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sábado, 23 de março de 2013


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Novo caminho contra a supressão da medula óssea vermelha durante a quimioterapia e radioterapia


Foto: eBiotecnologia
Um dos maiores problemas enfrentados pelos pacientes com câncer é a supressão da medula óssea vermelha durante os tratamentos de quimioterapia e radioterapia. No processo de tentar combater as células tumorais, os pacientes recebem doses, muitas vezes elevadas, de quimioterápicos e/ou radiação que podem afetar outras células saudáveis do organismo.
A medula óssea vermelha é o local onde residem as Células Tronco Hematopoiéticas (CTHs) que são responsáveis por gerar as células necessárias para reconstituição do sangue e sistema imunológico. Um dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia é a supressão da medula óssea vermelha.
Winkler e colaboradores (2012) desenvolveram um novo método com vista a atenuar esse efeito colateral, em que se baseia na expressão de E-selectina, uma molécula de adesão celular que é expressa apenas por células endoteliais vasculares da medula óssea.
Os pesquisadores demostraram através de experimentos que a quiescência e a auto renovação das CTHs foi melhorada em camundongos nocautes para E-selectina (sele -/-), demonstrando que E-selectina é importante para a diferenciação das CTHs. Além disso, os cientistas comprovaram que o nocaute ou bloqueio de E-selectina aumenta a sobrevivência das CTHs cerca de três a seis vezes e acelera a recuperação de neutrófilos no sangue após os camundongos serem tratados com agentes quimioterápicos e radiação.
Dessa forma, foi demonstrada a importância dessa molécula de adesão na medula óssea vermelha que desempenha um papel crítico na diferenciação das células tronco hematopoiéticas em células sanguíneas bem como do sistema imune. Como a supressão da medula óssea é um efeito colateral grave da quimioterapia e/ou irradiação de dose elevada, o bloqueio transitório com um antagonista de E-selectina é, potencialmente, um tratamento promissor para a proteção das CTHs em pacientes com câncer.

Texto: Marcelo Silva Barcellos
Revisão: Relber Aguiar Gonçales
Sources: Ingrid G Winkler1, Valérie Barbier1, Bianca Nowlan2, Rebecca N Jacobsen2,3, Catherine E Forristal2, John T Patton4, John L Magnani4 & Jean-Pierre Lévesque2,3. Vascular niche E-selectin regulates hematopoietic stem cell dormancy, self renewal and chemoresistance. Nature Medicine. 2012;18: 1651-1657

Artigo postado no dia 21/03/2013, no site "eBiotecnologia-ciência e tecnologia juntas".
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


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Um avanço no diagnóstico do câncer endometrial e ovariano


O Papanicolau é um exame ginecológico rotineiro para todas as mulheres. Recebeu este nome em homenagem ao seu criador, o médico George Papanicolaou. Trata-se de um procedimento rápido e simples, além de ser de grande importância para detectar várias doenças, entre elas o câncer de colo de útero, via análise das células, e o vírus HPV, seu principal causador. Cerca de 18 mil mulheres são diagnosticadas anualmente com esse tipo de câncer.
Mas um estudo de pesquisadores americanos da Universidade Johns Hopkins, do Instituto Ludwig e do centro Memorial Sloan-Kattering, e brasileiros do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), publicado na revista científica "Science Translational Medicine" mostra uma nova visão para este exame tão comum: agora o Papanicolaou poderá detectar também o câncer de ovário e do corpo do útero.
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