Biomédico no âmbito da Estética.

Leia a nota de esclarecimento (clicando aqui), e inteire-se do assunto. E para quem puder comparecer, o Conselho Federam de Biomedicina (CFBM), convida todos os interessados a participarem.

Local: Setor Comercial Sul, Quadra 07, Bloco A, Sala 804. Ed. Pátio Brasil - Brasília.

É hora de toda a classe se unir!

#SOMOSTODOSBIOMEDICINAESTÉTICA
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terça-feira, 20 de setembro de 2016


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DTA - Doenças Transmitidas por Alimentos - por Mayara Montani


As DTA (doenças transmitidas por alimentos) são consideradas um problema de saúde pública. Segundo a Vigilância Sanitária, considera-se surto quando duas ou mais pessoas apresentam os mesmos sinais/ sintomas após ingerir alimentos e/ou água da mesma origem.
Os sintomas dependem do agente etiológico envolvido e podem variar desde leve desconforto intestinal até quadros extremamente sérios. Segundo a Organização Mundial da Saúde (WHO), a manifestação clínica mais comum das DTAs são sintomas gastrointestinais, mas podem causar
diversos outros sintomas (neurológicos, ginecológicos, imunológicos, falência de múltiplos órgãos e óbito). 
A ocorrência de um surto caracteriza uma falha no processamento, manipulação, preparo, transporte ou armazenamento do alimento e sua ocorrência é de notificação compulsória para todo o território nacional.
O perfil epidemiológico das doenças transmitidas por alimentos no Brasil ainda é pouco conhecido, pois a identificação dos surtos ainda é dificultada pela complexidade das manifestações clínicas (sintomas); devido a existência de inúmeros patógenos que podem estar associados e varias fontes/ vias de transmissão dos mesmos; muitos surtos não são notificados ou detectados/ diagnosticados. 
É importante saber que para a maioria dos patógenos envolvidos nas DTAs não existe vacina, com exceção de alguns rotavírus e da hepatite A.


(Continue lendo)
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sexta-feira, 17 de junho de 2016


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Entrevista: Cecília e Nathalia, as estudantes de Biomedicina que publicaram na "Nature"

Em meio à falta de apoio já conhecido à pesquisa no Brasil, ficamos muito contentes quando vemos que não só produzimos ciência de qualidade, mas vamos longe. Um grupo da USP publicou no dia 11 de maio (2016) um estudo que consolida a força da ciência brasileira e sobretudo, auxilia na compreensão de como se comporta o Zika Vírus e a sua relação com a microcefalia.
O trabalho foi publicado no site da revista Nature (leia o artigo clicando aqui), uma das revistas mais importantes do meio científico. Nele, há as evidências que faltavam para a comprovação de que o Zika Vírus causa a microcefalia, e que a cepa brasileira (apresentada no artigo como ZIKBR) é mais agressiva do que a africana, isolada pela primeira vez em 1947.
Além de todo esse prestígio e orgulho para a ciência brasileira, é também um grande orgulho para a classe biomédica. Isso porque, duas futuras biomédicas fizeram parte do grupo que foi notícia em todo o mundo.
Orientadas pela neurocientista Profa. Dra. Patrícia Beltrão Braga, chefe do Laboratório de Células-Tronco da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), Cecília Benazzato e Nathalia Almeida ainda nem se formaram mas já garantiram uma publicação na Nature em seus currículos. E hoje, a conversa aqui é com elas!

Cecília (esquerda) e Nathalia (direita). Estudantes de Biomedicina que tiveram sua primeira publicação na Nature.

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