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quarta-feira, 21 de abril de 2021


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CFBM lança a ação Biomedicina Solidária

Imagem: CFBM.

O Conselho Federal de Biomedicina lançou nessa semana um projeto muito bacana que tem como objetivo arrecadar donativos para Ongs e instituições filantrópicas, afim de estender a mão a quem mais precisa nesse momento.

O projeto que foi iniciativa do presidente do CFBM, D. Silvio José Cecchi, recebeu o nome de Biomedicina Solidária, e pretende mobilizar toda a categoria biomédica para a arrecadação de donativos em todo o país até o dia 22 de maio. As unidades dos Conselhos Regionais de Biomedicina e suas delegacias serão pontos de apoio à essas doações. As empresas e laboratórios que quiserem aderir à ação poderão ser também pontos de coleta e fazer suas doações; essas empresas receberão um selo “Empresa Solidária”, bem como a divulgação em redes sociais.

A campanha já deu início nas redes sociais! Ah, e marque na sua agenda: para os dias 21 e 22 de maio o CFBM está preparando várias palestras e atrações online para encerrar esse projeto. Fique de olho!

Para maiores informações, clique aqui!

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021


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Pesquisadores idealizam jogo para incentivo à vacinação

Jogo VACC. Fonte: levacc.csbiology.org

E quando a gente consegue aprender e conscientizar de uma forma divertida, é muito melhor, não? O pesquisador Prof. Dr. Helder Nakaya e outros membros da Campanha Todos Pelas Vacinas desenvolveu um jogo bem bacana que traz, além do tema principal que é a importância da vacinação, pontos muito relevantes como a importância da máscara e do isolamento social, a imunidade de rebanho, as variantes virais que surgem em epidemias e como elas podem escapar da proteção da vacina e até o perigo de se acreditar em Fake News.

O nome do jogo é VACC, e faz parte de um projeto de informatização das Cadernetas de Vacinação chamado Levacc, para uma melhor administração da vacinação de toda a população, o que poderia auxiliar a impedir epidemias e erradicar doenças. A idealização desse projeto teve apoio do INCT de Vacinas do CNPq, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Vacinas da USP e da Universidade Federal do Paraná. A mecânica do jogo foi feita pelo Claudio Torres que faz informática biomédica na UFPR, com design de Allan de Carvalho do laboratório do Dr. Nakaya na USP e música do prof. Murilo Geraldo da UNICAMP.

Créditos do jogo e apoiadores. Fonte: levacc.csbiology.org

 Para jogar, basta utilizar o mouse e o teclado do computador. Simples, mas muito necessário! Vale a pena conferir. Clique aqui para acessar o jogo. 


Fonte: levacc.csbiology.org

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quinta-feira, 23 de julho de 2020


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Estresse e seu impacto na saúde - Por Ana Beserra

Durante tempo difíceis e de pandemia como o que estamos vivendo agora, é muito propício falarmos e até mesmo sofrermos os impactos do estresse. Convém lembrar, que o estresse por si só não é maléfico, ele rompe com o equilíbrio ou homeostase, e é bom que tenhamos este estado em determinadas situações para elevar os batimentos cardíacos, vasoconstricção e outros sinais do sistema nervoso autônomo simpático que é aquele responsável pelo processo conhecido como luta ou fuga. Além disso, no período de estresse ocorre a liberação de hormônios como o cortisol, e de catecolaminas como a adrenalina e a noradrenalina que contribuem para produzir a ação simpática.

 Nos dias de hoje, não precisamos correr de um animal feroz como antigamente nossos ancestrais faziam, todavia precisamos “lutar e/ou fugir” por causa de outros estressores. Existem vários tipos de estressores como exemplo, podemos citar o estressor físico como expor o organismo a temperaturas extremas como o frio ou calor excessivo, a atividade física, ou o estressor emocional como comportamentos de raiva, aborrecimentos e outros. Sabemos que além dos tipos, existem fases de estresse e são elas a alerta, a resistência e a exaustão.

Atualmente, diversos trabalhos científicos mostram que o estresse na fase de exaustão também denominado crônico, ou seja, a longo prazo pode acarretar no aparecimento de algumas doenças, uma vez que induz a inflamação e contribui para o aparecimento de hipertensão, obesidade, depressão e até mesmo demências. O biomédico, atuando como pesquisador em sua essência, pode atuar na psicobiologia, colaborando com o entendimento do funcionamento das vias de estresse com a liberação de hormônios e neurotransmissores a nível laboratorial e clínico através de pesquisas e estudos.

O que podemos resumir de todo esse assunto, é que o estresse por si só não é ruim, mas sim o sem excesso uma vez que o estresse crônico e não regulado pode levar a danos nos indivíduos como por exemplo transtornos mentais e o biomédico pode contribuir além dos estudos e pesquisas para buscar mais evidências sobre como se dá essa regulação, mas também pode agir como um multiplicador, estimulando mudanças de estilo de vida para uma melhora na saúde como a redução do estresse emocional e prática regular de atividades físicas que ajudam a regular o hormônio do estresse e ainda contribuem para a boa saúde física e mental. Meditar, relaxar e praticar atividade física são exemplos de atividades prazerosas que podem ser incorporadas diariamente, começar com 30 minutos diários é o recomendado e assim, evitaremos os prejuízos do cortisol elevado e os impactos negativos na saúde.

Texto de autoria de Ana Beserra, biomédica, mestre em ciências, doutoranda em saúde mental. CRBM 17222.

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quinta-feira, 28 de março de 2019


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Plasma Rico em Plaquetas e Plasma Rico em Fibrina



Nos últimos anos, os estudos sobre o processo de coagulação se expandiram, e trouxeram à comunidade científica novas possibilidades de tratamentos que podem ser aplicados em diversas áreas, como odontologia, ortopedia, medicina esportiva, reumatologia, oftalmologia, dermatologia, estética dentre outras. Tais estudos envolvem os chamados PRP e PRF, aplicações promissoras para em vários campos pela rapidez e simplicidade dos métodos. Mas o que são PRP e PRF?
Ambos são métodos autólogos, de caráter não transfusional; ou seja, utiliza-se o sangue do próprio paciente para o procedimento. A sigla PRP vem do inglês “platelet rich plasma (plasma rico em plaquetas), também denominado plasma rico em fatores de crescimento (PRGF) ou concentrado de plaquetas (PC). Trata-se da concentração de plaquetas autólogas suspensas em uma pequena quantidade de plasma após a centrifugação que, com utilização de anticoagulante, resultada em um produto líquido que é indicado para tratamento menos complexos. É clinicamente usado para fornecer fatores de crescimento em altas concentrações para o local a ser regenerado ou para uma região que requer aumento.
Já a sigla PRF significa “platelet rich fibrin”, com tradução para o português de fibrina rica em plaquetas. Trata-se de um biomaterial de fibrina autóloga, rica em plaquetas e leucócitos, com uma composição específica e arquitetura tridimensional. O PRF é classificado como um concentrado de plaquetas de segunda geração, pois é preparado como um concentrado natural sem a adição de quaisquer anticoagulantes, permitindo obter membranas de fibrina enriquecidas com plaquetas e fatores de crescimento. O produto final tem consistência de gel, devido à presença da fibrina. É indicado para procedimentos de média e alta complexidade.
Os procedimentos de PRF e PRP ficaram mais conhecidos quando divulgados pela mídia no tratamento clínico e estético de algumas celebridades, como o jogador Neymar. Embora pareçam novas, há anos de estudos para que pudesse ser discutido sobre sua real eficácia. 

Ficou interessado no assunto? A Universidade Paulista – UNIP, de Campinas, está com um curso presencial de Capacitação em Fibrina Rica em Plaquetas (PRF), Plasma Rico em Plaquetas (PRP) e Venopunção, Bases Biológicas e Aplicações Clínicas.
  

Responsável: Profa. Dra. Maristela Cesquini – Bióloga pela Unicamp, mestre e doutora em Biologia Funcional e Molecular (área de concentração Bioquímica). Realizou pós-doutorado em Clínica Médica também pela Unicamp. Professora Titular de Bioquímica na Universidade Paulista para os cursos de Biomedicina, Farmácia, Medicina Veterinária e Odontologia.

Público: graduados em cursos superiores na área da saúde reconhecidos pelo Conselho Nacional de Educação.

Para maiores informações, clique aqui.
*Descontos especiais para ex-alunos e empresas conveniadas.

Fontes:
COSTA, P. A. SANTOS, P. Platelet-rich plasma: a review of its therapeutic use. Disponível em: <http://www.rbac.org.br/artigos/plasma-rico-em-plaquetas-uma-revisao-sobre-seu-uso-terapeutico/>. Acesso em 27/03/2019.
SOARES, R. P. et al. Plasma rico em plaquetas em lesões de joelho. Rev. Assoc. Med. Bras. vol.56 no.3.São Paulo. 2010.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019


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Mais mulheres na ciência, por favor!



O Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pelas Nações Unidas em dezembro de 2015. Desde então, a UNESCO e a ONU Mulheres promovem ações para fortalecer o acesso e a participação de mulheres e meninas na ciência.
É importante lembrar que por vezes as mulheres estiveram impedidas de participar de várias áreas do conhecimento, e um exemplo muito famoso foi trabalho de Marie Curie que demorou anos para ser reconhecido. Hoje, ainda vemos poucas mulheres como destaque na ciência, e é por esse motivo que este incentivo existe.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019


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Resistência antimicrobiana e a PLS 545/2018


Atualmente, a resistência aos antimicrobianos é um dos principais problemas da saúde pública mundial, devido às consequências clínicas e econômicas. Trata-se da capacidade de adaptação evolutiva da bactéria (e outros microrganismos) frente aos antimicrobianos, que vem colocando em risco a eficácia dos medicamentos disponíveis.
Desde sua descoberta em 1928 por Alexandre Fleming, os antibióticos são usados para tratamento de infecções bacterianas, e já salvaram milhares de vidas em todo o mundo. O que vemos no cenário atual é uma grave crise de resistência aos antimicrobianos: as bactérias evoluem mais rápido do que novos antibióticos são lançados no mercado.
Além da falta de desenvolvimento dessas drogas e demora para que estejam disponíveis no mercado, esta crise tem sido atribuída principalmente, dentre outros fatores, ao uso excessivo e indiscriminado dessas drogas. Os quadros de resistência geram uma alta taxa de mortalidade, e maiores custos com internação e equipe médica, além da tentativa (muitas vezes nula) de se utilizar combinações de antibióticos a fim de aumentar sua eficácia.
É preciso que haja maior cautela na prescrição e na utilização dos antibióticos pelo paciente. Mesmo que na maioria das vezes o biomédico não esteja em contato direto com o paciente, é importante que tenhamos consciência desse cenário, que conheçamos os principais mecanismos de resistência, e que possamos liberar laudos cada vez mais claros e de acordo com a realidade atual. É importante também manter diálogos com o corpo clínico para que o tratamento ao paciente seja o melhor possível e incentivar o uso correto dos antibióticos.
Há no Senado Federal um projeto de Lei nº 545, de 2018, de autoria do senador Guaracy Silveira (PSL/TO), que visa facilitar o acesso da população de locais sem serviço regular de saúde pública aos antibióticos, sem a necessidade de receita médica. O projeto está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e é claro, gerou grande polêmica no início desse ano. A explicação dada pelo senador para este projeto é a seguinte:
— O que precisamos, claro, é de saúde com acesso gratuito e universal para que todos tenham diagnóstico e prescrição médica. Mas, enquanto esse sonho não se concretiza, precisamos garantir o acesso da população a esses medicamentos em localidades que não possuam atendimento médico e serviço de saúde pública regular. – Guaracy Silveira, senador (PSL/TO).
Desde 2010, a ANVISA exige a apresentação e retenção de uma via da receita médica na compra do antibiótico. Esta medida se dá justamente para que possa haver um controle da disponibilização de antibióticos à população, já que, como vimos até agora, trata-se de um assunto sério.
Facilitar o uso de antibióticos, ainda mais em uma população carente de atenção médica, é simplesmente promover o aumento de quadros de resistência bacteriana e aumentar ainda mais crise em que vivemos. Lembrando, trata-se de uma crise não só para a comunidade científica, médica e para a população, mas de uma crise econômica.
É necessário que medidas preventivas sejam tomadas, e que a população possa receber uma melhor educação sobre o assunto, para que faça uso dos antibióticos com responsabilidade.
Em outro momento, vamos falar mais sobre os tipos de resistência bacteriana e os mecanismos envolvidos, para fins de estudo. Neste momento, precisamos falar sobre a PLS 545/2018 e, como profissionais da saúde, levar maior conhecimento a quem desconhece o assunto e mostrar à população e ao Senado como medidas como esta proposta pelo senador Guaracy podem provocar um dano irreversível.
Você pode ter acesso e manifestar sua opinião ao Senado dizendo que NÃO APOIA este projeto de Lei, clicando aqui. Compartilhe com outros profissionais ou mesmo as pessoas do seu convívio. Ao invés de facilitar o acesso aos antibióticos e aumentar o seu uso indiscriminado, vamos promover a educação sobre o assunto.

Fontes:
SenadoNotícias – para ler na íntegra a notícia sobre o Projeto de Lei
PLS545/2018 – para ler o projeto de Lei e manifestar sua opinião
Wright, G. Tyres, M. Drug combinations: a strategy to extend the life os antibiotics in the 21st century. Nature Reviews, jan. 2019. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/s41579-018-0141-x>.
FRIERI, M. et al. Antibiotic resistence. Journal of Infection and Public Health. 10, 369-378. 2017. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1876034116301277>.
VENTOLA, C. L. The Antibiotic Resistance Crisis Part 1: Causes. Vol. 40 No. 4, abr. 2015. Disponível em: < https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4378521/>.
LOUREIRO, R. J. et al. O uso de antibióticos e aos resistências bacterianas: breves notas sobre a sua evolução. Rev Port Saúde Pública. 34(1):77–84. 2016. Disponível em: <https://ac.els-cdn.com/S087090251500067X/1-s2.0-S087090251500067X-main.pdf?_tid=3d2667d0-d49e-43c1-adae-c5a14e1bb68f&acdnat=1548971440_b54109697d4a222e2a20d1431d7c8c45>.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019


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A ciência influenciando a arte!

Não é novidade que a ciência por muitas vezes influenciou artistas em todo o mundo. A novidade aqui é que o escultor Luke Jerram foi inspirado por microrganismos causadores de doenças importantes, mas que pelas mãos do artista, revelaram sua beleza.
Dá só uma olhada nessas obras de arte!

HIV

(Luke Jerram) 
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quinta-feira, 22 de março de 2018


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Processe seletivo para Estágio - DGRH Unicamp



A UNICAMP (Universidade de Campinas) divulgou hoje (22/03/2018), que estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Estágio para as áreas de Saúde/Biológica/Alimentos/Meio Ambiente. São inicialmente 4 vagas destinadas a alunos do 4º semestre de graduação em Biomedicina, Biologia e Farmácia.
As inscrições poderão ser realizadas on-line, entre 22/03 a 06/04/2018. Para maiores informações e acesso ao edital, acesse o site do DGRH clicando aqui.

Boa sorte a todos!
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018


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Como organizar e conservar os alimentos em geladeira? - Por Mayara Montani



O armazenamento correto dos alimentos é fundamental para a saúde. Alguns alimentos necessitam de temperaturas mais frias do que outros, e existe uma variação de temperatura dentro da geladeira, por isso é tão importante ter conhecimento disso, para correto armazenamento dos alimentos.

Cuidados no armazenamento em casa

Após a compra, os alimentos refrigerados e congelados devem ser armazenados na geladeira ou freezer o mais rápido possível e consumidos até a data de validade do produto. A organização dos alimentos é determinante para que os mesmos estejam seguros, conservados e livres de contaminação.
A geladeira não deve ficar muito cheia de alimentos e as prateleiras não devem ser cobertas por panos ou toalhas, pois isso dificulta a circulação do ar frio e consequente manutenção da temperatura.
É importante também abrir a geladeira só quando for necessário e manter a porta aberta pelo menor tempo possível, para evitar oscilações de temperatura.
Nas prateleiras superiores armazene os alimentos preparados, prontos para consumo e que necessitam de maior refrigeração.
Nas prateleiras do meio os produtos pré-preparados e sobras.
E nas prateleiras inferiores, os alimentos crus. Alimentos crus não devem ficar na mesma prateleira dos alimentos cozidos, pois os crus podem contaminar os cozidos – contaminação cruzada.
Na porta armazene garrafas pet, conservas, molhos, bebidas, temperos, geleias – este espaço perde a refrigeração mais rapidamente.
Todos os alimentos devem ser mantidos embalados para evitar ressecamentos, murchamento e contaminação.

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segunda-feira, 24 de julho de 2017


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A biomedicina vista de diferentes ângulos | WebSérie

Quantas vezes alguém já perguntou a você o que faz um biomédico ou se biomédico é quase médico? Que tal se a biomedicina fosse tão difundida quanto outras profissões?
É para o reconhecimento da nossa profissão é que lutamos diariamente! E para ‘dar um up’ na divulgação da biomedicina, o Prof Marcelo Oliveira, do Canal do Biomédico, junto a outros colegas, criou uma WebSérie para tirar todas as dúvidas e para bater um papo sobre ás áreas em que podemos atuar, sobre o cenário da biomedicina em concursos públicos, sobre pesquisa, residência biomédica, e muitos outros assuntos! Isso tudo reunindo grandes nomes da biomedicina que trabalham difundindo conhecimento na internet.
  


Além do Prof. Marcelo, participarão da WebSérie o Fredson Serejo (Prepara Biomédico), o Brunno Câmara (Biomedicina Padrão), Carlos Danilo Cardoso e Marcus Cardoso (Gêmeos da Biomedicina) e Rodrigo Colares (Movimento Biomédicos Unidos do Amazonas).
E é com grande honra que o Biomedicina em Ação estará na live final, falando e divulgando o que a gente mais gosta, não é?


Acesse o Canal do Biomédico e confira os vídeos que serão lançados ao longo das semanas. Curta, compartilhe, mande para os amigos, para a família! Vamos todos juntos em prol da divulgação da Biomedicina!
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terça-feira, 20 de junho de 2017


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A epidemia de Sífilis no Brasil

Pode parecer demasia para assustar a população, mas é a realidade. Por motivos irrisórios, uma doença sexualmente transmissível que pode ser evitada com uso de preservativo, dá sinais quando aparece, e pode ser tratada, ainda assombra o cenário nacional, tornando-se uma epidemia. Esse foi o tema de uma matéria da Revista Superinteressante, publicada agora no dia 13 de junho.  O assunto é sério, e por isso, hoje aqui no Biomedicina em Ação, vamos falar sobre Sífilis.

O que é?

É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. 

Treponema pallidum em microscopia de varredura.

Como é transmitida e como prevenir?

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto.
O uso correto e regular da camisinha masculina ou feminina é uma medida importante de prevenção da sífilis. O acompanhamento da gestante durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

O que é a sífilis congênita?

É uma doença transmitida ao feto durante a gestação, através da passagem do treponema pela placenta. A doença é mais grave quanto mais recente for a infecção materna. São complicações dessa forma da doença: aborto espontâneo, parto prematuro, má-formação do feto, surdez, cegueira, deficiência mental e/ou morte ao nascer.

Segundo estudo realizado em 2004, estima-se que a taxa de prevalência de mulheres portadoras de sífilis no momento do parto seja de 1,6%. Isso corresponde a aproximadamente 49 mil parturientes infectadas e 12 mil nascidos vivos com sífilis, considerando-se uma taxa de transmissão de 25%, de acordo com estimativa da OMS (www.aids.gov.br).(Fonte: Telelab)

Mesmo quando não se manifesta com essas características, a infecção congênita pode permanecer latente, vindo a se expressar durante a infância ou mesmo na vida adulta. A definição da sífilis congênita deve ser feita pelo médico, o qual deve levar em consideração a comparação dos resultados dos testes não treponêmicos da mãe e da criança, os resultados dos exames de imagem e dos sinais clínicos presentes na criança.
Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado for positivo, tratar corretamente a mulher e sua parceria sexual, para evitar a transmissão vertical.

Quais os sinais e sintomas da doença?

Esse é o problema. Após a infecção, aproximadamente de 10 a 90 dias depois do contágio, aparece uma ferida, geralmente única, no local da entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele). Essa ferida chamada cancro duro ou protossifiloma, tem a base endurecida, contém secreção serosa e muitos treponemas, não dói, não coça, e por isso, o indivíduo dificilmente vai procurar tratamento. Esta é a primeira fase da sífilis. As lesões sifilíticas facilitam a entrada do vírus da imunodeficiência humana (HIV). Além disso, a sífilis acelera a evolução para Aids e a infecção pelo HIV altera a história natural de sífilis

Começa com um machucado. Indolor, costuma não ser bonito, mas também não é o fim do mundo. Quando aparece na área genital, fica evidente nos homens, mas pode acabar escondido dentro da vagina sem chamar qualquer atenção. Há ainda outros casos discretos, como na garganta ou no ânus. Aí, quando você está começando a se preocupar, Bam! Desaparece. Parabéns! Seu sistema imunológico é mesmo incrível, né? Na verdade, não. Você só passou para a próxima etapa de uma doença que, a curto ou longo prazo, pode atacar seu cérebro, mudar a estrutura dos seus ossos, deformar seu rosto e matar seus filhos. Você tem sífilis. (Fonte: Superinteressante)


A cicatrização da ferida é espontânea. Depois de 6 semanas a 6 meses dessa cicatrização, se não houver tratamento, aparecem manchas e erupções (exantema) no corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, caracterizando a fase secundária. Essas manchas também não coçam, e podem ser confundidas com algum processo alérgico, sobretudo porque podem surgir ínguas. Nesta fase, o treponema já invadiu todos os órgãos e líquidos do corpo.

O exantema se apresenta na forma de máculas, pápulas ou grandes placas eritematosas branco-acinzentadas denominadas condiloma lata, que podem aparecer em regiões úmidas do corpo. (Fonte: Telelab)

Depois, vem a sífilis latente, que é dividida em recente (menos de um ano de infecção) e tardia (mais de um ano de infecção). A duração é variável (pode durar até 40 anos!), e nessa fase, não é contagiosa, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.
A fase terciária então pode surgir de 2 a 40 anos depois do início da infecção. É chamada fase da moléstia, pois costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

As úlceras que começam a brotar pelo corpo são tão agressivas que, em regiões de contato direto da pele com ossos, como no crânio, o esqueleto começa a ser corroído. Na tíbia, principal osso da canela, o corpo até tenta combater a degeneração: conforme a erosão óssea aparece, o estrago vai sendo calcificado. A região afetada começa a engrossar e, com o avanço do desgaste, a canela vai ficando curvada. Em alguns casos, a bacia também é afetada e o doente perde a capacidade de andar em linha reta. Uma das maneiras mais antigas de identificar portadores de sífilis, inclusive, é ver se a pessoa caminha como um pato, rebolando por causa da bacia deteriorada. Implacável, a infecção ainda ataca os sistemas vascular e nervoso – o que pode acontecer precocemente entre a primeira e a segunda fase. Quando a bactéria finalmente ocupa o cérebro, o infectado começa a sentir alterações de humor e pode desenvolver demência. É a chamada neurosífilis. Nesta última fase, finalmente, transar não ameaça mais aos outros. A sífilis deixa de ser infecciosa e quer acabar somente com o portador.(Fonte: Superinteressante)

Como a sífilis é diagnosticada no laboratório?

Para o diagnóstico da sífilis podem-se utilizar os testes treponêmicos e os não treponêmicos. Os testes treponêmicos são qualitativos, ou seja, detectam a presença ou ausência de anticorpos contra antígenos do Treponema pallidum na amostra. Os testes não treponêmicos detectam anticorpos não treponêmicos, anteriormente denominados anticardiolipínicos, reagínicos ou lipoídicos. Esses anticorpos não são específicos para Treponema pallidum, porém estão presentes na sífilis. Os testes não treponêmicos podem ser: qualitativos – rotineiramente utilizados como testes de triagem para determinar se uma amostra é reagente ou não; ou quantitativos – são utilizados para determinar o título dos anticorpos presentes nas amostras que tiveram resultado reagente no teste qualitativo e para o monitoramento da resposta ao tratamento. O título é indicado pela última diluição da amostra que ainda apresenta reatividade ou floculação visível.
De acordo com as fases da doença, podemos observar o seguinte:

·      Sífilis primária:
Na sífilis primária, o diagnóstico laboratorial pode ser feito pela pesquisa direta do Treponema pallidum por microscopia de campo escuro, pela coloração de Fontana-Tribondeau, que utiliza sais de prata, e pela imunofluorescência direta. Os anticorpos começam a surgir na corrente sanguínea cerca de 7 a 10 dias após o surgimento do cancro duro. Por isso, nesta fase os testes sorológicos são não reagentes. O primeiro teste a se tornar reagente em torno de 10 dias da evolução do cancro duro é o FTA-abs, seguido dos outros testes treponêmicos e não treponêmicos. Quanto mais precocemente a sífilis primária for tratada, maior será a possibilidade de os exames sorológicos tornarem não reagentes. Porém, mesmo após a cura os testes treponêmicos podem permanecer reagentes por toda a vida.

·      Sífilis secundária:
Na sífilis secundária, todos os testes que detectam anticorpos são reagentes e os testes quantitativos tendem a apresentar títulos altos. Após o tratamento nesta fase, os testes treponêmicos permanecem reagentes por toda a vida do usuário, ao passo que os testes não treponêmicos podem ter comportamento variável. Em alguns indivíduos ficam não reagentes, e em outros permanecem indefinidamente reagentes em baixos títulos.

·      Sífilis latente:
Nesta fase, todos os testes que detectam anticorpos permanecem reagentes, e observa-se uma diminuição dos títulos nos testes quantitativos. Para diferenciar esta fase da infecção primária, deve-se pesquisar no líquor a presença de anticorpos, utilizando-se o VDRL. Evidencia-se sífilis latente quando o VDRL é reagente no líquor, acompanhado de baixos títulos no soro.

·      Sífilis terciária:
Nesta fase, os testes que detectam anticorpos habitualmente são reagentes e os títulos dos testes não treponêmicos tendem a ser baixos. Porém, podem ocorrer resultados não reagentes. Em usuários que apresentam sintomas neurais, o exame do líquor (LCR) é indicado, porém nenhum teste isoladamente é seguro para o diagnóstico da neurossífilis. Recomenda-se que o diagnóstico seja feito pela combinação entre a reatividade do teste e o aumento de células e de proteínas no LCR. Para testagem do LCR, o VDRL – que tem alta especificidade – é o exame recomendado, apesar de apresentar baixa sensibilidade (de 30% a 47% de resultados falso-negativos).

Relação entre testes para diagnóstico de sífilis, as fases da doença, o curso clínico da infecção e o tempo. Fonte: Ministério da Saúde. 


E o tratamento?

O tratamento é simples, feito com antibióticos, especialmente penicilina cristalina. Deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

Imagem ilustrativa de Bezetacil, para tratamento de sífilis. 


Por que a sífilis se tornou uma epidemia?

Um dos pontos de maior destaque na matéria da Revista Superinteressante está relacionado aos motivos que levaram à epidemia de sífilis. O Ministério da Saúde decretou epidemia em outubro de 2016, já que desde 2010, foram notificados quase 228 mil novos casos; só entre 2014 e 2015 houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas. A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Em 2015, tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos; sendo esse valor 13 vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde considera aceitável.
E como dizemos anteriormente, o tratamento é muito simples se comparado a outras ISTs. Além disso, é muito barato! Talvez esse seja o problema. Além da queda no uso de preservativos para evitar a sífilis e outras infecções, o acesso à penicilina passou a ser aliado para que tudo isso culminasse para o estado alarmante que vivemos hoje. Chega a ser piegas o fato de um dos problemas ser o acesso ao antibiótico mais antigo que existe.
Resumidamente, o que acontece é que, por ser barata, a indústria farmacêutica não se interessa em fabricar: falta penicilina nas prateleiras. Além disso, existe o risco de choque anafilático: ninguém quer aplicar sem estrutura adequada. Os parceiros de mulheres grávidas com sífilis não tomam medicamentos e, portanto, continua o ciclo.
E por fim, esta epidemia acontece há mais tempo do que possamos imaginar. Isso porque só em 2010 o diagnóstico de sífilis foi atrelado à notificação compulsória, o que ajudou nas estatísticas, aumentando o número de casos positivos.
É necessário que todo um trabalho seja realizado: a população esteja cada vez mais ciente do uso de preservativos, da procura por diagnóstico e tratamento, e que os órgãos competentes possam ser capazes de prestar um tratamento que não custa nem um pouco caro para os cofres públicos.

Para se aprofundar mais nos tipos de testes para diagnóstico da sífilis, indicamos um curso online e gratuito, o Telelab. Já falamos sobre essa plataforma do Ministério da Saúde, e lá você pode encontrar um curso completo sobre sífilis. Acesse clicando aqui! 



Referências bibliográficas:
Germano, F. A nova cara da Sífilis. Jun 2017. Disponível em: < http://super.abril.com.br/saude/a-nova-cara-da-sifilis/>.
Diagnóstico de Sífilis. Telelab. Disponível em: < http://telelab.aids.gov.br/index.php/component/k2/item/106-baixar-diagnostico-sifilis>.


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sábado, 10 de junho de 2017


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Ética na pesquisa científica: qual a importância?


Já tratamos aqui sobre um acontecimento envolvendo cientistas japoneses e uma descoberta que aparentemente daria novos rumos à medicina regenerativa (clique aqui para ler a matéria).  A história que no começo foi tratada como fraude, mas no fim não passou de inexperiência, cabe bem ao assunto desse post.
A ética na pesquisa científica é algo que por vezes se mantém longe de discussões, e só volta a ser mencionada quando algo polêmico aparece, como publicação de artigos com dados inverídicos, ou mesmo o que podemos chamar de corrupção, quando o grupo de pesquisa acaba por se tornar uma fábrica de artigos sem qualidade.
A Revista Fapesp do mês de maio trouxe nas suas páginas iniciais uma matéria muito interessante sobre isso. Em abril deste ano, as Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos criaram um relatório com 11 recomendações para que os problemas envolvendo a ética sejam diminuídos, e para que os indícios de má conduta sejam investigados.
É difícil acreditar que, também na ciência, há chantagens e propostas antiéticas ligadas à ação fraudulenta de empresas e instituições que se propões a ajudar pesquisadores a publicar artigos ou prestam consultoria sobre ética na pesquisa. Um caso que retratada essa situação é o de uma empresa chinesa de redação científica que propôs ao editor da revista Diabetic Medicine, Richard Holt, o que eles chamaram de “negócio colaborativo”. Nesse “negócio”, Richard receberia US$ 1 mil por artigo aceito para publicação. Eles argumentavam que era difícil para médicos chineses publicarem em revistas de prestígio, principalmente por barreiras linguísticas e, portanto, pediram para que o editor os ajudasse com isso. Entretanto, Holt respondeu que isso se tratava de um ato antiético e encaminhou o caso ao Cope (Committee on Publication Ethics), um fórum de editores com sede em Londres que trata de temas ligados à integridade científica.
E o paper inspirado em seriado de comédia? Pois é. A revista Urology & Nephrology Open Acess Journal publicou um artigo assinado pelo Dr. Martin van Nostrand, sobre um estudo de caso de uma doença chamada “uromycitisis”, doença que fazia com as pessoas fossem obrigas a urinar quando sentissem vontade, mesmo em locais públicos, caso contrário poderiam morrer. O problema é que esse tal Dr. Nostrand era um pseudônimo criado por um dos personagens de uma série de ficção que se passava por médico em alguns episódios, e a uromycitisis também era fruto da imaginação do comediante que escreveu a séria, Jerry Seinfeld, em que o personagem principal precisava inventar uma desculpa para o policial que o flagrou urinando em uma garagem.
Está mais do que clara a importância de se utilizar a ética na divulgação científica. É a partir de um artigo que outros são gerados, que descobertas são feitas e que vidas podem ser mudadas.

Para ter acesso às recomendações das Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, acesse: www.nap.edu/21896


Fonte: A importância de dar um passo adiante. Maio 2017. Revista Fapesp, n.255, p.8-10.
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quarta-feira, 31 de maio de 2017


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Nanotecnologia aplicada ao combate da resistência bacteriana

Imagem: Mateus Borba Cardoso
Atualmente nos deparamos cada vez mais com perfis de resistência bacteriana a antibióticos, e a corrida por soluções está cada vez mais acelerada. Cientistas brasileiros do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)  encontraram uma nova estratégia para combater as bactérias multirresistentes.
O trabalho publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, trata sobre a síntese de um nanofármaco, usando um método de revestimento nanopartículas de prata e sílica porosa (potencialmente tóxicas para os microrganismos e também para as células humanas) com uma camada de antibiótico, no caso a ampicilina, em um arranjo específico, que tem uma explicação lógica. A ideia é que, por afinidade química, o nanorfámaco age apenas sobre os microrganismos patogênicos, sendo inerte ao organismo humano.
Segundo Mateus Borba Cardoso, um dos pesquisadores do CNPEM, o antibiótico é usado como uma espécie de isca, para levar a nanopartícula até a bactéria com uma grande quantidade do fármaco. “A ação combinada da droga com os íons de prata foi capaz de matar até mesmo microrganismos resistentes”. O pesquisador explica ainda que atualmente há medicamentos comerciais com nanopartículas, que servem para recobrir o princípio ativo e aumentar o tempo de vida deste dentro do organismo, mas a estratégia usada para este método publicado recentemente, eles “decoraram” a superfície da nanopartícula com grupos químicos que a direcionam até o local onde ela deve agir, sendo assim, mais seletivo.
E como a nanopartícula é direcionada até o patógeno? Tudo ocorre pela lógica do arranjo da ampicilina. “Por meio de modelagem molecular, conseguimos determinar qual parte da molécula de ampicilina interage melhor com a membrana bacteriana. Deixamos então todas as moléculas do fármaco com essa parte-chave voltada para o lado externo da nanopartícula, aumentando as possibilidades de interação com o patógeno”, explicou Cardoso.

E quanto à eficácia?

Inicialmente foi feito um estudo quanto ao efeito do nanoantibiótico em comparação ao da ampicilina convencional, em duas linhagens diferentes de Escherichia coli. Na primeira situação, os cientistas utilizaram uma linhagem suscetível à ampicilina, e praticamente 100% dos microrganismos morreram tanto com a ampicilina convencional quanto com o nanoantibiótico, versão combinada com a prata e a sílica. Na segunda situação, a linhagem da E.coli era resistente à ampicilina convencional, e somente o nanofármaco apresentou eficácia.  
Depois, era preciso testar o efeito citotóxico do nanoantibiótico nas células de mamíferos. Foi usado então, uma linhagem de células renais humanas. O resultado foi que o revestimento da nanopartícula com o antibiótico se mostrou segura.
Uma das partes mais interessantes do trabalho são as imagens de microscopia confocal, onde mostram que além de não ser tóxico, o nanoabtibiótico não interfere no ciclo celular:
 
Imagem do artigo, mostrando o teste de citotoxidade da nanopartícula revestida e sem o revestimento. Fonte: Oliveira, JFA. et al. Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles. 2017.

Este estudo pode ser o passo inicial para a síntese de outros nanofármacos, variando o antibiótico de revestimento e combatendo também outras espécies de bactérias.

Tem pontos negativos?

Sim, como todo estudo inicial. O problema desse método é justamente a nanopartícula. Cardoso explica que, como a prata e a sílica são materiais inorgânicos, a nanopartícula não é metabolizada pelo organismo, o que ocasiona em acúmulo.
Não se sabe ao certo onde as nanopartículas se acumulariam. Para isso, serão necessários testes em animais. Entretanto, uma alternativa é utilizar ao invés da prata, um outro antibiótico de espectro diferente ou uma nanopartícula pequena o suficiente para ser excretada pela urina.
De qualquer forma, o nanofármaco apresentado neste estudo já é um avanço imensurável, e poderá ser utilizado em casos graves em que não há outra alternativa para o tratamento de infecções hospitalares, evitando a morte de muitos pacientes.
O trabalho foi também uma colaboração de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Instituto de Química (IQ), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e do Departamento de Bioquímica-Programa de Pós-graduação em Biologia Funcional e Molecular, Instituto de Biologia (IB), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).


O artigo Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles (doi:10.1038/s41598-017-01209-1), de Jessica Fernanda Affonso de Oliveira, Ângela Saito, Ariadne Tuckmantel Bido, Jörg Kobarg, Hubert Karl Stassen e Mateus Borba Cardoso pode ser lido na íntegra em: www.nature.com/articles/s41598-017-01209-1. 



Fonte: Revista FAPESP
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